quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

ENTREVISTA COM SIRLENE CUNHA - revista STATTO





Sirlene Cunha tem uma trajetória de vida impressionante! Foi mãe muito jovem, venceu um câncer, se divorciou e teve que recomeçar do zero. Mas com tudo que passou nunca perdeu a fé! Confira essa linda e emocionante história.

Sirlene você recentemente venceu um câncer e também se recuperou da Covid-19. Conte-nos um pouco sobre as duas experiências?

Sobre o câncer: Tudo começou no dia 22 de agosto de 2019, percebi uns nódulos na mama esquerda. Achei estranho, pois foi de repente que apareceram. Nesse dia se comemora o aniversário de minha mãe. Passei o dia na cozinha fazendo os preparativos. Quando chegou a noite já com tudo preparado estava com muita dor do lado esquerdo, doía muito. Fiquei em frente ao espelho para saber o que estava acontecendo. O local estava muito inchado e febril. Depois dos parabéns retornei para o meu apartamento.

Antes de me deitar faço minhas orações, tenho muita fé em Deus. Mas quando estava orando Deus falou comigo, me alertando que um ano atrás ele tinha me revelado que eu iria passar por um vale bem profundo e sombrio. Disse que muitas pessoas me virariam as costas, mas ele (Deus) sempre estaria comigo. Deus falou que não era para eu murmurar e nem perguntar o porquê de tudo isso, para eu ser sempre grata por tudo, pois era um processo de transformação. Enfim procurei o médico e ele disse que não era nada.

Disse que eram umas glândulas inflamadas, mas como sempre sou persistente pedi a ele exames para certificar. O resultado saiu e eu mesma abri e olhei o diagnóstico no dia 14 de novembro de 2019.

Resultado: Carcinoma mamário invasivo, grau três histológico, com extensa necrose, invasão nuclear. Enfim era só o começo de um tratamento doloroso e sofrido. Tive que colocar o Port-A-Cath, pois minhas veias são bem delicadas. Foram quatro sessões da quimioterapia vermelha e seis sessões da branca. E também tinha uns nódulos no pulmão direito. Mas o médico disse que esses ele só iria investigar depois.

Sinceramente não foi nada fácil, mas quem disse que eu iria desistir. Sempre alegre, feliz fazendo meus afazeres as pessoas olhavam para mim e diziam:

De onde vem toda essa força? Eu respondia: Do pai lá de cima que está comigo e sei que sempre estará. Tive que fazer a cirurgia da mama tirando ¼ da região e também debaixo das axilas. Mas tudo ocorreu bem. Fiz dezoito sessões de radioterapia. Graças a Deus hoje estou curada tanto da mama quanto do nódulo no pulmão.

Sobre a covid-19: A covid-19 foi descoberta antes da cirurgia da mama. Tive que fazer o teste, isso ocorreu em agosto. Antes de saber que estava com a covid-19 fiquei muito mal mesmo. Fiquei mais de um mês em casa isolada. Mas graças a Deus foi outra superação.

Hoje agradeço a Deus por me dar tanta saúde e felicidades. Agradecer sempre a todos que estiveram comigo perto ou distante em oração. Obrigada a todos vocês que eu amo muito.

Grata por tudo.

Você foi criada por sua avó no interior de São Paulo. Como é para você morar hoje numa cidade grande e tão corrida? Quais as diferenças entre o interior e o ABC paulista?

Para mim foi um privilégio morar e ser criada pela minha avó no interior amo a cidade de São José dos Campos! Só tenho recordações maravilhosas. As pessoas sentam nas calçadas para conversar a noite muito diferente de São Paulo. O povo mais acolhedor feliz, prestativo.

Já São Paulo me traz mais sofrimento, a correria do dia a dia. As pessoas não aproveitam tanto a vida como no interior.

Conte-nos um pouco sobre sua trajetória de vida?

Minha trajetória de vida não foi nada fácil, mas vou resumir.

Sou filha de pais separados na época o preconceito era muito grande.  Fui muito judiada quando criança, pois minha mãe tinha que trabalhar para sustentar a casa. Eu morava em São Paulo quando criança, depois fui morar no interior com minha avó.

São Paulo não me traz recordações boas só de sofrimento. Mas graças a Deus minha avó me criou e foi a melhor fase da minha vida. Se hoje sou essa mulher guerreira de fé tenho que agradecer a ela. Sempre tinha palavras maravilhosas de conforto ao meu coração. Já faz dezesseis anos que ela se foi, a melhor parte da minha vida. Foi difícil é difícil, às vezes a saudade bate com força e só me resta chorar.

Ela sempre esteve ao meu lado nas horas que mais precisei. Fui mãe aos dezessete anos e ela (avó Tereza), estava sempre do meu lado. Ajudou-me muito com minha filha.

Hoje sou mãe de duas meninas, uma se chama Caroline tem vinte e seis anos, mãe de Maria Eduarda minha neta de oito, e a Amanda de dezessete anos. Só tenho que agradecer a Deus por essas riquezas.

Hoje sou divorciada, moro sozinha, sou muito abençoado e feliz, encontrei a minha paz que tanto precisava.

Você trabalhou como cuidadora de idosos e iniciou um curso como auxiliar de enfermagem. Como é atuar nessa área de cuidados e em especial com pessoas em idade avançada?

A área de cuidador de idosos me ensinou muito sobre amar ao próximo. Fiquei oito meses cuidando de uma senhora encantadora, ela tinha Alzheimer e ela me doou muito amor e carinho. Hoje ela não se encontra mais entre nós.

Fiz o curso de auxiliar de enfermagem com o incentivo dos médicos e enfermeiros do Hospital Oswaldo Cruz. Ainda não terminei o curso, por conta de alguns acontecimentos que ocorreram nesse período e também o tratamento que estava fazendo contra o câncer.

Mas nesse ano pretendo dar continuidade aos estudos.

