segunda-feira, 25 de maio de 2026

Posse fortalece jornalismo, memória e cultura no terceiro setor paulista

Posse fortalece jornalismo, memória e cultura no terceiro setor paulista

 
O jornalista e produtor cultural Mário Jéfferson Leite Melo acaba de assumir oficialmente a Diretoria de Jornalismo, Difusão e Memória do Instituto Alinhavando de Desenvolvimento Humano, Meio Ambiente, Cultura e Esporte, com mandato até agosto de 2029, em um movimento que amplia ainda mais o alcance institucional da entidade no cenário cultural e social do Estado de São Paulo.

Fundado em 06 de setembro de 2001, o Instituto Alinhavando consolidou-se ao longo de mais de duas décadas como uma das mais respeitadas Organizações da Sociedade Civil (OSC) paulistas, atuando em áreas estratégicas como desenvolvimento humano, preservação ambiental, incentivo à leitura, memória cultural, audiovisual, esporte e inclusão social. Sob a liderança histórica de Helena de Faria Lemos, a instituição construiu uma trajetória marcada pela defesa da cultura popular, pela democratização do acesso à arte e pela valorização das narrativas comunitárias.

A chegada de Mário Jéfferson à diretoria representa o encontro entre duas histórias profundamente ligadas à comunicação cidadã e à preservação da memória coletiva. Jornalista com mais de cinco décadas de atuação, fundador da REDE CIDADE DE COMUNICAÇÃO E CIDADANIA — TV CIDADE Taubaté, documentarista, cronista e articulador cultural, Mário assume a missão de fortalecer os processos de difusão institucional, comunicação estratégica, registro histórico e preservação da memória audiovisual da entidade.

A nova função também surge em um momento simbólico de expansão institucional. Recentemente, o Instituto Alinhavando passou por um processo de fusão com o Instituto Coletivo Cultural Bela, ampliando significativamente seu raio de atuação territorial, social e cultural. A união das entidades resultou na formação de uma nova diretoria considerada promissora por agentes culturais e lideranças do setor, fortalecendo a capacidade de articulação comunitária e o desenvolvimento de projetos em rede.

Ao longo dos anos, o Instituto Alinhavando ganhou reconhecimento por iniciativas relevantes como o projeto “Janela das Palavras”, voltado ao incentivo à leitura e circulação literária; o projeto “Histórias que se Encontram”, realizado em parceria com a Prefeitura de São Paulo; além de ações de contação de histórias, oficinas culturais, audiovisual comunitário e formação cidadã. Sua atuação também garantiu reconhecimento dentro da Rede Cultura Viva como importante Ponto de Cultura no Estado de São Paulo.

A trajetória da entidade demonstra uma compreensão moderna do papel da cultura como ferramenta de transformação social. O próprio nome “Alinhavando” simboliza a proposta de costurar pessoas, territórios, saberes e oportunidades, conectando arte, memória e desenvolvimento humano em uma mesma linha de atuação.

Para Mário Jéfferson, assumir a diretoria de Jornalismo, Difusão e Memória significa ampliar uma caminhada construída historicamente na defesa da comunicação comunitária, da preservação dos acervos culturais e da valorização das vozes invisibilizadas. “Memória não é passado morto. Memória é ferramenta de identidade, resistência e futuro”, resume o jornalista.

A nova composição institucional reforça o entendimento de que cultura, comunicação e cidadania precisam caminhar juntas em tempos onde o apagamento histórico e a exclusão social ainda ameaçam comunidades inteiras. Porque existem instituições que apenas executam projetos. E existem aquelas que ajudam a costurar dignidade, pertencimento e esperança. O Instituto Alinhavando escolheu seguir exatamente por esse caminho.

Dor não é destino. Escolha é poder!



O PASSADO NÃO PODE SER PREFEITO DA ALMA

Velhinho de Taubaté
Por Mário Jéfferson Leite Melo
25 de maio de 2026

 
O velhinho de Taubaté gosta muito de ler. Talvez porque quem viveu demais aprende a enxergar o mundo pelas palavras dos outros. Todo dia chega um texto, uma frase perdida, uma reflexão qualquer enviada por alguém que ainda acredita que a alma humana pode ser salva por meia dúzia de linhas sinceras. E no meio desse emaranhado de mensagens rápidas, receitas emocionais e filosofias de internet, apareceu um texto da escritora Daniela Duarte intitulado “Reinvente seu destino”.

