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quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

LOUCURAS DE LADY LITA - revista STATTO

 




Eu cresci mirando sua beleza. Parecia uma estátua que tinha em nossa sala, uma deusa do Olimpo. Circulava pela sala com seu “penuar” amarelo florido e era chamada de “madame” pelo marido. Dá para entender como se criam os mitos…

A criança cresceu e notou que aquela deusa era um tanto excêntrica. Temperamental, ora dando risadas e outras esbravejando por algum motivo, enfim como uma mulher comum.

Tempos depois surgiram outros filhos que roubaram a brisa de filha única e o castelo da deusa ficou cada vez mais tumultuado (risos). Pois a vida cotidiana é bem distinta das séries que a criança assistia com sua mãe. “Jeannie é um Gênio”, “Samanta a Feiticeira”, “Barco do Amor”, “Os Imigrantes”, “Mulher Maravilha” e etc.

Embaladas por B-52 (The B-52’s – Legal Tender (Official Music Video) – Youtube) e outros sons típicos da década de 80, elas viviam numa espécie de mundo mágico, mesmo com as loucuras do dia-a-dia.

Para incrementar ainda mais o cenário, no apartamento do andar de baixo vivam alguns parentes próximos com crianças, então era realmente tudo que uma criança queria! Momentos mágicos e turbulentos embalados a muita brincadeira e sonhos…

Mas sua mãe tinha algo diferente, talvez por ser muito jovem, dizia coisas engraçadas mesmo sem querer. Do tipo “só se eu virar bolacha”, quando a criança teimava que queria comer bolacha mesmo que a mãe dissesse que já tinha acabado aquele pacote. E não era falta de condições para comprar outra, era o jeito juvenil (da mãe) de se expressar mesmo!

O tempo passou, os filhos cresceram, a vida mudou. Mas hoje mesmo que cada um more em sua própria casa, quando olho para trás acho graça de muitas fases de nossa convivência. Na adolescência, meus irmãos “alugavam” a Lady dizendo que ela estava muito roqueira, muito isso, muito aquilo. Sempre achando graça de alguma faceta sua.

Pessoas exóticas mesmo que o tempo passe, as intempéries da vida ocorram notamos lá no fundo sua essência diferente.  Sempre lendo algo interessante, estudando, ou fazendo cursos breves, assistindo algum documentário, ela é curiosa, inquieta.

Quando mais nova era uma apaixonada por piscina e ensinou aos quatro filhos a nadar! Nadava muito e sempre caminhou bastante. Tenho fortes lembranças de nossas andanças quando criança. Hoje ela está um pouco menos ativa fisicamente, mas ainda ama a natureza, passear ao ar livre, flores, paisagens…

Fez curso de pintura, pintou várias telas, virou avó, e está concluindo a faculdade de pedagogia, pois sempre é tempo de recomeçar e fazer algo que se goste ou deseje de verdade.

Mudou-se de residência várias vezes com o marido e filhos, trabalhou em alguns negócios da família, e vamos combinar que não é fácil, mas criou quatro filhos (dois homens e duas mulheres), se renovando, adaptando-se a cada geração (filhos) e diferenças de idade e personalidade entre eles.

Eu só desejo que você conquiste ainda mais coisas de que sente vontade e sei que tem muitos sonhos ainda! De coração leve, renovado e pronto para novos desafios sempre!

Obrigada pela avó preocupada e sempre presente que você é. Parabéns por sua vontade de se manter atualizada e de alguma forma em movimento, mesmo dentro dos seus limites físicos devido às dores de fibromialgia e artrose. Você ainda é bem gata e nova! Ficou uma coroa de sessenta, enxuta hein… (risos).

Despeço-me com outra música que me lembra muito de você: Talking Heads – The Lady Don’t Mind (Official Video) – Youtube

E agradeço por tudo que fez e ainda faz por todos nós, minha mãe!

Você é Lady, mas não é a Gaga! Ufa…

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extraído: LOUCURAS DE LADY LITA | Revista Statto


BLOG DANIELA DUARTE

http://duartehousecomunicacao.blogspot.com


A APOSTASIA DO REI SALOMÃO - revista STATTO



A APOSTASIA DO REI SALOMÃO

11/01/2021 às 11h18


O rei Salomão foi o terceiro rei de Israel, filho de Davi e Bate-Seba. Governou sobre Israel aproximadamente entre 971 e 931 a.C. Salomão é conhecido por sua sabedoria, e por ter sido o rei que construiu o primeiro Templo de Jerusalém e reinou por 40 anos em Israel.