Você é uma pessoa de muita fé, sempre tem uma palavra de ânimo para as pessoas, mesmo que você mesma esteja passando por situações difíceis. Conte-nos um pouco sobre sua fé e como mantém esse contato tão forte com Deus?

Nessa jornada de vida minha avó me ensinou a ter muita fé em Deus independente de qual for a sua religião. Sempre fui muito de orar e conversar com Deus. Quem não me conhece pensa que sou doida (pois oro muito), mas já estou preparada para as críticas.

Deus realmente fala com seus filhos quando estamos em constante oração. Permanecer em oração é um caminho de vitória. Pois a luta vem, mas continuamos firmes.

Sempre estou preparada para dar uma palavra de conforto ou conselhos quando me procuram. Deus é perfeito, Ele não dá uma cruz se você não conseguirá carregar.

O que posso falar é que esse Deus é tudo em minha vida sem Ele não teria chegado até aqui.

Deus é a perfeição…

Você é mãe de duas moças, uma ainda adolescente e outra já em idade adulta. Conte-nos sobre os desafios da maternidade nos dias de hoje. Como você encara?

Hoje está complicado educar filhos, mas sempre temos que ter discernimento, sabedoria e paciência para darmos uma palavra de conforto e de repreensão.

Você é muito dinâmica. Atuou também como controladora de acesso, se separou, comprou um apartamento, praticamente sozinha e superou uma doença muito difícil. Que dica poderia dar as mulheres que se veem em uma situação difícil, se sentindo sem saída, sem coragem para começar do zero e lutar?

Estou divorciada há cinco anos, não foi nada fácil. Tive que deixar tudo para trás e começar do zero! Fui novamente lutar pelos meus objetivos. É preciso ter determinação, força, coragem ser guerreira. Trabalhei muito por quase três anos de domingo a domingo e estudando.

Mas só tenho que me orgulhar de mim, hoje tenho meu apartamento, moro sozinha e sou muito feliz. Hoje muitas pessoas me ligam pedindo oração, conselhos oque fazer da vida.

As pessoas se sentem perdidas sem direção, sem foco. Muitas com depressão profunda.

Sempre estou disposta a ajudar ao próximo e graças a Deus hoje eu sei o meu propósito aqui na terra. Ajudar, aconselhar, amar, orar pelo próximo.

O que você gosta de fazer nas horas vagas? Quais seus hobbies, lazer e etc.?

Realmente eu não curti a vida como gostaria. Sempre trabalhei muito, comecei a trabalhar tinha dez anos e não parei até hoje. Conforme os acontecimentos, hoje se me dá vontade de viajar eu vou sozinha. Às vezes vou à casa de amigas, às vezes faço trilha, meditação, caminhada. E nas melhores horas estou orando, ouvindo um louvor isso para mim é o mais gratificante.

Você já teve depressão ou conhece pessoas próximas que tiveram? O que poderia dizer às pessoas que sofrem deste problema, como encontrar ajuda? O que é imprescindível nessas horas?

Eu já tive depressão e comecei a me tratar aos dez anos de idade. Acordava a noite sem ar, tive que fazer tratamento com remédios controlados. Ajudaram-me, mas era só o começo de um tratamento bem complicado.

Na adolescência e vida adulta passei por altos e baixos, perdas de parentes e amigos queridos e amados por mim. O único refúgio realmente é perseverar na palavra de Deus e continuar firme no propósito. Hoje me considero uma guerreira, pois superei meus traumas perdoei o passado e sou muito feliz.

O ano de 2020 foi muito peculiar, ano de muitas lutas, provações, mas também de bênçãos. Que mensagem gostaria de deixar as pessoas nesse início de ano?

Para esse ano quero que as pessoas respeitem mais o seu próximo falando menos e ajudando mais.

Espero pessoas melhores com atitudes e determinação. Que cada um agradeça a Deus pelo privilégio de estar nesse universo lindo. Que possamos de fato agradecer mais e reclamar menos.


extraído: ENTREVISTA COM SIRLENE CUNHA | Revista Statto

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ENTREVISTA COM O MUSICISTA ITAMAR SILVA - revista STATTO

 



Itamar é músico, compositor, professor há 30 anos, gestor financeiro, esposo e pai de família.

Conte-nos um pouco sobre sua trajetória na música. Como começou, projetos em que esteve presente e etc.?

Nascido em um berço evangélico numa família de músicos, aos cinco anos de idade despontei para o interesse na área musical e de início já tinha o meu favoritismo pelas “cordas”. Quando minha mãe tocava o violão, achava tudo aquilo mágico como: a vibração das cordas, as combinações de cada acorde, a sonorização e o swing; tudo aquilo me encantava. A minha grande “Senhora” passou para mim as instruções dos primeiros acordes e noções musicais, e com sete anos de idade já arriscava a tocar com os amigos, fazia pequenos grupos, calçadas, praças e até mesmo igrejas…

Quais instrumentos você toca? Como aprendeu?

Bom, iniciei com Violão no qual sou oficializado profissionalmente e depois me instrui em outros, como: Guitarra, Baixo Elétrico, Teclado, Piano, Cavaquinho, Ukulelê, Violino, Viola, Violoncello, Saxofone, Flauta transversal, Bateria e Percussão. Tive vários “mentores musicais”, dentre os quais gostaria de destacar um em especial, Maestro Samuel Takassa, um dos maiores músicos que já vi pessoalmente, considerado na época da década de 80, o décimo segundo melhor do Brasil; e ainda mais, ter o privilégio de ser seu primo, me instruiu em cinco maravilhosos anos de aulas, experiências e práticas inesquecíveis.

Como é ensinar música? Qualquer aluno tem possibilidade de se tornar um musicista? O que é preciso?

É muito bom instruir ao próximo e melhor ainda quando este próximo está muito interessado em aprender. Na segunda pergunta digamos que 90% das pessoas do mundo inteiro teriam a possibilidade de se tornar um musicista, mas infelizmente existem os 10% que não teriam esta possibilidade por serem Tone Deaf (surdos para frequências) ou por simplesmente serem desprovidos desta graça! Costumo dizer que antes do talento, o Amor, a Paixão, o Carinho e a Vontade louca de aprender fará finalmente que sonhos possam ser realizados, não só para música, mas também para qualquer outra coisa neste mundo.

