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sexta-feira, 31 de julho de 2020

ENTREVISTA COM ARLINDO JÚNIOR – ADM DE CAD/CAE EM ENGENHARIA DE PROJETOS - revista STATTO




Tivemos a honra de conversar com o carioca da gema, Arlindo Júnior, que atua como Administrador de Softwares na área de Engenharia de Projetos. E nos contou como foi sua árdua trajetória na profissão e que hoje já atua em outros países!
Nome completo: Arlindo Antônio Ferreira da Silva Júnior
Formação: Técnico em Engenharia Civil
Profissão: Administração de Software
Conte-nos como foi sua trajetória profissional até aqui?
Infelizmente não tive muita orientação da família, mas após uma indicação de um grande amigo para um curso de PDS (Plant Design System), onde eu não tinha noção de nada, acabei me destacando e sendo orientado pela professora a fazer um curso técnico e o curso de Microstation. Fiquei como estagiário e ajudante nesse curso de PDS como assistente da professora. Depois, após de me formar em Microstation, dei aula de Microstation e com o tempo fui me adaptando ao mercado. Comecei na Engenharia de Ar condicionado na Air Marine como Desenhista, onde foi uma grande escola. Depois como projetista de tubulação e hoje sou ADM de CAD/CAE.
Quem é o Arlindo Júnior na vida pessoal? Família, gostos, hobbies, interesses…
Simples, brincalhão, extrovertido, bem família! Que ama o dia, praia, comida, futebol e esportes. Gosto muito de passear, mas também amo minha casa, curtir meu canto!!!  Família acima de tudo sempre! Tenho manias, por exemplo, de limpar tudo, odeio portas e gavetas abertas. E curto cozinhar e ficar entre amigos!
Você teve êxito desde o início nessa carreira ou o caminho foi árduo? Em quais países você já atuou e por quais empresas já passou?
Ah, sempre é árduo! Como não tive muita orientação o início foi árduo. Mas graças a Deus, tive discernimento nas escolhas. Tive bons companheiros de trabalho e consegui vencer inúmeras vezes.  E quanto às perdas, levei como aprendizado.  Atuei no Brasil, Austrália, Portugal e França (Itália remotamente).
O que você diria a um jovem que tem o sonho de ingressar na área de engenharia de projetos? O que ele deve ter em mente e por onde começar?
Foco nos estudos. Faça um curso técnico antes da faculdade para se orientar no que mais gosta. A faculdade irá abrir um grande horizonte e lhe dará um norte! Caia dentro dos estudos, pois irão aparecer os estágios. Consequentemente propostas e assim vai…  Estude inglês, que é um diferencial e abrirá mais o seu horizonte.
Em nossa economia brasileira (e seus altos e baixos de anos), como você vê essa área daqui a alguns anos em nosso país com toda a bagagem que vêm acumulando por onde tem circulado?
Talvez eu não me aposente no Brasil ou volte. No entanto, se eu voltar ao Brasil, gostaria de morar no Nordeste ou em alguma casa de campo ou praia.  Abrir uma pousada só de cinco quartos no máximo.  Mas Portugal nesse momento tem sido uma ótima opção.
Quais idiomas você fala? E qual a importância de estar bem preparado nesse quesito?
Português, Inglês (fluente), Francês (iniciante) e Espanhol (iniciante). A língua é um diferencial absurdo em todos os segmentos. Investir nisso hoje em dia é necessidade.
Os softwares nessa área sofrem constante atualização ou quem faz um curso consegue atuar sem investir em constante reciclagem? Quais os softwares mais utilizados atualmente dentro dessa área e quais as diferenças entre eles?
Sim todo ano tem atualizações, mas depende da sua área de atuação. Ao estudar na Austrália percebi que mesmo o software sendo bastante divulgado e usado mundialmente, sempre há um concorrente que faz a mesma função e atende a necessidade da empresa, o mais famoso nem sempre é usado. Ex.: No Brasil usamos o SAP para cálculo estrutural, já na Austrália se usa o SpaceGass. Em algumas refinarias você vê o SmartPlant, em outras o PDS ou Micrsotations somente.
Isso depende das datas de celebração dos contratos, as empresas envolvidas e o gosto do cliente. Então, quanto mais conhecimento você tem de um software, melhor será seu resume.
Muitas empresas agora por conta da economia estão contratando os profissionais com o resume atualizado (cursos). Só fornecem a reciclagem se você tiver um ano de trabalho, ou seja, o melhor caminho é se atualizar para entrar no mercado.
O que poderia nos dizer sobre a vantagem de um bom Networking (rede de relacionamento)? Isso é um diferencial nesse meio ou a pessoa com um bom currículo consegue buscar oportunidades com facilidade?
O Networking sempre foi mais importante que o conhecimento em si, isso é nítido no Brasil. Muitas das vezes irão ver companheiros de trabalho que não condizem com a função, porém o mesmo foi indicado por algum chefe. Hoje em dia isso vem acabando. Mas ainda é nítido no Brasil. Mas o Networking é uma ferramenta essencial para chegar ao mercado e ver as oportunidades, tanto no campo de contratos como de softwares.
Essa área é muito exaustiva no dia-a-dia ou é possível tirar um tempo para lazer? Conte um pouco sobre os lugares que mais gostou de visitar fora do país? Onde se sentiu mais acolhido pelo povo local?
Sim é muito exaustiva, em 99% dos contratos trabalhamos contra o tempo. Muito difícil achar um contrato com tempo de execução correto, atendendo todos os contratempos (gordura), ou seja, com uma estimativa para os contras tempos. Mas temos que aprender o que é qualidade. Na Austrália a qualidade de vida é absurda, você rala mais que no Brasil, porém tem retorno. A economia é justa, você vê famílias no parque das praças às 2 da tarde, numa terça ou quarta-feira. Se você for a um restaurante às 21h e a cozinha fecha às 21h, nem por um milagre o restaurante irá lhe atender, pois ele zela pela qualidade de vida dos funcionários. Não existe esse lance igual ao do Brasil, de trabalhar de acordo com o movimento, os horários são definidos e ponto final.
Gostei muito da Indonésia, simplicidade ao extremo, lugares lindos, mas posso considerar a Austrália como uma segunda casa. Um país onde a economia é justa, o trabalho de todos é valorizado, a educação é constante e a qualidade de vida é a prioridade.
Com a pandemia que estamos enfrentando, muitos perderam suas fontes de renda. Quais dicas práticas você daria a um profissional da área que precisa rapidamente se reinserir no mercado?
Na crise que as oportunidades surgem…  Estude e esteja atento, não tenha vergonha de trabalho, estude e não seja apressado para ter resultados. Às vezes temos uma habilidade escondida e não desenvolvemos pela simples falta de tempo e conhecimento. Invista em si próprio!
Contatos:
Instagram: @ARLINDO_JUNIOR
Whatssap: + 351 9119 40 116
Email: JC.ARLINDOJUNIOR@GMAIL.COM