E o velhinho parou.

Parou porque algumas palavras não passam pela gente. Elas sentam na cadeira da cozinha, pedem café e começam a mexer nas gavetas da memória. O texto de Daniela tem exatamente esse efeito. Não faz carinho barato. Não vende felicidade em promoção de fim de semana. O texto provoca. Obriga a pessoa a olhar para o espelho sem filtro, sem maquiagem emocional e sem aquele velho discurso confortável de que “a culpa é do passado”.

O velhinho tem visto por aí pessoas afirmarem que o destino já vem escrito, pronto, carimbado, fechado como sentença definitiva. Que ninguém consegue mudá-lo. Que tudo já está decidido antes mesmo do primeiro choro no berçário. Daniela Duarte pensa diferente. E escreve com a firmeza de quem acredita que cada ser humano pode, sim, reinventar o próprio destino, como quem pega um livro velho da estante e resolve reescrever o final.

O velhinho sabe que não se muda o que passou. Os capítulos antigos continuam existindo. As dores permanecem registradas. Existem cicatrizes que nem o tempo apaga completamente. Tem gente que cresceu ouvindo que não prestava. Outros conheceram o abandono antes mesmo de aprenderem a andar. Alguns foram traídos, humilhados, esquecidos no canto da vida. O mundo, às vezes, distribui feridas antes de distribuir oportunidades.

Mas o velhinho também defende com unhas e dentes que o ser humano possui uma capacidade quase milagrosa de reconstrução. Defende porque viu isso acontecer diante dos próprios olhos. Viu gente sair da lama emocional quando ninguém mais acreditava. Viu pessoas transformarem dor em aprendizado, abandono em força e silêncio em sabedoria. Porque chega um momento em que não somos mais apenas produto do ambiente. Somos produto das escolhas que fazemos depois da dor. E é justamente aí que o texto de Daniela Duarte acerta em cheio.

Há pessoas que transformam a infância numa prisão perpétua. Passam décadas morando emocionalmente dentro do mesmo quarto escuro do passado. Alimentam a mágoa como quem cultiva planta rara. Fazem do sofrimento uma identidade. Mostram ao mundo a ferida como documento de existência.

E o pior é que a dor confortável também vicia.

Tem gente que prefere continuar infeliz porque já decorou o mapa da própria tristeza. A felicidade exige mudança, exige responsabilidade, exige coragem. E coragem, convenhamos, nunca foi artigo fácil de encontrar nas vitrines da vida.

O velhinho já viu homens endurecerem porque nunca receberam abraço do pai. Já viu mulheres desacreditarem do amor porque um dia alguém matou sua confiança. Já viu talentos serem enterrados vivos pelo medo. Mas também viu o contrário. E são esses casos que desmontam qualquer teoria fatalista.

Viu pessoas saindo do fundo do poço sem elevador emocional. Viu mães criando filhos sozinhas e formando homens honestos. Viu idosos voltando a estudar depois dos sessenta. Viu gente interrompendo ciclos inteiros de violência dentro da própria família.

Isso também é reinventar o destino.

É olhar para o passado sem permitir que ele continue governando o presente.

É impedir que a dor vire herança.

É decidir que a maldade recebida não será distribuída adiante.

O destino talvez entregue o primeiro rascunho da história. Mas a caneta continua na nossa mão.

O velhinho ri quando escuta certas pessoas dizendo: “eu nasci assim e vou morrer assim”. Ora bolas… até rio muda de curso quando encontra pedra demais. Só o ser humano insiste em transformar acomodação em personalidade.

E claro que o velhinho desconfia desses discursos motivacionais de internet que prometem felicidade instantânea em doze parcelas sem juros. Nem toda tristeza se resolve com frase florida sobre fundo colorido. Existem dores profundas que exigem tempo, terapia, fé, silêncio, recomeço e uma coragem gigantesca para continuar existindo. Há feridas que não desaparecem; apenas aprendem a doer menos.

Mas Daniela Duarte não escreve como quem vende milagre emocional. Ela escreve como quem lembra que maturidade é assumir o volante da própria vida. E isso assusta. Porque assumir o volante também significa perder a desculpa pronta.

Tem gente querendo mudar de destino sem mudar hábitos, amizades, pensamentos ou atitudes. Quer colher primavera plantando abandono emocional. Quer paz alimentando guerras internas. Quer amor sem aprender a amar nem a própria alma cansada.