Fale sobre quem é o Itamar na vida pessoal para os que não te conhecem?

Um “cara” alegre, tranquilo, hiper curioso e sempre com vontade de aprender mais; gosto de me divertir, sair com amigos apesar de não poder fazer exatamente tudo por causa desta pandemia; gosto de brincar com filhão e do mais que vocês já sabem, tocar instrumentos e cantar também.

Quais são suas influências musicais? Músicos favoritos e etc?

Olha! Daria um livro, mas vou ser bem resumido aqui: vou classificá-los em:  MPB (Musica Popular Brasileira), MPA (Musica Popular Americana), Spanish Music e Clássicos dos mais diversos. Musicos brasileiros: Tom Jobim, Chico Buarque, Jorge Ben Jor, João Gilberto… Espanha: Paco de Lucía, Andres Segóvia… American Musicians: B.B. King, Jimmy Hendrix, Jonh Patitucci, Chick Corea, Victor Wooten… Clássicos: Ludwig Van Beethoven, Johann Sebastian Bach, Frédéric Chopin, Francisco Tárrega entre outros.

Com quem você já tocou? E onde?

Free lances para Aline Barros, Kelly Lopes, corais famosos, corais regidos por mim como: Bom Pastor SBC, In Choir Angel’s Taubaté SP, Bandas e etc. Locais como Marcha por Jesus da Renascer em Cristo, casas de shows, megaeventos em Cotia, Diadema, São Bernardo do Campo, Santo André, São Paulo e outros Estados como Rio de Janeiro, Minas e Paraná.

Se você pudesse colocar em prática um projeto dos sonhos para esse ano. Como seria?

Boa pergunta; é que na nossa vida sempre passamos por reformulações e de tempos em tempos atualizamos. Mas “I have a dream”, sempre tive o sonho de ter um dos maiores corais no Brasil de 3.000 a 10.000 vozes aproximadamente em que o resultado seria como som de muitas águas e ondas sonoras trazendo um efeito e uma emoção como nunca se ouviu antes na história da música.

Você possui outras formações além da música?

Sim, como disse na apresentação no início da entrevista; sou formado em Gestão Financeira no Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas FMU.

Você tocou muito em eventos cristãos, em diversas igrejas e etc…  Atualmente você frequenta qual igreja? Participa de algum projeto da casa?

Sim toquei em muitos lugares e igrejas e atualmente possuo uma membresia na Batista do Calvário de Sto. André – SP. Logo no início da membresia estávamos combinando de fechar um coral jovem, mas ocorreram contratempos familiares da minha parte e não foi possível.

Que mensagem gostaria de deixar ao público em geral?

Sejamos felizes e esperançosos, matando um leão a cada dia, ouvindo uma boa música. Porque a tal, é a arte de manifestar os diversos afetos de nossa alma mediante o som. E cada leitor(a) é um(a) guerreiro(a)! Cingi-vos de suas vestes e de seus escudos, ouçam uma boa e alegre canção e torne bem mais leve as vossas batalhas.

Itamar Silva OMB.:51927

Contatos:

Whats: (11) 98997-4958 Leticia (assessora) e (11) 96313-7449 Itamar

Facebook: itamartron

Linkedin: www.linkedin.com/in/itamar-silva-a1945203


extraído: ENTREVISTA COM O MUSICISTA ITAMAR SILVA | Revista Statto


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A APOSTASIA DO REI SALOMÃO - revista STATTO



A APOSTASIA DO REI SALOMÃO

11/01/2021 às 11h18


O rei Salomão foi o terceiro rei de Israel, filho de Davi e Bate-Seba. Governou sobre Israel aproximadamente entre 971 e 931 a.C. Salomão é conhecido por sua sabedoria, e por ter sido o rei que construiu o primeiro Templo de Jerusalém e reinou por 40 anos em Israel.

“Amou Salomão muitas mulheres estrangeiras, mulheres das nações de que havia o SENHOR dito aos filhos de Israel: Não caseis com elas, pois vos perverteria o coração, para seguirdes os seus deuses. A estas se apegou Salomão pelo amor. Tinha setecentas mulheres, princesas e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração. Sendo já velho, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era de todo fiel para com o SENHOR, seu Deus, como fora o de Davi, seu pai.”  (1 Reis 11:1-4).

Um escolhido

Teu filho Salomão é quem edificará a minha casa e os meus átrios, porque o escolhi para filho e eu lhe serei por pai (1 Crônicas 28:6).

Procurando fortalecer suas relações com o poderoso reino situado ao sul de Israel, Salomão, “Fez aliança com Faraó, rei do Egito, e tomou por mulher a filha de Faraó. Trouxe-a a cidade de Davi”. 1 Reis 3:1. Do ponto de vista humano esse matrimônio, embora contrário aos ensinos da Lei de Deus, parecia resultar em bênção, pois a esposa pagã de Salomão se converteu e a ele se uniu no culto ao verdadeiro Deus. Além disso, Faraó prestou relevantes serviços a Israel tomando Gezer, matando os cananeus que moravam na cidade e dando-a “em dote a sua filha, mulher de Salomão“. 1 Reis 9:16. Salomão reconstruiu e fortificou essa cidade, e assim muito fortaleceu o seu reino ao longo da costa do Mediterrâneo.

Salomão adorava a Deus

E disse: Ó SENHOR, Deus de Israel, não há Deus como tu, em cima nos céus nem embaixo na terra, como tu que guardas a aliança e a misericórdia a teus servos que de todo o coração andam diante de ti; (1 Reis 8:23).

Mais uma vez foi derribada a barreira pelo casamento de Salomão com outras princesas pagãs. Ele pensava que sua sabedoria e o poder de seu exemplo levariam suas mulheres da idolatria à adoração do verdadeiro Deus, e também de que as alianças assim formadas atrairiam as nações em derredor em íntimo contato com o povo de Deus.

