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segunda-feira, 17 de maio de 2021

ENTREVISTA COM O TERAPEUTA GUILHERME YANAGIDA - revista STATTO

 08/04/2021 às 14h34



Conte um pouco sobre sua trajetória profissional. O que te fez escolher psicologia?

Dificilmente encontramos pessoas que estão realmente dispostas a nos escutar, a prestar a atenção no que realmente queremos dizer. Durante a minha adolescência, percebi que era um bom ouvinte, que gostava de escutar e de tentar ajudar as pessoas de alguma forma e as pessoas que estavam mais próximas de mim, me davam esse feedback. No fim do colégio, esses fatos me fizeram pensar em psicologia. Entrei na faculdade de psicologia logo depois de me formar, em 2010 quando tinha 17 anos de idade. Depois de cinco anos de faculdade, já formado, logo iniciei minha atuação atendendo adolescentes e adultos em psicoterapia. No final do mesmo ano comecei a trabalhar também em uma clínica de hemodiálise. Durante esses anos de formação, além da área da saúde e trabalhar em uma equipe multidisciplinar, passei por experiências na área acadêmica, realizei palestras, orientações e iniciei minha pós-graduação em terapia cognitiva comportamental.

Existem diversas formas de se fazer uma terapia. Conte para nós as mais utilizadas e como funcionam?

Sim existem várias formas de atuação no campo da psicologia, e a psicoterapia é apenas uma delas e é a mais conhecida, mas esse profissional também tem capacidade de desenvolver trabalhamos eficazes atuando no âmbito escolar, jurídico, organizacional, do esporte, do consumidor, entre outras. Vale ressaltar que todas elas devem ter um embasamento teórico, um bom psicoterapeuta, por exemplo, é aquele que leva a sério as técnicas que se propõe a estudar e a praticar, afinal a psicologia é uma ciência!

Acredito que as formas mais conhecidas de um psicólogo atuar em psicoterapia são a psicanálise, a junguiana e a cognitivo comportamental. A TCC – Terapia Cognitivo Comportamental, linha da qual atuo, trabalha basicamente com o princípio de que a nossa cognição (crenças, pensamentos, percepções) influencia nossas emoções e nossos comportamentos. Portanto, o tratamento nessa forma de atuação, trata de aspectos que não estão saudáveis e funcionais dentro dessa tríade: cognição, emoções e comportamentos.

Se você pensa de forma distorcida ou não realista, por exemplo, esse tipo de pensamento pode gerar emoções negativas e comportamentos prejudiciais. Suponhamos que você e seus colegas vão ter uma reunião de urgência, e seu chefe não disse o motivo. A forma de cada um interpretar essa chamada para reunião será muito pessoal, enquanto alguns colegas podem estar tranquilos esperando por ela, outros podem ter reações de ansiedade, supondo que coisas ruins podem acontecer, extremas (mesmo sem evidências). Naturalmente a ansiedade é gerada nesse tipo de situação, mas provavelmente aqueles que terão reações acima do esperado, estarão tendo algum tipo de distorção cognitivo: “tenho certeza que só teremos problemas”, “acredito que eu vou ser mandado embora”, “eu sempre fiz tudo certo, e coisas ruins sempre acontecem comigo”, esses pensamentos distorcidos de catastrofização, prever o futuro, e pensar de forma negativa, tem a capacidade de mudar nosso estado emocional, ficando ansioso. Fisiológico como sudorese, taquicardia, alteração no sono e apetite e comportamental, você pode, por exemplo, pedir demissão antes mesmo de saber o que irá acontecer na reunião. 

Os principais focos da TCC são: foco no problema e no presente, o terapeuta e paciente trabalham juntos e de forma mais objetiva e prática.

Por que você optou por trabalhar com a chamada TCC – Terapia Cognitivo Comportamental? 

Porque é uma das linhas que mais existe comprovação científica, isto é, essa forma de atuação nasceu de pesquisas muito sérias de estudos com pacientes com ansiedade e depressão e foi se desenvolvendo em técnicas práticas e objetivas, que fazem com que a psicoterapia seja mais eficaz em um tempo mais curto. Eu me identifiquei com essa linha ainda no início da faculdade, exatamente por esse dinamismo e objetividade, apesar de gostar também de outras, como a psicanálise.