“Amou Salomão muitas mulheres estrangeiras, mulheres das nações de que havia o SENHOR dito aos filhos de Israel: Não caseis com elas, pois vos perverteria o coração, para seguirdes os seus deuses. A estas se apegou Salomão pelo amor. Tinha setecentas mulheres, princesas e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração. Sendo já velho, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era de todo fiel para com o SENHOR, seu Deus, como fora o de Davi, seu pai.”  (1 Reis 11:1-4).

Um escolhido

Teu filho Salomão é quem edificará a minha casa e os meus átrios, porque o escolhi para filho e eu lhe serei por pai (1 Crônicas 28:6).

Procurando fortalecer suas relações com o poderoso reino situado ao sul de Israel, Salomão, “Fez aliança com Faraó, rei do Egito, e tomou por mulher a filha de Faraó. Trouxe-a a cidade de Davi”. 1 Reis 3:1. Do ponto de vista humano esse matrimônio, embora contrário aos ensinos da Lei de Deus, parecia resultar em bênção, pois a esposa pagã de Salomão se converteu e a ele se uniu no culto ao verdadeiro Deus. Além disso, Faraó prestou relevantes serviços a Israel tomando Gezer, matando os cananeus que moravam na cidade e dando-a “em dote a sua filha, mulher de Salomão“. 1 Reis 9:16. Salomão reconstruiu e fortificou essa cidade, e assim muito fortaleceu o seu reino ao longo da costa do Mediterrâneo.

Salomão adorava a Deus

E disse: Ó SENHOR, Deus de Israel, não há Deus como tu, em cima nos céus nem embaixo na terra, como tu que guardas a aliança e a misericórdia a teus servos que de todo o coração andam diante de ti; (1 Reis 8:23).

Mais uma vez foi derribada a barreira pelo casamento de Salomão com outras princesas pagãs. Ele pensava que sua sabedoria e o poder de seu exemplo levariam suas mulheres da idolatria à adoração do verdadeiro Deus, e também de que as alianças assim formadas atrairiam as nações em derredor em íntimo contato com o povo de Deus.

Juntamente com essa instrução o Senhor especialmente advertiu aquele que fosse rei de Israel, que não adquirisse para si grande número de cavalos nem fizesse o povo voltar ao Egito, para adquirir mais cavalos, pois o Senhor lhes havia dito: “Nunca mais voltareis por este caminho. Tampouco adquirirá para si mulheres em grande número, para que o seu coração não se desvie. Não acumulará para si grande quantidade de prata ou de ouro“. Deuteronômio 17:16, 17

Salomão conhecia essas advertências. E por um tempo ele foi obediente. Seu maior desejo era viver e governar de acordo com os estatutos dados pelo Deus de Israel. Sua maneira de conduzir os negócios do reino era oposto aos costumes das nações idólatras do seu tempo, nações que não temiam a Deus.

Por muitos anos Salomão andou em retidão. Foi-lhe dada sabedoria celestial para governar o povo de Deus com imparcialidade e misericórdia.

Mas aos poucos sua vida foi obscurecida e marcada por atos que demonstravam clara apostasia. A história registra que aquele que tantas vezes havia dado a outros sábios conselhos voltou-se da adoração do verdadeiro Deus para se inclinar diante dos ídolos dos pagãos.

No tempo da velhice de Salomão suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir a outros deuses, e o seu coração não era completamente leal para com o Senhor seu Deus, como foi o de Davi, seu pai. Salomão seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e Milcom, abominação dos amonitas. Assim fez Salomão o que era mau aos olhos do Senhor, e não perseverou em seguir ao Senhor, como Davi, seu pai. Nesse tempo edificou Salomão um alto a Camos, abominação dos moabitas, sobre o monte que está diante de Jerusalém, e a Moloque, abominação dos filhos de Amom. Assim fez para com todas as suas mulheres estrangeiras, as quais queimavam incenso e sacrificavam a seus deuses“. 1 Reis 11:4-8.

Aquele que no início do seu reinado havia demonstrado tanta sabedoria e bondosa simpatia em restituir um indefeso bebê à sua infortunada mãe degradou-se tanto a ponto de concordar com a construção de um ídolo ao qual eram oferecidas crianças como sacrifícios vivos!

Aquele que em sua juventude fora dotado de prudência e entendimento, e que no vigor de sua varonilidade fora inspirado a escrever “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele conduz à morte” (Provérbios 14:12), em seus últimos anos afastou-se para tão longe da pureza que chegou a aprovar os licenciosos e revoltantes ritos associados à adoração de Camos e Astarote.