Juntamente com essa instrução o Senhor especialmente advertiu aquele que fosse rei de Israel, que não adquirisse para si grande número de cavalos nem fizesse o povo voltar ao Egito, para adquirir mais cavalos, pois o Senhor lhes havia dito: “Nunca mais voltareis por este caminho. Tampouco adquirirá para si mulheres em grande número, para que o seu coração não se desvie. Não acumulará para si grande quantidade de prata ou de ouro“. Deuteronômio 17:16, 17

Salomão conhecia essas advertências. E por um tempo ele foi obediente. Seu maior desejo era viver e governar de acordo com os estatutos dados pelo Deus de Israel. Sua maneira de conduzir os negócios do reino era oposto aos costumes das nações idólatras do seu tempo, nações que não temiam a Deus.

Por muitos anos Salomão andou em retidão. Foi-lhe dada sabedoria celestial para governar o povo de Deus com imparcialidade e misericórdia.

Mas aos poucos sua vida foi obscurecida e marcada por atos que demonstravam clara apostasia. A história registra que aquele que tantas vezes havia dado a outros sábios conselhos voltou-se da adoração do verdadeiro Deus para se inclinar diante dos ídolos dos pagãos.

No tempo da velhice de Salomão suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir a outros deuses, e o seu coração não era completamente leal para com o Senhor seu Deus, como foi o de Davi, seu pai. Salomão seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e Milcom, abominação dos amonitas. Assim fez Salomão o que era mau aos olhos do Senhor, e não perseverou em seguir ao Senhor, como Davi, seu pai. Nesse tempo edificou Salomão um alto a Camos, abominação dos moabitas, sobre o monte que está diante de Jerusalém, e a Moloque, abominação dos filhos de Amom. Assim fez para com todas as suas mulheres estrangeiras, as quais queimavam incenso e sacrificavam a seus deuses“. 1 Reis 11:4-8.

Aquele que no início do seu reinado havia demonstrado tanta sabedoria e bondosa simpatia em restituir um indefeso bebê à sua infortunada mãe degradou-se tanto a ponto de concordar com a construção de um ídolo ao qual eram oferecidas crianças como sacrifícios vivos!

Aquele que em sua juventude fora dotado de prudência e entendimento, e que no vigor de sua varonilidade fora inspirado a escrever “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele conduz à morte” (Provérbios 14:12), em seus últimos anos afastou-se para tão longe da pureza que chegou a aprovar os licenciosos e revoltantes ritos associados à adoração de Camos e Astarote.

Trouxe maldição sobre sua casa

Pelo que o SENHOR se indignou contra Salomão, pois desviara o seu coração do SENHOR… visto que assim procedeste e não guardaste a minha aliança, nem os meus estatutos que te mandei, tirarei de ti este reino e o darei a teu servo. (1 Reis 11:9-11)

Será, porém, que, se de qualquer modo te esqueceres do SENHOR teu Deus, e se ouvires outros deuses, e os servires, e te inclinares perante eles, hoje eu testifico contra vós que certamente perecereis. (Deuteronômio 8:19)

MENSAGEM FINAL:

Mas aquele que perseverar até o fim será salvo” – (Mateus 24:13)


extraído: A APOSTASIA DO REI SALOMÃO | Revista Statto

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SUA GRAÇA ME BASTA! - revista STATTO

 


Ao longo da história da humanidade, reinos se levantaram e caíram…. Verdadeiros impérios que pareciam eternamente duradouros chegaram ao seu fim. E ainda assim vivemos como se nossas vidas, tudo que nos cerca fosse a única realidade existente.

Épocas passadas, eras futuras, tudo é muito impressionante se olharmos sob o ponto de vista de nossa finitude!

Reinos, impérios, dinastias, governos, são todos temporários. E em meio a essa história cronológica da humanidade tivemos um marco importante, inusitado, que aponta para outro reino que não é terrestre.

Esse marco fez o calendário mudar, com as iniciais A.C e D. C. e o mais impressionante é que não se trata de um reino limitado a riquezas, poder, status, coisas “desse mundo”.

Muitos questionam sua vinda, outros o comparam a outros mestres e líderes da humanidade. Mas só ELE foi impactante o suficiente para gerar essa quebra no tempo cronológico da história.

Não estou falando de religião, defendendo placas, denominações, coisas de homens…. Estou apontando para sua fala, sua mensagem. O seu legado aqui neste mundo!

Agora no mês de dezembro celebramos sua vinda ao mundo dos homens, seu nascimento. Mas seus feitos não se limitam a essa data, ele cresceu, morreu e ressuscitou!

“VEIO PARA O QUE ERA SEU, E OS SEUS NÃO O RECEBERAM. MAS, A TODOS QUANTOS O RECEBERAM, DEU-LHES O PODER DE SEREM FEITOS FILHOS DE DEUS, A SABER, AOS QUE CREEM NO SEU NOME, OS QUAIS NÃO NASCERAM DO SANGUE, NEM DA VONTADE DA CARNE, NEM DA VONTADE DO HOMEM, MAS DE DEUS.” –  JOÃO 1:11-13

O que isso quer dizer? A princípio ELE viria para “seu povo”, os judeus, mas estes não o reconheceram como o Messias. E o inesperado aconteceu: ELE veio também para os gentios (todos que não faziam parte dessa nação de Israel, povo hebreu), ou seja, todos nós!

Esses dias tenho assistido a minissérie “Terra Prometida” disponível no Netflix e é impressionante como o cenário, as vestes, atuação dos atores, nos transportam para outra época (antigo testamento no caso). E é impressionante ver como esse povo presenciou inúmeros milagres, vistos as claras e não de forma subjetiva. E mesmo assim muitos não creram na promessa, eram murmuradores, perdiam tempo com brigas e disputas inúteis.