Quais as necessidades mais comuns aos que procuram por uma terapia? É para todos?

Com certeza a psicoterapia é para todos nós! Afinal, todos nós temos algum problema ou alguma dificuldade, mesmo que minimamente. Além disso, a psicoterapia também é para aqueles que estão bem consigo mesmos, e por conta disso, desejam ir além e se desenvolverem, criarem novas habilidades, descobrirem novas possibilidades e se conhecerem ainda mais. Fazendo um panorama dos casos em que atendi desde a época da minha formação, ainda nos estágios, os casos mais comuns são os de ansiedade, seja relacionado com algum estado pessoal ou nos relacionamentos.

Com a atual pandemia aumentou muito o número de pessoas nos consultórios? Por que?

Pelo que tenho visto sim, exatamente por conta da ansiedade. É esperado que em uma sociedade como a que temos vivido, com tantas escolhas, tem nos bombardeado com informações o tempo todo. E nos leva a uma ideia de que estamos conectados com muitas pessoas 24h por dia e que nos diz que precisamos estar felizes, bonitos, e ter relacionamentos perfeitos. Naturalmente nos leve constantemente a ansiedade.

Agora, se acrescentarmos mais uma pandemia em tudo isso, que nos obrigou a nos isolar e ter mais incertezas, sim, as pessoas vão procurar mais formas de aliviar essa tensão, e que bom! As pessoas precisam buscar mais ajuda, e ajuda especializada. A COVID-19 não só trouxe mais problemas, como nos fez encarar aquilo que mais tememos: a nós mesmos e as nossas reais dificuldades.

O que o paciente que busca pela TCC (Terapia Cognitivo Comportamental) deve levar em conta antes de iniciar o tratamento? E o que ele deve esperar após o término? 

Deve levar em conta que o tratamento precisa do engajamento e da responsabilidade dele, a psicoterapia é formada por técnicas e não por fórmulas milagrosas, por isso a eficácia depende da ajuda mútua entre o psicólogo e o paciente, e não só de uma parte. Após o tratamento, o paciente deve estar preparado para ser o seu próprio terapeuta. Na linha da TCC, é ensinado para o paciente as técnicas necessárias para que ele possa lidar com suas dificuldades, presentes e futuras, isso não quer dizer que em algum momento ele não possa retornar ao processo psicoterapêutico, mas que ele terá mais autonomia para lidar com suas próprias questões, de forma prática e eficiente.

Nós seres humanos enfrentamos diversas fases no decorrer da vida. Uma pessoa que já fez terapia no passado poderá novamente sentir a necessidade de buscar essa ajuda no futuro? É comum?

Sim, como disse anteriormente, pode acontecer de alguém querer voltar para terapia, e isso inclusive pode ser muito saudável. Assim como você disse, como seres humanos enfrentamos diferentes fases na nossa vida, e, portanto, somos mutáveis. As coisas mudam constantemente e com elas nossas dificuldades. Há casos bem específicos em que os pacientes ficam durante anos no mesmo processo terapêutico, porém, na maioria dos casos a alta da psicoterapia é necessária para que o paciente caminhe com suas “próprias pernas” e crie essa autonomia. Quando é realizado um bom trabalho, no futuro ele terá ainda mais consciência de quando e porque precisa retornar para psicoterapia.

Ainda existe muito preconceito por parte da população para buscar esse tipo de ajuda. Em sua opinião por que isso ocorre?

Acredito que esteja melhorando, mas ainda existe. Isso ocorre por conta de um problema que está em todos os âmbitos da nossa sociedade, falta de informação. Hoje por conta da liberdade de expressão, que sem dúvida é importante, também fez com que surgissem vários “donos da razão”, as pessoas afirmam sobre algo que muitas vezes nem conhecem a fundo. O preconceito vem exatamente da falta de informação.

Como lidamos com algo muito delicado que é a saúde mental, o “olhar para si”, é mais confortável que eu nem queira entender o porquê devo pedir ajuda. Expressões como: “tenho amigos” e “tenho uma religião” e por isso não preciso de psicólogo, mostra claramente a falta de informação. Entendo por exemplo, que a terapia cognitiva comportamental é uma linha criada a partir de estudos que compravam sua eficácia, e, portanto, científica, o psicoterapeuta jamais pode ser comparado com um amigo ou uma religião, e não que estas não sejam importantes para a qualidade de vida do indivíduo, mas possuem um papel totalmente distinto.

