quarta-feira, 10 de abril de 2019

Old lady - Senhora de idade

"Ela fez muitos compromissos difíceis de assumir. Ela tentou driblar o tempo sustentando uma mini saia e atitude juvenil.

Ela não aceitou as normas sociais embarcando em casamentos, ligações maternais ou coisas do lar. Ela secretamente esperava o príncipe, ou o lobo mal humorado e de caráter que nunca existiu...

Agora ela se encontra numa casa que não é dela, rodeada de velhotas cansadas e pessoas vestidas de branco a cuidar dos residentes.

Mas como assim? Onde fui parar pensa ela por mais um dia.  Onde está minha antiga casa, família de nascimento e sonhos?

Onde está todo o tempo que eu pensava ter? Entre sorrisos, baladas, poses em fotografias... Tudo ficou para trás.

Como num lapso do tempo, ela foi tragada por um ciclone ou máquina do tempo. Tudo virou memória. E agora?

Quem são essas pessoas que me rodeiam? Que me visitam? Vagamente me trazem algum conforto lógico.

Gostaria mesmo era de voltar no tempo, e ter tempo de arriscar, vencer o medo e cair de cabeça em algum relacionamento mais sério e comprometer minha vida autônoma. Mas agora... Só me resta esse chá com torradas aqui na sala de tv."

*visitando casas de repouso, mistura de ficção, realidade e reflexões

Daniela Duarte da Silva

domingo, 7 de abril de 2019

Prova de fogo das Relações

Você já parou para pensar, que as relações de antigamente eram mais duradouras?

Em sua grande maioria, o casal "comia um kilo de sal" juntos! Hoje porém, com algumas mudanças culturais, temos relacionamentos mais facilitados (ao invés de irem morar a sós e bancar as contas mesmo num lugar mais simples) buscam soluções mais confortáveis no curto prazo, porém mais perigosas no longo.

Como sabemos, hoje no Brasil há uma explosão da geração canguru. Pessoas que embora já mais velhas ainda permanecem na casa dos pais. Muitos justificam suas escolhas referindo a facilidade financeira e etc.

Nos EUA, a cultura vai na contramão, pessoas muito jovens saem de casa em busca de experiências e vivências para depois escolherem o que querem de fato. São dois opostos enormes sem dúvida. Será que um jovem de 17 já tem maturidade para tal?

No que se refere a relacionamento de casal, vemos ao longo de histórias na mídia ou familiares, que a facilitação das condições produzem relações mais frágeis quando vier a tempestade.  E muitas não sobrevivem a elas, justamente porque foram calcadas em bases mais brandas e não é questão de opinião, são variáveis quase matemáticas.

A grande pergunta é: o que queremos no longo prazo? Uma parceria realmente sólida ou aparente? Não há problema algum em optar pela segunda, desde que se assuma o risco conscientemente e não jogue a culpa no acaso depois.

Mas se quiser algo sólido e com liberdade real de suas escolhas, pague o preço.  A vida não dá garantias... Mas...  Poderá  valer a pena!!!

Daniela Duarte da Silva