Ou seja, presenciar milagres, ver a ação de Deus, não nos isenta de passarmos por dificuldades. Porém não isenta também da responsabilidade de fazermos uma escolha no dia-a-dia mesmo.

Sempre que ao invés de agradecermos pelo pão de cada dia, pela saúde dos filhos, do cônjuge e etc., decidirmos reclamar de tudo, estamos fazendo uma escolha.

E como aquele povo no deserto, poderemos ficar “rodando em círculos” e perdermos o melhor desta vida, que é vivê-la sabendo que temos um Ser Superior, um Deus, que olha por nós!

Abaixo vou transcrever a letra de uma música que se você puder ouvir no Youtube, sei que será tocado de forma poderosa em seu íntimo!

O Que Sua Glória Fez Comigo

Fernanda Brum

Link: https://www.youtube.com/watch?v=9fZph9kZkgM

“Eu me rasgo por inteiro
Faço tudo, mas vem novamente
Eu mergulho na mirra ardente
Mas peço que tua presença aumente

Aumenta Senhor, aumenta Senhor

Aumenta, Senhor, o fogo em nós
Acende o fogo em nós, Senhor

Eu me rasgo por inteiro
Faço tudo, mas vem novamente
Eu mergulho na mirra ardente
Mas peço que tua presença aumente

E se eu passar pelo fogo, não temerei
Na tua fumaça de glória eu entrarei
Longe do Santo dos Santos não sei mais viver

Quem já pisou no Santo dos Santos
Em outro lugar não sabe viver
E onde estiver clamará pela glória
A glória de Deus

Quem já pisou no Santo dos Santos
Em outro lugar não sabe viver
E onde estiver clamará pela glória
A glória de Deus

Diga assim comigo
Glória, glória, glória, glória
Diga santo, diga Santo, Santo
Santo, Santo, Santo…”

Que a maravilhosa graça de nosso Senhor e Salvador JESUS cristo SEJA com todos vós!

FELIZ NATAL!


extraído: SUA GRAÇA ME BASTA! | Revista Statto

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sexta-feira, 13 de novembro de 2020

ENTREVISTA COM VICTOR MORY: DJ FLORO – DO PERU PARA O BRASIL! - revista STATTO



Tivemos a honra de entrevistar o DJ Floro, muito conhecido nas noites cariocas e também como professor de espanhol na Casa de Espanha do Rio de Janeiro. Ele nos contou como teve sua vida transformada após um grave acidente em janeiro de 2020, quando infelizmente teve que amputar uma de suas pernas. Confira essa linda entrevista!

Victor conte um pouco sobre sua trajetória, quando veio para o Brasil, onde e o que estudou? Hobbies, profissão, etc.

Oi! Tudo bem, meu nome é Victor Mory, cheguei ao Brasil em 1993 e vim para fazer faculdade de administração de empresas na UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro. Depois que concluí decidi ficar por aqui para tentar trabalhar como administrador. Mas, na prática, não me dei muito bem com administração. E, ao mesmo tempo, comecei a trabalhar como professor de espanhol para ter uma renda extra e acabei gostando mais da profissão da docência do que da administração. Por isso decidi fazer faculdade de letras também, na Veiga de Almeida.

Nesse meio tempo também comecei a trabalhar como DJ de música latina, aproximadamente desde 2007 e tive a oportunidade de tocar em quase todas as academias de dança conhecidas do Rio de Janeiro e sempre música latina!

A comunidade peruana no Rio de Janeiro parece bem unida. Como vocês se relacionam no dia a dia? Eventos, indicação de trabalho, estudos…

Olha a comunidade peruana é bem unida sim, mas eu não estou por dentro das atividades do consulado. Para falar a verdade eu só ia ao consulado para regularizar às vezes documentação ou para seleções que tinham no Peru. Fora isso eu não frequento o consulado, mas sei por algumas pessoas que o trabalho consular do Peru aqui no Rio de Janeiro é bem unido, bem ativo, participa bastante das necessidades dos peruanos residentes aqui.

Você é tradutor e professor de espanhol e trabalhou muitos anos na Casa de Espanha do Rio de Janeiro. Quem geralmente é o seu público para as aulas e traduções? Com a pandemia agora as aulas são “on-line”? Como funciona?

Sim eu trabalhei na Casa de Espanha, que é um clube espanhol no bairro de Humaitá durante 15 anos com carteira assinada. E foi uma experiência muito boa, foi um trabalho muito legal e aprendi muito. Era um curso muito bom, que infelizmente fechou as portas em 2017. Eu dava aulas do nível básico, do nível A1 ao nível superior, o C2. Essas aulas geralmente eram destinadas para adolescentes e adultos. E também dávamos aulas pela Casa de Espanha para empresas, geralmente estrangeiras que tem sede no Rio de Janeiro no Brasil. Ou empresas brasileiras com sede em outros países da América Latina, então a gente treinava os funcionários. As traduções também, a maioria dos trabalhos que eu faço de traduções são artigos em português que serão publicados na América Latina. Às vezes também são teses de conclusão de curso, etc. E também trabalho com revisões. Às vezes os alunos já têm conhecimento prévio da língua espanhola e eles mesmos fazem a tradução usando vários recursos como “Google tradutor”, etc. E aí eu faço a revisão do texto final.

E com a pandemia realmente todas as aulas presenciais que eu tinha acabaram e devido ao acidente que eu tive também não tive como continuar. Mas comecei a me aventurar nesse mundo “on-line” de aulas e realmente, gostei. Gostei muito! Hoje em dia eu não me vejo dando aulas de outra forma. E durante a pandemia tive bastante aluno, porém agora que a pandemia deu uma estabilizada, grande parte dos alunos voltou ao trabalho presencial, então pararam de ter aulas. Então, estou com bastante tempo disponível, se vocês souberem de alguém que esteja interessado, podem me chamar (risos)!

Conte um pouco como surgiu o DJ Floro, tão conhecido nas noites cariocas. Onde você já tocou na cidade maravilhosa e em outras capitais e cidades? Quem é seu público mais assíduo?