Nós profissionais da saúde, não só os psicólogos, precisamos conscientizar as pessoas ao nosso redor sobre a seriedade e o verdadeiro motivo em procurarmos ajuda de um profissional da psicologia. Eu pessoalmente fico feliz em ver que grande parte das pessoas ao meu redor mudaram seu “pré-conceito” sobre o assunto, porque eu fui o canal de informação, muitos inclusive fazem psicoterapia hoje.

Quais as principais diferenças entre o psicoterapeuta (psicólogo) e o psiquiatra? Atendem as mesmas demandas?

A diferença basicamente está que enquanto o psicólogo trabalha questões emocionais e comportamentais, o psiquiatra trata de aspectos patológicos dessas questões. A psicologia é uma ciência que estuda o homem e seus aspectos mentais e comportamentais, a psiquiatria é uma área da medicina voltada para transtornos e doenças psíquicas. Como psicólogo preciso entender das alterações psicológicas e suas implicações na vida da pessoa, ao analisar, porém, que essa alteração passa para o âmbito patológico (doença) devo encaminhar ao psiquiatra para que tenha um diagnóstico e se necessário o uso medicamentoso para que o paciente tenha mais qualidade de vida. Na maioria dos casos, é recomendado para esse tipo de paciente o tratamento conjunto dos dois saberes, psicologia e psiquiatria, tendo um resultado com mais qualidade. 

Terapia é coisa de “gente rica”? É possível fazer terapia pelo SUS, ou até mesmo ser atendido com preços diferenciados de acordo com a faixa de renda nos consultórios particulares?

Durante muito tempo na história da psicologia, a psicoterapia foi entendida popularmente como algo para pessoas mais elitizadas. Hoje, porém, existem diferentes formas de encontrar esse serviço, dentro do Sistema Único de Saúde, por exemplo, existem profissionais da área. No nosso município, estudantes de psicologia da Unitau (Universidade de Taubaté) e Anhanguera, contam com a supervisão de ótimos profissionais para atender a população. Há alguns consultórios particulares que também flexibilizam seus preços, dependendo do caso.

Cito aqui também o projeto “Foco na mente” do qual faço parte, em que estudantes da Universidade de Taubaté dos cursos de medicina e psicologia se uniram para criar uma rede de apoio a população com foco na saúde mental. O projeto oferece acolhimento, palestras e aulas práticas. Para mais informações acesse a página do instagram: @projetofoconamente

Em sua opinião, terapia online funciona em quais situações e perfis de pacientes?

Esse tipo de modalidade já é autorizado pelo conselho de psicologia e agora na pandemia o número de atendimentos online aumentou expressivamente. Por se tratar de uma forma de atuação ainda recente, existem questões sendo levantadas sobre a ética e a forma mais adequada de se realizar, porém já existem normas e estudos que comprovam que esse tipo de atendimento pode ser tão eficaz quanto o presencial. Tenho realizado atendimentos online desde o ano passado, e confesso que me surpreendi com a eficácia mesmo estando distante fisicamente dos meus pacientes. Ela é indicada para pacientes que estejam impossibilitados de sair de casa (problemas de locomoção ou como agora com a pandemia) ou que morem em locais distantes.

Estamos na era digital, precisamos nos adaptar constantemente, ainda mais no quadro atual que temos enfrentado, é sem dúvida uma tendência que veio para ficar.

Que mensagem você como profissional poderia deixar as pessoas nesse momento de grandes incertezas, angústias e transtornos devido a pandemia?

Resiliência! Precisamos criar aspectos de resiliência, que é a forma saudável que lidamos com nossas dificuldades e aquilo que não temos controle, como agora na pandemia. Precisamos encontrar coisas no nosso dia a dia que nos façam nos sentir mais tranquilos e nos ajude a lidar com a ansiedade que nos encontra diariamente.