extraído: https://revistastatto.com.br/lifestyle/entrevista/entrevista-com-arlindo-junior-adm-de-cad-cae-em-engenharia-de-projetos/















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sábado, 31 de janeiro de 2009

Parque das Ruínas - Santa Teresa / Rio de Janeiro



"Você lembra, lembra... Naquele tempo eu tinha: estrela nos olhos e um jeito de herói. Era mais forte e veloz que qualquer mocinho de cowboy."

Nada se perde, tudo se renova. Tudo pode se transformar numa linda obra de arte!

Beijos!!! Dannyzinha




ASSISTA O VÍDEO! Desligue a música do blog no final da pág.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

DEZ ENCONTRO

Como seria se eu chegasse dois segundos antes? Pergunta que todos já fizemos alguma vez. Como as coisas acontecem na vida ciclicamente ao som do tic-tac do relógio.

Dur: 3 minutinhos!!! Assista!


terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Poltrona VIP - Cineastas


Ivan de Souza Cruz - por Danny Doo®
Bacharel em cinema pela Universidade Federal Fluminense
Após a formação se especializou em assistência de direção tendo trabalhado desde então em longa-metragens, curtas, comerciais e séries para a tv.


1 – Como é fazer cinema no Rio? O cenário é mais propício, ou isso é fantasia?

Fazer cinema em qualquer lugar do Brasil é difícil, mas aqui no Rio você tem a facilidade de estar em um dos poucos pólos de produção desse país. Em São Paulo se encontram as maiores produtoras de comerciais e no Rio estão as maiores produtoras de cinema. Entretanto é aqui no Rio que a maioria dos filmes e comerciais são rodados. O Rio é procurado por sua beleza não só pelas produções brasileiras, mas também por muitas estrangeiras.


2 – De que projetos você já participou?

Eu trabalhei nos longas “Apolônio Brasil” de Hugo Carvana, “Quase Dois Irmãos” de Lucia Murat e “Chato” de Guilherme Fontes entre outros trabalhos.


3 – De que forma um profissional de cinema pode atuar hoje nesse mercado tão restrito?

Ele não pode ficar restrito a apenas uma mídia, tem que estar preparado para trabalhar com cinema, comerciais, vídeos etc. O mercado realmente é muito restrito e o profissional de cinema tem que estar sempre atualizado com o que está acontecendo no mercado, cultivar uma rede de conhecimento pessoal muito extensa, já que é muito difícil você entrar em uma produção sem ser indicado por alguém, e estar pronto para levar uma vida sem horários ou estabilidade.