Bom como DJ eu comecei um pouco acidentalmente, em 2006 eu morava numa casa grande e fazia festas no quintal da casa. Não festas, eu fazia churrascos para falar a verdade e eu colocava música latina. E as pessoas que eu convidava gostavam da “playlist”.  E um dia um amigo meu, peruano também, que tinha contatos numa casa de festas, numa “boate” e disse que o amigo dele tinha um dia livre para tocar e me perguntou se eu gostaria de fazer o trabalho como o DJ. No começo eu fiquei com certo receio, mas eu aceitei o desafio e foi aí que eu comecei, aproximadamente no ano de 2007.

E daí eu comecei a conhecer pessoas que frequentavam as festas, não só latinos como também brasileiros. E começaram a perguntar se eu gostaria de tocar nas academias, etc. E foi assim que comecei também a tocar em academias! Logo depois eu me juntei com outros amigos e começamos a criar nossas próprias festas, os próprios eventos. Alugando casas no centro do Rio de Janeiro, na Lapa principalmente. Foi assim que comecei…

Aqui no Rio de Janeiro, a maioria do meu público sempre foi de academias e um pouco (em menor medida), o público latino mesmo. E em São Paulo é o contrário, eu toco desde 2018 e comecei tocando uma vez por mês no final de 2018 e no meio de 2019, duas vezes por mês (um sábado sim, outro não). E no 2º semestre de 2019 comecei a tocar todos os sábados até janeiro de 2020 quando tive o acidente. Então em São Paulo é o contrário, a maioria do público onde toco é latino! Talvez porque em São Paulo tem um público latino muito maior que no Rio de Janeiro. É isso…

Em janeiro deste ano você sofreu um grave acidente que mudou sua vida. De quem foi à iniciativa da “vaquinha on-line”, para arrecadação do valor necessário para você colocar a prótese? Você tem recebido ajuda de amigos, familiares? Como estão as coisas?

Bom mais ou menos dois meses atrás eu já estava pensando em fazer essa “vaquinha”, desde julho eu faço reabilitação e faço pilates, então tanto os fisioterapeutas de pilates como os de reabilitação do coto (da perna amputada) já me falaram que já estava na hora de pôr uma prótese. E foi aí que eu comecei a pesquisar, pesquisar em clínicas de reabilitação. E aí pela primeira vez fiquei sabendo de todo um universo diferente. De joelhos pneumáticos, hidráulicos, eletrônicos, de canelas de encaixe, de “liners”, de pés… Enfim, todo um universo novo para mim, então eu fiz muitos orçamentos, fiz vários e cada orçamento, cada perfil depende muito do nível de atividade de cada um. Tem joelhos, pés, etc. Para pessoas sedentárias, para idosos, tem pés, encaixes, para pessoas de meia-idade, quem tem certa atividade, pouca atividade, específico para crianças, adolescentes, tudo isso. Então, diante do meu contexto pessoal, eu fiz o orçamento de um joelho que se adaptaria as minhas necessidades e foi aí que eu cheguei nesse orçamento, nesse valor. Porém, os preços dos joelhos aqui no Brasil são muito altos e eu realmente não teria condições de alcançar esse valor. Então algumas pessoas me falaram que existia esse recurso de fazer essa “vaquinha on-line” e foi aí que eu comecei.

Realmente foi uma mudança muito impactante, um choque muito grande. E como falei anteriormente, eu tenho recebido muito apoio de amigos, colegas de trabalho, alunos, ex-alunos e pessoas que vão às minhas festas, tanto no Rio quanto em São Paulo. As pessoas se solidarizaram, fizeram doações pessoais, agora estão fazendo doações nessa “vaquinha” também… graças a Deus! Eu tenho tido esse apoio, aqui no Brasil, pois, aqui não tenho parentes sanguíneos. O único parente que tenho realmente é minha mãe (sou filho único) e ela mora no Peru e já tem uma idade avançada. Praticamente a minha família aqui no Brasil são meus amigos! E graças também a algumas aulas e traduções, tenho conseguido me manter.

O ano de 2020 tem sido um desafio muito grande para muitas pessoas. Muitos perderam entes queridos, outros perderam suas fontes de renda. Ainda assim é possível tirar algumas lições positivas? Em seu caso especialmente falando Victor, é possível ver um lado bom apesar de tudo que você tem vivenciado? Onde você busca forças para prosseguir firme na jornada?

Bom realmente o ano de 2020 tem sido um grande desafio para muita gente, como você mesma mencionou. Muita gente perdeu a vida, os empregos, familiares, os negócios e eu ainda por cima perdi uma perna. Então, tem sido um pouco difícil, mas eu não vejo o acidente como algo necessariamente negativo. Eu lembro que outro dia eu estava indo ao hospital, onde eu sofri a amputação, e estava com um amigo e por coincidência o acidente foi bem perto desse hospital. E esse amigo me perguntou na hora que estávamos saindo (fui resolver umas questões de prótese, prontuário, documentação, etc.), aí ele me perguntou: – Victor foi nessa esquina que foi seu acidente? E de repente eu tive um “insight”, uma luz, ou revelação, não sei como chamar, e fiquei pensando na pergunta dele e eu respondi: – Olha eu não vejo esse lugar como acidente, eu vejo esse lugar como renascimento, sabe… Eu não vejo a data do acidente como algo negativo, eu vejo a data do acidente como um novo aniversário de vida! Porque realmente eu renasci, sabe, parece que antes do acidente eu era uma pessoa, e que agora sou outra pessoa… É por incrível que pareça, quando a agente tem tudo ao nosso favor, no caso eu tinha às duas pernas, eu não dava valor a muita coisa, sabe… O tanto quanto eu dou valor agora, que eu não tenho uma perna. Então, hoje eu me sinto uma pessoa diferente, uma pessoa nova! Talvez uma pessoa mais batalhadora, uma pessoa mais resiliente. E eu costumo dizer para os meus amigos que chorar não vai fazer minha perna crescer de novo, entendeu. E o que eu tenho que fazer de melhor agora não é me lamentar, para ninguém, Deus, o acidente, enfim… O que eu tenho que fazer agora é correr atrás.  E viver um dia de cada vez e pensar também nas possibilidades de como resolver, como me readaptar, entendeu. Então realmente o acidente me fez ver a vida de outro jeito, e realmente me sinto outra pessoa agora.