Ao encontrarmos um problema, seja interno ou externo, precisamos em seguida pensar: posso fazer algo para resolver esse problema? Se a resposta for não, precisamos tomar um cuidado com nossos pensamentos, e lidarmos com isso de forma realista e não aumentar ainda mais esse problema na nossa mente. Se a resposta for sim, que conseguimos resolver esse problema, crie alternativas para aliviar essa questão e não deixe de praticá-las!

Dentro dos aspectos resilientes, não deixe de cuidar da sua saúde física, faça exercícios em casa, leia livros, assista um bom filme ou série, cuide do seu sono, da sua alimentação, e lembre-se de que precisamos ficar afastados uns dos outros, mas não isolados do mundo, use as ferramentas que a tecnologia nos dá para se conectar com quem você gosta, as nossas relações são essenciais para nosso bem-estar e nossa resiliência.

Não esqueça também que todos nós precisamos de ajuda, caso sinta necessidade, busque um profissional da psicologia e faça psicoterapia, se não puder sair de casa existem psicólogos autorizados pelo conselho para atender no formato online.

E por último, não deixe de se mover, precisamos estar em constante crescimento e aprendizado, independente dos problemas que temos enfrentado, não esqueça que o nosso maior limitador ainda continua sendo nós mesmos.   

Entre em contato pelo meu instagram @yanagida.psicologia

extraído:ENTREVISTA COM O TERAPEUTA GUILHERME YANAGIDA | Revista Statto

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quinta-feira, 25 de março de 2021

SÍTIO DO PICA PAU AMARELO DE TAUBATÉ!




Você já ouviu falar do Museu Histórico, Folclórico e Pedagógico Monteiro Lobato? Sim, é mais conhecido como o “Sítio do Pica Pau Amarelo de Taubaté”, no interior do estado de São Paulo!

Lá existe um acervo com móveis e utensílios da época em que Monteiro Lobato era criança. Possui também livros e painéis que contam a vida dele em diversas áreas de atuação.

O espaço é muito lúdico, possui bonecos e imagens das personagens do Sítio do Pica Pau Amarelo (escrito pelo autor) e também uma área externa encantadora!

É possível fazer uma visita guiada, onde o turista conhece detalhes inéditos sobre a casa, o autor, as personagens e obra literária do mesmo. Na área externa existem árvores antigas e um pátio enorme e convidativo. Com estátuas das personagens e área onde se apresenta um teatro infantil que as crianças e adultos se divertem!

Agora na pandemia a visitação é permitida somente com agendamento prévio. E restrita a um número de pessoas por horário. Mas vale a pena tirar um tempinho para voltar no tempo com as histórias do casarão!

Com exceção da fase vermelha do plano São Paulo, em todas as outras fases é possível fazer a visita.

Confira um pouquinho do que vimos no vídeo a seguir: SÍTIO DO PICA PAU AMARELO – visita guiada ao Museu Monteiro Lobato TAUBATÉ – YouTube

O Museu Monteiro Lobato recebe visitas de grupos agendados de terça à sexta-feira, das 13h30min às 17h.

O agendamento deverá ser feito por telefone e no máximo cinco pessoas por horário para monitoria ou 60 pessoas para o teatro. Mais informações através do telefone 12-3625-5062.

Endereço: Avenida Monteiro Lobato, s/nº – Chácara do Visconde.

Devido à pandemia do Covid-19, serão adotadas medidas para diminuição do risco de contágio e propagação, conforme as orientações do governo estadual e municipal:

O horário de visitação será de terça à sexta-feira, das 13h30min às 17h.

A visita somente poderá ser feita mediante agendamento prévio, sendo uma para a visita ao casarão e outra para o teatro.

A visita ao interior do casarão com acompanhamento de educadores do museu está restrita a grupos de cinco pessoas por horário.

O teatro será realizado diariamente, às 14h30min, na área externa do Museu, com limitação de 60 pessoas.

Não será permitido o uso do parquinho infantil.

A utilização de máscara cobrindo boca e nariz durante toda a visita, assim como a medição de temperatura dos visitantes na entrada da unidade SERÃO OBRIGATÓRIAS.

Em caso de chuva TODAS as visitas são automaticamente canceladas.


extraído: SÍTIO DO PICA PAU AMARELO DE TAUBATÉ! | Revista Statto

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

ENTREVISTA COM O MUSICISTA ITAMAR SILVA - revista STATTO

 



Itamar é músico, compositor, professor há 30 anos, gestor financeiro, esposo e pai de família.