4 – Como é seu trabalho no dia-a-dia?

Como em todas as profissões ligadas ao cinema o dia-a-dia é bastante pesado. Em cinema você trabalha 12 horas por dia 6 dias por semana tendo apenas uma folga. O assistente de direção é responsável pela logística das filmagens, pela a circulação das informações no set, pelo elenco e pelo andamento do set. Você tem que lidar com bastante pressão. Essa é uma tônica de todas as profissões ligadas a produção de cinema já que o filme é um produto feito realmente em equipe e cada equipe tem uma responsabilidade muito grande.


5 - Como foi a escolha de sua profissão, ela reflete hoje a idéia que você idealizou ou imaginava no início ?

Durante meu período universitário participei de vários curtas e a assistência de direção surgiu naturalmente. A assistência de direção te dá uma visão geral da produção e do funcionamento de todos os departamentos. Quando entrei na Universidade eu não tinha idéia do processo de fazer um filme, eu só pensava no filme em si. Depois eu descobri como esse processo é rico, intenso, como ele pode te tirar do sério e fazer você se apaixonar.


6 – Quem são os bons profissionais de cinema hoje? Qual a origem deles?

Os bons profissionais são aqueles que aliam o cuidado técnico com a busca de uma qualidade artística. O filme é um produto de uma indústria, mas também é uma forma de arte poderosa. Essa dualidade tem que ser equacionada.Até pouco tempo não existiam faculdades de cinema e o Brasil produziu grandes filmes e grandes diretores. Hoje você vê cada vez mais pessoas entrando no mercado vindo de faculdades de cinema. Isso é bom porque você começa a criar um profissional que não é apenas um técnico, mas um profissional que tem uma visão mais abrangente.


7 – Que atitudes ajudam ao profissional fazer e manter um bom networking ?Como é o processo de correr atrás de patrocínio para um projeto?

Você deve sempre estar atento aos eventos ligados a sua área, nos filmes que irão começar a ser produzidos, além de cultivar e ampliar os contatos feitos durante seus trabalhos anteriores. Uma rede de contatos ampla é a garantia de trabalho. O contato pessoal é muito importante já que esse mercado funciona através de indicações.O financiamento para a produção de cinema hoje no Brasil vem basicamente de incentivos públicos, já que historicamente não conseguimos implementar uma verdadeira indústria em nosso país. O processo é muito difícil e demorado, exigindo muita paciência e perseverança. Instituições governamentais tais como Petrobrás, BNDES e o Ministério da Cultura abrem, todo o ano, editais de fomento a produção cinematográfica. Além disso, através de renuncias fiscais as empresas privadas podem investir em projetos cinematográficos. Conhecer esses mecanismos e as pessoas que estão a frente desse processo é um dever de quem quer captar verbas.


8- Como você percebe o cenário brasileiro e mundial do que é produzido atualmente?

No Brasil vemos uma renovação de cineastas, com pessoas jovens começando a despontar no cenário cinematográfico. Com isso novos temas e novas propostas estéticas começam a surgir. Entretanto o espaço de exibição ainda está dominado pelos filmes estrangeiros, principalmente os americanos.No cenário mundial vemos uma estagnação de idéias e propostas estéticas. Depois do ciclo criativo das décadas de 60 e 70 o cinema foi dominado exclusivamente pela lógica de mercado e a ousadia estética e de conteúdo foi trocada pela segurança de fórmulas testadas e usadas a exaustão. São poucas as cinematografias que fogem desta lógica.


9 – A índia é um dos maiores produtores de cinema no mundo, pelo menos no quesito quantidade. Por que esses filmes nunca chegam ao ocidente de forma expressiva? Existe uma hegemonia? Como funciona isso?

A Índia é um caso interessante. Com uma cultura própria muito forte o público indiano nunca se viu representado pelas cinematografias estrangeiras, rejeitando esses filmes. Isso proporcionou o cenário ideal para a construção de sua indústria.No ocidente realmente existe uma hegemonia do cinema americano. Essa hegemonia foi construída e é mantida através de uma política comercial muito agressiva. Os EUA foram os primeiros a perceber o poder do cinema, tanto como mercado comercial, quanto como veículo de dominação cultural. O Governo americano vê o cinema como uma indústria estratégica. O cinema é o embaixador da cultura, das idéias e dos produtos americanos. Os EUA pressionam governos e indústrias, sempre tentando impedir que sua hegemonia seja ameaçada.


10 – Que dicas você daria a um jovem estudante que está muito interessado em fazer cinema hoje?

Esse jovem não pode ficar esperando que as coisas aconteçam. Ele tem que estudar bastante, aproveitar todas as chances para produzir projetos próprios e procurar conhecer o máximo de pessoas da área para começar a construir sua network. O talento e a sorte farão o resto.