Você acredita em Deus? O que você poderia dizer a alguém que esteja passando igualmente por momentos difíceis e precisa se reerguer?

Eu acredito em Deus, não sou praticante de uma religião, católico ou protestante. Acredito em Deus sim, estudei numa escola cristã a vida inteira no meu país. E acredito que existe uma força, uma entidade, algo além de nós que criou tudo isso que a gente está vivendo hoje. E realmente eu rezei muito durante a minha estadia no hospital, depois do hospital, atualmente, rezo bastante para ter forças para continuar. Acredito que sem esse lado espiritual nosso, a gente não consegue fazer nada, sabe. A gente pode almejar, a gente pode querer, mas sem o espiritual, tudo fica mais difícil. Sem Deus, tudo fica mais difícil. E eu gostaria com certeza, de quando eu estiver reabilitado, quando estiver com a prótese, de conhecer pessoas que estão passando pelo mesmo problema e de alguma maneira contar como foi minha experiência, como foi a reabilitação, como foi o processo de adaptação com a prótese e, porque não ajudar? Com os contatos que tenho, com as “vaquinhas on-line” que conheço para ajudar a recolher recursos. Porque tudo que a gente ganha nessa vida, a gente não leva para outra vida, então a gente tem que passar adiante! E tudo que a gente aprende aqui, a gente tem que dividir isso com todo mundo. Isso que vai fazer a gente uma pessoa melhor…

Para quem deseja fazer aulas “on-line” precisam de um tradutor e também para quem queira ajudar na arrecadação de fundos para a prótese, como podemos te encontrar?

Meus contatos são:

INSTAGRAM: espanhol.insta

WhatsApp: 21 9.9267-1881

“VAQUINHA”: Solidariedade / Saúde / Caridade

http://vaka.me/1479655

Muito obrigado!


extraído:  https://revistastatto.com.br/lifestyle/entrevista/entrevista-com-victor-mory-dj-floro-do-peru-para-o-brasil/












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ENTREVISTA COM A ENFERMEIRA VALDELÍCIA SANTIAGO - revista STATTO

 


Apresentação:

Valdelicia poderia traçar um histórico de sua jornada profissional até os dias atuais?

O interesse pela área da saúde sempre existiu. Sempre me atraiu e muito. Sinto-me confortável em um ambiente que para alguns é o “caos”. Trabalhei em vários segmentos até iniciar como recepcionista em uma Instituição. E o que era interesse se tornou paixão. Fui adquirindo conhecimento administrativo, como tratar as pessoas e fui me interessando cada vez mais pela enfermagem. Decidi ingressar no curso de auxiliar de enfermagem. E nos estágios senti que era esse meu caminho. Trabalhar na área da saúde foi uma escolha. Estar próxima ao paciente, prestando cuidados é uma das atuações importantes e primárias da profissão. Prossegui nos estudos. Fiz faculdade, me formei em Bacharel em Enfermagem. Fiz duas pós voltadas para o ensino. Uma específica em Docência na Saúde. E hoje acompanho estágios como supervisora, dou aulas teóricas, cursos…. Ser docente não é um trabalho do tipo free lance. É minha profissão. Acompanhando alunos em estágio posso continuar na prática e estar próxima aos cuidados prestados ao paciente/cliente. Participar da formação de novos profissionais é enriquecedor porque de alguma maneira sinto que estou deixando uma parte minha com cada aluno, e fico com partes desses alunos comigo. Enriquecendo assim meus conhecimentos. É uma troca replicar conhecimento, estou em constante aprendizado! E posso dizer com toda certeza que me sinto privilegiada em poder dizer que amo o que faço e faço o que amo. Ser docente é um aprendizado infinito. Porque através dos meus alunos estou sempre buscando aprender…. É estimulante. Gratificante em muitos aspectos… É extremante maravilhoso ouvir alguém me chamando e dizer “oi para o” fui seu aluno… Mas eu continuo buscando novas atualizações. Esse ano já estou prestes a realizar o Curso de PICC (Cateter Venoso de Inserção Periférica) e pretendo fazer Pós em Estomoterapia.

E na vida pessoal, como conseguiu desempenhar o papel de mãe, esposa, filha e agora avó? Conciliar de maneira equilibrada a vida pessoal e profissional, estando na área da saúde é possível?

Sim. Hum…. É preciso encontrar o meio termo. Há fases que fiquei totalmente voltada para o trabalho. É claro que ainda existe a necessidade de descanso. Em alguns momentos é preciso abrir mão de reuniões familiares, de passeios e viagens… Mas é possível equilibrar o trabalho, família e vida pessoal. Claro que pode acontecer algumas cobranças do parceiro em alguns momentos. Mas é possível sim. E é preciso. Você precisa ter um descanso porque o envolvimento emocional é intenso muitas vezes. Precisamos de um tempo para cuidar de nós. E ter algo para fazer fora da profissão. Ler, praticar esportes, viajar, realizar atividades que de certa maneira nos afasta da nossa rotina.

Você se considera uma profissional muito exigente? Como é o olhar de uma profissional de seu gabarito em relação a nova safra de profissionais da área?

Sou mais exigente comigo. Mas sou exigente também com o profissional que estou participando da formação. Esse é meu momento. Cuidar da vida de outra pessoa exige responsabilidade. Vou ser bem sincera, há momentos que fico preocupada ao observar alguns da nova safra. Mas posso dizer que também está surgindo muitos bons profissionais. Que querem e sentem vontade de fazer a diferença. E eu procuro transmitir da melhor maneira possível à necessidade dos novos fazerem a diferença.