Trouxe maldição sobre sua casa

Pelo que o SENHOR se indignou contra Salomão, pois desviara o seu coração do SENHOR… visto que assim procedeste e não guardaste a minha aliança, nem os meus estatutos que te mandei, tirarei de ti este reino e o darei a teu servo. (1 Reis 11:9-11)

Será, porém, que, se de qualquer modo te esqueceres do SENHOR teu Deus, e se ouvires outros deuses, e os servires, e te inclinares perante eles, hoje eu testifico contra vós que certamente perecereis. (Deuteronômio 8:19)

MENSAGEM FINAL:

Mas aquele que perseverar até o fim será salvo” – (Mateus 24:13)


extraído: A APOSTASIA DO REI SALOMÃO | Revista Statto

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BLOG DANIELA DUARTE

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domingo, 5 de julho de 2009

SEBO DUARTE - visite:
http://seboduarte.blogspot.com/







PRECIFICAÇÃO CONVENCIONAL E PRECIFICAÇÃO ESTRATÉGICA, REAGIR ÀS CONDIÇÕES DO MERCADO OU GERENCIÁ-LAS DE MANEIRA PROATIVA.


"O presente estudo busca explanar, as formas de como as empresas vêm definindo atualmente os preços de seus produtos e serviços. Se os definem apenas acompanhando o mercado, ou se utilizam estratégias pró-ativas baseadas em muita pesquisa e uma fundamentada estratégia de marketing."

http://precificacaoestrategica.blogspot.com/

domingo, 25 de janeiro de 2009

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Abuso de Poder - por Daniela Duarte


Abuso de Poder
Produção e direção: Felipe Rocha

SESI – RJ

O jovem elenco de “Abuso de Poder” que se apresenta no SESI da Av. Graça Aranha no Rio, traz à tona de forma irreverente, toda a angústia vivida no período da ditadura aqui no Brasil, remetendo o expectador a frases ditas por Getúlio.

O grupo demonstra maturidade no palco apesar de serem muito jovens. Encarnam as personagens com autoridade e passam credibilidade.

Quem vai assistir a peça, acaba tendo uma aula de história sobre o período vivido. E vivencia emoções variadas (revolta, emoção, riso e por ai vai).

Vale a pena conferir!

Toda segunda de setembro as 19:30 no teatro do SESI.


Elenco: Bruno Vilela, Felipe Rocha, Giovanna Cursino, Marcos Rodrigues, Maria Pia Carone, Ricardo Lacerda, Wanderson Brasil

sexta-feira, 25 de julho de 2008

O que estou lendo: A Metamorfose - Kafka!




Estou lendo "A Metamofose" de Franz Kafka.

A mulher selvagem


A mulher selvagem

Ricardo Kelmer - www.ricardokelmer.net

Sua beleza é arisca, arredia aos modismos. Ela encanta por um não-sei-quê indefinível... mas que também agride o olhar. É um tipo raro e não tem habitat definido: vive em Catmandu, mora no prédio ao lado ou se mudou ontem para Barroquinha. E não deixou o endereço. É ela, a mulher selvagem.

Em quase tudo ela é uma mulher comum: pega metrô lotado, aproveita as promoções, bota o lixo para fora e tem dia que desiste de sair porque se acha um trapo. Porém em tudo que faz exala um frescor de liberdade. E também dá arrepios: você tem a impressão que viu uma loba na espreita. Você se assusta, olha de novo... e quem está ali é a mulher doce e simpática, ajeitando dengosa o cabelo, quase uma menininha. Mas por um segundo você viu a loba, viu sim. É a mulher selvagem.

A sociedade tenta mas não pode domesticá-la, ela se esquiva das regras. Quando você pensa que capturou, escapole feito água entre os dedos. Quando pensa que finalmente a conhece, ela surpreende outra vez. Tem a alma livre e só se submete quando quer. Por isso escolhe seus parceiros entre os que cultuam a liberdade. E como os reconhece? Como toda loba, pelo cheiro, por isso é bom não abusar de perfumes. Seu movimento tem graça, o olhar destila uma sensualidade natural - mas, cuidado, não vá passando a mão. Ela é um bicho, não esqueça. Gosta de afago mas também arranha.

Repare que há sempre uma mecha teimosa de cabelo: é o espírito selvagem que sopra em sua alma a refrescante sensação de estar unida à Terra. É daí que vem sua beleza e força. E sua sabedoria instintiva. Sim, ela é sábia pois está em harmonia com os ritmos da Natureza. Por isso conhece a si mesma, sabe dos seus ciclos de crescimento e não sabota a própria felicidade. Como todo bicho ela respeita seu corpo mas nem sempre resiste às guloseimas. Riponga do mato, gabriela brejeira? Não necessariamente, a maioria vive na cidade. E há dias paquera aquele pretinho básico da vitrine. E adora dançar em noite de lua. Ah, então é uma bruxa... Talvez, ela não liga para rótulos. Sabe que a imensidão do ser não cabe nas definições.