Conte-nos um pouco sobre sua trajetória na música. Como começou, projetos em que esteve presente e etc.?

Nascido em um berço evangélico numa família de músicos, aos cinco anos de idade despontei para o interesse na área musical e de início já tinha o meu favoritismo pelas “cordas”. Quando minha mãe tocava o violão, achava tudo aquilo mágico como: a vibração das cordas, as combinações de cada acorde, a sonorização e o swing; tudo aquilo me encantava. A minha grande “Senhora” passou para mim as instruções dos primeiros acordes e noções musicais, e com sete anos de idade já arriscava a tocar com os amigos, fazia pequenos grupos, calçadas, praças e até mesmo igrejas…

Quais instrumentos você toca? Como aprendeu?

Bom, iniciei com Violão no qual sou oficializado profissionalmente e depois me instrui em outros, como: Guitarra, Baixo Elétrico, Teclado, Piano, Cavaquinho, Ukulelê, Violino, Viola, Violoncello, Saxofone, Flauta transversal, Bateria e Percussão. Tive vários “mentores musicais”, dentre os quais gostaria de destacar um em especial, Maestro Samuel Takassa, um dos maiores músicos que já vi pessoalmente, considerado na época da década de 80, o décimo segundo melhor do Brasil; e ainda mais, ter o privilégio de ser seu primo, me instruiu em cinco maravilhosos anos de aulas, experiências e práticas inesquecíveis.

Como é ensinar música? Qualquer aluno tem possibilidade de se tornar um musicista? O que é preciso?

É muito bom instruir ao próximo e melhor ainda quando este próximo está muito interessado em aprender. Na segunda pergunta digamos que 90% das pessoas do mundo inteiro teriam a possibilidade de se tornar um musicista, mas infelizmente existem os 10% que não teriam esta possibilidade por serem Tone Deaf (surdos para frequências) ou por simplesmente serem desprovidos desta graça! Costumo dizer que antes do talento, o Amor, a Paixão, o Carinho e a Vontade louca de aprender fará finalmente que sonhos possam ser realizados, não só para música, mas também para qualquer outra coisa neste mundo.

Fale sobre quem é o Itamar na vida pessoal para os que não te conhecem?

Um “cara” alegre, tranquilo, hiper curioso e sempre com vontade de aprender mais; gosto de me divertir, sair com amigos apesar de não poder fazer exatamente tudo por causa desta pandemia; gosto de brincar com filhão e do mais que vocês já sabem, tocar instrumentos e cantar também.

Quais são suas influências musicais? Músicos favoritos e etc?

Olha! Daria um livro, mas vou ser bem resumido aqui: vou classificá-los em:  MPB (Musica Popular Brasileira), MPA (Musica Popular Americana), Spanish Music e Clássicos dos mais diversos. Musicos brasileiros: Tom Jobim, Chico Buarque, Jorge Ben Jor, João Gilberto… Espanha: Paco de Lucía, Andres Segóvia… American Musicians: B.B. King, Jimmy Hendrix, Jonh Patitucci, Chick Corea, Victor Wooten… Clássicos: Ludwig Van Beethoven, Johann Sebastian Bach, Frédéric Chopin, Francisco Tárrega entre outros.

Com quem você já tocou? E onde?

Free lances para Aline Barros, Kelly Lopes, corais famosos, corais regidos por mim como: Bom Pastor SBC, In Choir Angel’s Taubaté SP, Bandas e etc. Locais como Marcha por Jesus da Renascer em Cristo, casas de shows, megaeventos em Cotia, Diadema, São Bernardo do Campo, Santo André, São Paulo e outros Estados como Rio de Janeiro, Minas e Paraná.

Se você pudesse colocar em prática um projeto dos sonhos para esse ano. Como seria?

Boa pergunta; é que na nossa vida sempre passamos por reformulações e de tempos em tempos atualizamos. Mas “I have a dream”, sempre tive o sonho de ter um dos maiores corais no Brasil de 3.000 a 10.000 vozes aproximadamente em que o resultado seria como som de muitas águas e ondas sonoras trazendo um efeito e uma emoção como nunca se ouviu antes na história da música.

Você possui outras formações além da música?