As novas gerações romanceiam a área da enfermagem. Já as antigas sabem o quanto foi sacrificante atuar na profissão.  O que a enfermagem representa para você?

Acredito que tanto no passado como no presente a profissão tem seu lado de sacrifício para atuarmos. Alguns acreditam que na profissão não faltará emprego. Eu gosto e costumo dizer para os meus alunos, os novos profissionais e mesmo para as pessoas, que não somos anjos. Somos profissionais capacitados para cuidar de pessoas. Temos uma profissão. Costumo brincar que atuar na área é preciso ter muita força e vontade. A enfermagem é a profissão que eu escolhi paralela à docência voltada para enfermagem. E costumo dizer: se mil vezes pudesse escolher, mil vezes escolheria enfermagem. Uma pessoa me perguntou esses dias porque escolhi a enfermagem. Uma profissão que me deixa tão próxima a dor e ao sofrimento. Mas não é só dor e sofrimento. E não se trata de querer aliviar a dor do outro, porque em alguns momentos somos impotentes e nada podemos fazer. Envolve ciência, pesquisa, aprendizado, cuidado. Para cuidar você precisa conhecer. Você precisa saber. E aliado a todo conhecimento ainda posso segurar a mão de alguém em um momento difícil.

Em sua opinião por que a área da enfermagem, principalmente técnica e auxiliar, não é bem remunerada?  O mesmo ocorre com enfermeiros padrão (com nível superior)?

Procurar uma única razão é complicado. Nesse aspecto podemos abrir um leque de razões. Nos dias atuais temos muitos profissionais da área em busca de uma colocação. Este ano muito se falou sobre isso. Esperamos que a classe seja valorizada tanto em aspectos financeiros como em respeito pela própria profissão. Imagina que em muitas instituições a enfermagem não tem nem mesmo uma sala para repouso. O que temos é a esperança de que os órgãos que nos representam lutem por essa conquista de salários dignos, condizentes com a profissão!

Quais as melhores lembranças que a área te proporcionaram? Consegue citar algumas?

São muitas. Algumas marcam mais que outras. Sem parecer “piegas”, mas ver um paciente voltar e te agradecer pelo cuidado. Um filho retornar para casa, um pai, uma mãe é gratificante. A pessoa está frágil e confia nos cuidados da enfermagem. Posso citar a mais recente. Paciente com AVCH, há meses hospitalizado, sem falar e numa manhã como outra qualquer vou cumprimentá-lo e ele me diz “oi” movimentando os lábios. Não dá para descrever a alegria desse momento. O que faz a diferença é o olhar do paciente ou do familiar. Os olhos são espelhos da alma e não mentem. E ver o agradecimento no olhar da outra pessoa e tudo.

E das lembranças mais difíceis? Poderia mencionar uma?

Uma mãe idosa com um filho internado na oncologia em estado terminal segurou as minhas mãos e perguntou se seu filho seria curado. Eu lhe disse para pedir para Deus fazer o melhor por seu filho…  Saí do quarto e chorei! Para uma mãe, filho não tem idade. Como mensurar a dor de uma mãe? Na verdade, eu ainda choro nos dias atuais. Um aluno uma vez observou: – “Pro”, a senhora ainda chora? Respondi que ainda tenho canal lacrimal. Kkkkkk. Completei… O dia em que a dor do próximo não me atingir então é hora de me afastar da profissão.

Teve uma moça há alguns anos, com traqueostomia, eu realizava a aspiração e aproveitava para falar com ela. Ela só se manifestava pelo olhar. Quando precisei deixar o setor fui me despedir dela e ela chorou, nem preciso dizer que saí chorando. Nesse momento de fragilidade o paciente confia em você. Se sente seguro. Daí a importância do cuidado humanizado, que precisamos colocar em prática.

O que você tem visto nos hospitais, clínicas ou casas de repouso, em relação a proteção das equipes contra a COVID-19? Os EPIs, precauções, medidas de segurança tem sido eficaz até que ponto?

Percebo que existe sim preocupação em relação à equipe e o uso de EPIs é cobrado realmente. Até onde pude observar as devidas precauções tem sido tomada. Para as medidas de segurança ser eficaz, é preciso que o profissional assuma a sua parte. Higienização das mãos, o uso correto dos EPIs e todos os cuidados de precaução precisam ser tomados. Na verdade, a eficácia depende muito de cada um de nós. Porque você pode ter acesso a todos os EPIs, mas se não fizer uso correto, higienização das mãos e etc., o resultado será negativo. Eu particularmente acredito que é uma questão holística, que envolve cada um de nós. E uma fase de conscientização. De mudança de hábitos.

Você perdeu muitos amigos, conhecidos e etc. da área e/ou fora dela para a COVID-19?

Sim. Da área perdi pessoas conhecidas, pessoas do meu convívio. Soube de pessoas ligadas a colegas e amigos. Eu vivi a COVID-19 com meu irmão que ficou em estado grave e com meu filho que é da área (tratou em casa). Quando vai chegando mais perto da gente é assustador. Tem sido dias difíceis.

Qual mensagem gostaria de deixar as pessoas nesse momento ainda um pouco incerto, onde cuidar das emoções, do físico e das finanças tem sido um grande desafio?

Vai passar. Tudo passa. E isso também vai passar. É preciso que aprendamos a viver um dia de cada vez…. Na verdade, já há alguns anos eu costumo dizer: um segundo de cada vez! Porque em um segundo nossa vida pode mudar. Precisamos ter calma, paciência, encontrar força e coragem nesse caos todo. Descobrimos na pandemia que muitas coisas que pareciam importantes não eram tão importantes assim. Mas é preciso que no final, mesmo com todas as dores que tivermos vivenciado, o saldo seja positivo. É um momento de mudanças, de conscientização tanto de nós profissionais como de toda a sociedade.

extraído: https://revistastatto.com.br/lifestyle/entrevista/entrevista-com-a-enfermeira-valdelicia-santiago/




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