Destino não é mágica.

Destino também é repetição de escolhas.

Às vezes reinventar o destino começa pequeno: levantar da cama num dia difícil, pedir perdão, abandonar um relacionamento que destrói aos poucos, voltar a sonhar depois de uma traição, reaprender a confiar, parar de mendigar afeto onde só existe silêncio.

A vida não muda num clarão cinematográfico. Ela muda em decisões silenciosas que ninguém aplaude.

O texto de Daniela Duarte não fala sobre esquecer o passado. Fala sobre impedir que ele continue sendo prefeito da nossa alma. Porque memória não pode virar sentença perpétua.
E no fim daquela leitura, o velhinho ficou pensando enquanto mexia lentamente o café já morno sobre a mesa: “Há pessoas que passam a vida inteira tentando entender por que foram feridas. Outras simplesmente decidem não ferir mais ninguém.”

Talvez aí esteja a verdadeira reinvenção do destino.

Porque a vida pode até escrever os primeiros capítulos sem pedir autorização. Mas o último parágrafo… ah… esse ainda pertence a nós.

sábado, 30 de julho de 2022

 


Entrevista com a Biomédica Janaína Boari

03/05/2022 às 11h56




Janaina Boari Ramos é como ela mesma diz, apaixonada por Jesus! Uma profissional de sucesso, batalhadora, que subiu degrau por degrau. Enfrentou as dificuldades com otimismo, fé, inteligência e humildade. Hoje é sem dúvida fonte de inspiração para muitas pessoas. Confira essa linda trajetória…

1 – Fale-nos um pouco sobre sua trajetória pessoal e profissional até os dias de hoje?

Comecei minha corrida pela independência aos 14 anos, estudei passei na prova do Senai e de lá para cá tem sido uma busca em crescer em conhecimento na minha carreira. Mesmo tão menina meu sonho era viajar, conhecer outros lugares e outras línguas e quando me formei no Senai, não consegui trabalho na minha profissão como modeladora.

Pela Soapro consegui um trabalho num escritório como auxiliar, ali aprendi muito, mesmo ganhando tão pouquinho, foi uma experiência incrível. E lá conquistei a confiança dos meus chefes e acabei sendo efetivada pela empresa e pude voltar a estudar.

Fui em busca do que sempre sonhei quando criança, ser comissária de bordo! Cursei, passei na prova do DAC (departamento de aviação civil), mas meu inglês era bem fraquinho para as entrevista, foi quando me surgiu a oportunidade de passar três meses na França, onde eu tenho duas primas que moram lá e se prontificaram em me ajudar.

Juntei tudo que eu tinha e fui, mas chegando lá fui para uma escola de francês, que foi um divisor de águas para mim. Conheci pessoas de outros países, e a cultura europeia. Como meu visto era de turista, depois de três meses retornei ao Brasil.

Assim que cheguei, comecei a trabalhar na livraria evangélica da cidade, e lá eu fiquei por nove anos. Foi um tempo de Deus para mim, ali pude conhecer pessoas apaixonadas por Jesus, e o principal, todas às vezes que eu perguntava para o Senhor, o que eu estava fazendo ali, com tantos outros cursos, eu não queria o comércio, o Senhor ficava em silêncio. Eu realmente não conseguia nada em outra área.

Neste meio tempo eu conheci meu esposo, e me casei, logo engravidei da minha primeira filha, e ainda trabalhando no comércio, mas quando ela completou um aninho eu decidi que seria meu último natal, que eu iria buscar alguma coisa para ficar perto dela, cuidar da minha casa e da minha filha.

Assim foi feito, passaram as festas e eu pedi para sair. Já em casa eu engravidei da minha segunda filha. Mesmo estando grávida buscava alguma coisa para trabalhar e ficar com minhas filhas, orando e pedindo para o Senhor me dar uma estratégia. Até que um dia uma manicure me chamou para ajuda-la, somente para limpar as unhas, porque eu não sabia fazer unha de ninguém. E ali no dia a dia, ela me disse que eu tinha jeito para lidar com as mulheres e que eu devia fazer um curso de estética.


Na hora meu coração se alegrou, e meus olhos se abriram para esse novo mundo que não era meu: o da beleza! Porque eu estava acostumada a vender livros.