Sim, como disse na apresentação no início da entrevista; sou formado em Gestão Financeira no Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas FMU.

Você tocou muito em eventos cristãos, em diversas igrejas e etc…  Atualmente você frequenta qual igreja? Participa de algum projeto da casa?

Sim toquei em muitos lugares e igrejas e atualmente possuo uma membresia na Batista do Calvário de Sto. André – SP. Logo no início da membresia estávamos combinando de fechar um coral jovem, mas ocorreram contratempos familiares da minha parte e não foi possível.

Que mensagem gostaria de deixar ao público em geral?

Sejamos felizes e esperançosos, matando um leão a cada dia, ouvindo uma boa música. Porque a tal, é a arte de manifestar os diversos afetos de nossa alma mediante o som. E cada leitor(a) é um(a) guerreiro(a)! Cingi-vos de suas vestes e de seus escudos, ouçam uma boa e alegre canção e torne bem mais leve as vossas batalhas.

Itamar Silva OMB.:51927

Contatos:

Whats: (11) 98997-4958 Leticia (assessora) e (11) 96313-7449 Itamar

Facebook: itamartron

Linkedin: www.linkedin.com/in/itamar-silva-a1945203


extraído: ENTREVISTA COM O MUSICISTA ITAMAR SILVA | Revista Statto


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sexta-feira, 31 de julho de 2020