Então dei o primeiro passo, fiz um curso de depilação, comecei a atender, e as clientes da depilação começaram a me perguntar sobre massagem, fiz o curso de massagem logo começaram a me perguntar de limpeza de pele, fui e fiz o curso, na escola em que eu cursava e fui indicada para trabalhar em um salão famoso na cidade, que ficava dentro do shopping. E eu fui, lá foi incrível, eu cresci como profissional, e ali eu vi que eu precisava estudar mais.


Segura do que eu queria, montei minha sala, porque mesmo estando no shopping, ganhando muito bem, eu já tinha saído do meu propósito, como eu estava empolgada com a estética eu trabalhava direto, mas eu tinha na minha casa duas bebês, e já estava ficando mais no trabalho do que em casa.

Montando minha sala, eu iria agendar conforme eu podia. E assim foi, esperei as meninas crescerem e irem para a escola e logo eu já fui para a faculdade de Estética. E quando terminei e iria fazer a pós, eu prestei vestibular para biomedicina, passei e foram mais 04 anos de muito aprendizado.


Terminei e agora já estou na minha primeira pós-graduação, em biomedicina estética, e com minha sala toda equipada, com aparelhos de tecnologia avançada, do jeitinho que conforme eu fui crescendo foi nascendo no meu coração o sonho de uma clínica de estética.

2 – Como você define a expressão “estética com propósito” tão citada em diversas ocasiões em seu trabalho?

Estética com propósito surgiu após um questionário que eu preenchi para uma empresa de marketing que eu contratei para a estética. No mundo da beleza existem muitos mitos e protocolos fechados para se vender, e conforme eu fui estudando, eu percebi que esse não era o meu caminho.

Muitas pessoas juntam um dinheiro suado para cuidar de alguma parte do corpo que está incomodando, e isso tem valor, têm certas situações que a estética convencional não vai atender, outras talvez a estética avançada sim, outros somente médicos, e como profissionais precisamos trazer verdades para o nosso cliente e não aplicar aquele protocolo fechado porque o importante é a venda, não, o nosso propósito, é cuidar da saúde e beleza do nosso cliente, oferecendo o que há de melhor no mercado da estética com muita clareza e amor.

3 – Como você tem conciliado a criação de suas filhas, marido, cuidados do lar, ao longo de sua carreira e estudos?


Com o passar dos anos fui aprendendo a me organizar em tudo. Já tive épocas de deixar minha casa bem abandonada, na mão de outras pessoas porque eu queria trabalhar. Só me preocupava com as meninas na escola, o resto à hora que dava eu fazia. Mas como Deus corrige quem Ele ama e Ele me ama muito, eu comecei a ter alguns problemas no meu casamento, e com o meu corpo também. Fiquei 25 quilos acima do peso, porque eu só trabalhava e não cuidava de mim, só das pessoas.


Meu marido apesar de ser ótimo nunca reclamar, começou a se afastar dos compromissos da igreja e ter mais amigos de fora do que da igreja.


Foi então que entrei num propósito de três dias por semana na oração da igreja e três dias na academia e domingo já era do Senhor. A partir daí eu comecei a ver as mãos do Senhor sobre a minha casa, transformando o meu coração, eu comecei a me apaixonar pelas coisas da minha casa, cuidar do meu marido, do meu lar e das minhas filhas e depois o meu trabalho. A organização de horários e prioridades fez com que eu vivesse uma vida mais tranquila.

4 – Qual o diferencial de uma empreendedora cristã na prática? O que muda para você e suas clientes?


A maioria das minhas clientes é cristã, mas confesso que eu tenho um imã para as espíritas. Já ganhei duas clientes espíritas para Jesus, e agora suas famílias são uma bênção.

Tenho muito orgulho disso, outras que estavam afastadas da igreja voltaram, as que têm dúvidas sobre a bíblia na hora da sessão conversamos, mas eu sempre deixo o Espírito Santo trabalhar, se tiver oportunidade eu falo sim do amor de Jesus para quem deixar, mas sempre respeito o tempo de cada uma, geralmente esses assuntos começam quando elas pedem minha opinião sobre algum problema e minha resposta é sempre que ela deve orar e perguntar para o Senhor o que fazer, mas ser cristã no mundo da beleza é ótimo, muitas me procuram porque eu sou cristã.

5 – Você é bastante atuante em seu ministério na igreja. Conte-nos um pouco sobre ele?


Eu sou cristã de berço, graças a Deus por isso, então desde sempre eu fui ativa na igreja e amo. Muitas vezes já fui mesmo cansada, desanimada, mas estar servindo na igreja me fortalece e me dá ânimo para coisas maiores. O versículo “Buscai primeiro o reino de Deus e as demais coisas vos serão acrescentadas” é muito real na minha vida! Eu tenho certeza que jamais chegaria até aqui se não fosse o Senhor, eu vivo de milagres, e não é uma troca, é o reino de Deus mesmo, a vida plena e com abundância que Ele conquistou para nós.

6 – Com certeza você é fonte de inspiração para muitas pessoas, por sua perseverança, dedicação e resultados. O que você aconselha às novas empreendedoras que ainda não atingiram resultados expressivos?


Eu sempre aconselho a oração, foco no propósito e perseverança. Por exemplo, cuidar da beleza é algo extraordinário, e está alinhado com Deus. O Próprio Deus é detalhista em tudo. Olha para a natureza, é linda e perfeita, o corpo humano é sensacional, a beleza humana é indiscutível os traços da face são perfeitos, então sempre que eu vou cuidar de um cliente, eu faço o meu melhor porque eu tenho a convicção que estou cuidando da obra prima do criador, e isso é de uma responsabilidade imensa, e por muitas vezes eu sinto as mãos do Senhor sobre as minhas, e isso é muito gratificante.

7 – Encontrar um real propósito de vida pode ser um divisor de águas para uma pessoa. Como conciliar a profissão com seu propósito? É possível? Como encontrou o seu?


Conciliar propósito de vida com a profissão é possível sim, isso traz leveza e plenitude no nosso dia a dia. Eu encontrei o meu quando eu entendi que no reino de Deus a peça principal são pessoas, Jesus cuidou de pessoas, curou pessoas, lavou os pés das pessoas, e eu cuido de pessoas, eu toco as pessoas, eu converso com pessoas, eu falo de amor com as pessoas, e isso traz alívio, amor e beleza.

8 – Como é a Janaína em família? Amigos, lazer, hobbies?

Janaina é tranquila, e não é de falar muito. Sou bem calada na minha. Sou “mais ouvidos” do que falar, tanto para família como para amigos.

9 – Conte-nos sobre os desafios de sua formação acadêmica. Graduação, pós, e etc…?


Os meus desafios maiores na faculdade são as tecnologias, eu sou do tempo de bibliotecas e cadernos, trabalhos em papel de almaço. Mas tive que aprender, apesar de ser mais fácil tudo no Google, eu ainda sinto muita dificuldade. Estudar artigos pelo computador eu não consigo até hoje, eu imprimo tudo, eu amo estudar, já estou terminando a minha especialização e quero fazer o mestrado e ir para um doutorado. Aprender nunca é demais, agora que minhas filhas estão grandes, estou mais livre, e elas se orgulham de ter uma mãe estudiosa, e eu aproveito.

10 – Que mensagem você poderia deixar as pessoas sobre a importância de suas escolhas? Muitos olham o sucesso alheio sem saber de suas renúncias, decisões, foco e muitos ainda atribuem ao fator sorte, o que você poderia dizer sobre isso?


Eu entendo que nossas escolhas precisam estar alinhadas com Deus e com as pessoas que estão no nosso lado, (esposo ou esposa). Sozinha não chegamos a lugar nenhum. Se eu não tivesse orado lá no passado, nos dias das dificuldades eu não teria fé para enfrentar e com certeza o medo iria tomar conta de mim. Mas com a fé, a certeza de que o Senhor está no negócio, uma solução vai ter, e isso me faz forte e traz paz para o meu coração. Eu já fiz escolhas sem consultar a Deus e o meu esposo, e na hora da dificuldade tive medo, fiquei aflita. E também quando a minha escolha me levou a um prejuízo financeiro, eu tive que quebrar o meu orgulho e entender que eu não sou sozinha, e nada é meu. Eu não gostava ou admitia pedir dinheiro para o meu esposo, quanto mais pedir uma opinião para uma escolha, mas graças a Deus eu fui curada desse egoísmo, e aprendi que somos uma só carne, e preciso do Senhor e do meu esposo para chegar mais longe.

https://revistastatto.com.br/lifestyle/social/entrevista-com-a-biomedica-janaina-boari/


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