ENTREVISTA COM ARLINDO JÚNIOR – ADM DE CAD/CAE EM ENGENHARIA DE PROJETOS - revista STATTO




Tivemos a honra de conversar com o carioca da gema, Arlindo Júnior, que atua como Administrador de Softwares na área de Engenharia de Projetos. E nos contou como foi sua árdua trajetória na profissão e que hoje já atua em outros países!
Nome completo: Arlindo Antônio Ferreira da Silva Júnior
Formação: Técnico em Engenharia Civil
Profissão: Administração de Software
Conte-nos como foi sua trajetória profissional até aqui?
Infelizmente não tive muita orientação da família, mas após uma indicação de um grande amigo para um curso de PDS (Plant Design System), onde eu não tinha noção de nada, acabei me destacando e sendo orientado pela professora a fazer um curso técnico e o curso de Microstation. Fiquei como estagiário e ajudante nesse curso de PDS como assistente da professora. Depois, após de me formar em Microstation, dei aula de Microstation e com o tempo fui me adaptando ao mercado. Comecei na Engenharia de Ar condicionado na Air Marine como Desenhista, onde foi uma grande escola. Depois como projetista de tubulação e hoje sou ADM de CAD/CAE.
Quem é o Arlindo Júnior na vida pessoal? Família, gostos, hobbies, interesses…
Simples, brincalhão, extrovertido, bem família! Que ama o dia, praia, comida, futebol e esportes. Gosto muito de passear, mas também amo minha casa, curtir meu canto!!!  Família acima de tudo sempre! Tenho manias, por exemplo, de limpar tudo, odeio portas e gavetas abertas. E curto cozinhar e ficar entre amigos!
Você teve êxito desde o início nessa carreira ou o caminho foi árduo? Em quais países você já atuou e por quais empresas já passou?
Ah, sempre é árduo! Como não tive muita orientação o início foi árduo. Mas graças a Deus, tive discernimento nas escolhas. Tive bons companheiros de trabalho e consegui vencer inúmeras vezes.  E quanto às perdas, levei como aprendizado.  Atuei no Brasil, Austrália, Portugal e França (Itália remotamente).
O que você diria a um jovem que tem o sonho de ingressar na área de engenharia de projetos? O que ele deve ter em mente e por onde começar?
Foco nos estudos. Faça um curso técnico antes da faculdade para se orientar no que mais gosta. A faculdade irá abrir um grande horizonte e lhe dará um norte! Caia dentro dos estudos, pois irão aparecer os estágios. Consequentemente propostas e assim vai…  Estude inglês, que é um diferencial e abrirá mais o seu horizonte.
Em nossa economia brasileira (e seus altos e baixos de anos), como você vê essa área daqui a alguns anos em nosso país com toda a bagagem que vêm acumulando por onde tem circulado?
Talvez eu não me aposente no Brasil ou volte. No entanto, se eu voltar ao Brasil, gostaria de morar no Nordeste ou em alguma casa de campo ou praia.  Abrir uma pousada só de cinco quartos no máximo.  Mas Portugal nesse momento tem sido uma ótima opção.
Quais idiomas você fala? E qual a importância de estar bem preparado nesse quesito?
Português, Inglês (fluente), Francês (iniciante) e Espanhol (iniciante). A língua é um diferencial absurdo em todos os segmentos. Investir nisso hoje em dia é necessidade.
Os softwares nessa área sofrem constante atualização ou quem faz um curso consegue atuar sem investir em constante reciclagem? Quais os softwares mais utilizados atualmente dentro dessa área e quais as diferenças entre eles?
Sim todo ano tem atualizações, mas depende da sua área de atuação. Ao estudar na Austrália percebi que mesmo o software sendo bastante divulgado e usado mundialmente, sempre há um concorrente que faz a mesma função e atende a necessidade da empresa, o mais famoso nem sempre é usado. Ex.: No Brasil usamos o SAP para cálculo estrutural, já na Austrália se usa o SpaceGass. Em algumas refinarias você vê o SmartPlant, em outras o PDS ou Micrsotations somente.
Isso depende das datas de celebração dos contratos, as empresas envolvidas e o gosto do cliente. Então, quanto mais conhecimento você tem de um software, melhor será seu resume.
Muitas empresas agora por conta da economia estão contratando os profissionais com o resume atualizado (cursos). Só fornecem a reciclagem se você tiver um ano de trabalho, ou seja, o melhor caminho é se atualizar para entrar no mercado.
O que poderia nos dizer sobre a vantagem de um bom Networking (rede de relacionamento)? Isso é um diferencial nesse meio ou a pessoa com um bom currículo consegue buscar oportunidades com facilidade?
O Networking sempre foi mais importante que o conhecimento em si, isso é nítido no Brasil. Muitas das vezes irão ver companheiros de trabalho que não condizem com a função, porém o mesmo foi indicado por algum chefe. Hoje em dia isso vem acabando. Mas ainda é nítido no Brasil. Mas o Networking é uma ferramenta essencial para chegar ao mercado e ver as oportunidades, tanto no campo de contratos como de softwares.
Essa área é muito exaustiva no dia-a-dia ou é possível tirar um tempo para lazer? Conte um pouco sobre os lugares que mais gostou de visitar fora do país? Onde se sentiu mais acolhido pelo povo local?
Sim é muito exaustiva, em 99% dos contratos trabalhamos contra o tempo. Muito difícil achar um contrato com tempo de execução correto, atendendo todos os contratempos (gordura), ou seja, com uma estimativa para os contras tempos. Mas temos que aprender o que é qualidade. Na Austrália a qualidade de vida é absurda, você rala mais que no Brasil, porém tem retorno. A economia é justa, você vê famílias no parque das praças às 2 da tarde, numa terça ou quarta-feira. Se você for a um restaurante às 21h e a cozinha fecha às 21h, nem por um milagre o restaurante irá lhe atender, pois ele zela pela qualidade de vida dos funcionários. Não existe esse lance igual ao do Brasil, de trabalhar de acordo com o movimento, os horários são definidos e ponto final.
Gostei muito da Indonésia, simplicidade ao extremo, lugares lindos, mas posso considerar a Austrália como uma segunda casa. Um país onde a economia é justa, o trabalho de todos é valorizado, a educação é constante e a qualidade de vida é a prioridade.
Com a pandemia que estamos enfrentando, muitos perderam suas fontes de renda. Quais dicas práticas você daria a um profissional da área que precisa rapidamente se reinserir no mercado?
Na crise que as oportunidades surgem…  Estude e esteja atento, não tenha vergonha de trabalho, estude e não seja apressado para ter resultados. Às vezes temos uma habilidade escondida e não desenvolvemos pela simples falta de tempo e conhecimento. Invista em si próprio!
Contatos:
Instagram: @ARLINDO_JUNIOR
Whatssap: + 351 9119 40 116
Email: JC.ARLINDOJUNIOR@GMAIL.COM

extraído: https://revistastatto.com.br/lifestyle/entrevista/entrevista-com-arlindo-junior-adm-de-cad-cae-em-engenharia-de-projetos/















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