Mulheres gostam de fazer mistério. Ela não, ela é o mistério. Por uma razão simples: a mulher selvagem sabe que a vida é uma coisa assombrosa e perfeita, e viver o mais sagrado dos rituais. Ela sente as estações e se movimenta de acordo com os ventos, rindo da chuva e chorando com os rios que morrem. Coleciona pedrinhas, fala com plantas e de uma hora para outra quer ficar só, não insista. Não, ela não é uma esotérica deslumbrada mas vive se deslumbrando: com as heroínas dos filmes, aquela livraria nova, o CD do fulano... Ela se apaixona, sonha acordada e tem insônia por amor. As injustiças do mundo a angustiam mas ela respira fundo e renova sua fé na humanidade. Luta todos os dias por seus sonhos, adormece em meio a perguntas sem respostas e desperta com o sussurro das manhãs em seu ouvido, mais um dia perfeito para celebrar o imenso mistério de estar vivo.

Ela equilibra em si cultura e natureza, movendo-se bela e poética entre os dois extremos da humana condição. Ela é rara, sim, mas não é uma aberração, um desvio evolutivo. Pelo contrário: ela é a mais arquetípica e genuína expressão da feminilidade, a eterna celebração do sagrado feminino. Ela está aí nas ruas, todos os dias. A mulher selvagem ainda sobrevive em todas as mulheres mas a maioria tem medo e a mantém enjaulada. Ela é o que todas as mulheres são, sempre foram, mas a grande maioria esqueceu.

Felizmente algumas lembraram. Foram incompreendidas, sim, mas lamberam suas feridas e encontraram o caminho de volta à sua própria natureza. Esta crônica é uma homenagem a ela, a mulher selvagem, o tipo que fascina os homens que não têm medo do feminino. Eles ficam um pouco nervosos, é verdade, quando de repente se vêem frente a frente com um espécime desses. Por isso é que às vezes sobem correndo na primeira árvore. Mas é normal. Depois eles descem, se aproximam desconfiados, trocam os cheiros e aí... Bem, aí a Natureza sabe o que faz.

Ricardo Kelmer é escritor, letrista e roteirista e mora no Rio de Janeiro, Terra, 3a. pedra do Sol

terça-feira, 24 de julho de 2007


Educar Pra Proteger - Um futuro SEGURO para nossos jovens
Daniela Duarte

O projeto Educar para Proteger foi desenvolvido pelo Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo (Sincor-SP) e foi trazido para o Rio de Janeiro. Estudantes de ensino médio de escolas públicas e particulares do Rio, vão receber a partir de março formação educacional sobre seguro.

A expectativa é que, até o final de 2007, cerca de 30 mil estudantes tenham participado do projeto que faz parte do programa Cultura do Seguro, onde corretores e profissionais do setor atuam como agentes multiplicadores nas escolas.

Através de uma parceria com o Sincor-RJ, Sindiseg-RJ e a Fenaseg, o Projeto Educar pra Proteger deseja formar no jovem estudante uma consciência da importância em se ter um seguro incluso no seu planejamento familiar. O Projeto conta com a participação ativa dos Multiplicadores, que são corretores e securitários voluntários.

Ao todo foram 6 oficinas interativas nesse primeiro semestre que contaram exibição de filme institucional. O Multiplicador é o principal difusor do programa, o realizador que materializa o programa e abre caminhos em campo prospectando novas escolas. O foco dos multiplicadores está em valorizar a Cultura do Seguro. E como conseqüência ocorre também a valorização do profissional do seguro.

“Atualmente, o seguro mais conhecido pelo brasileiro é o de automóvel, mesmo assim, apenas aproximadamente 30% da frota nacional de automóveis possui seguro. Então, nossa esperança é gerar cada vez mais, MASSA com conhecimento em seguros, pois assim mais pessoas estarão se protegendo adquirindo seguro. Sem duvidas, é um projeto de longo prazo.” Joaquim Cunha - Securitário (Seguradora: Tokio Marine)

“Tornei-me um voluntário porque acredito no projeto. Disseminar a cultura
de seguros nas escolas é um passo importante para que os jovens venham a
conhecer e se interessar pelo produto, ainda que futuramente.”
Carlos Renato Campos Ramos – Corretor da Volseg Seguros


Para maiores informações:

Ademildo Costa
Sindicato dos Corretores de Seguro
Coordenador do Programa e Gestor de Campo
Email: culturadoseguro@sincor-rj.org.br
Edson - assistente
culturadoseguro@sincor-rj.org.br
Fone: 2233-5900

sexta-feira, 22 de junho de 2007


TV PÚBLICA

21/06/2007 Auditório da Faculdade Pinheiro Guimarães

com: prof. Paulo Garritano

convidados: Lavínia Ferrolho – TVE
Cristiano Menezes – Radiobrás


TV Pública no Brasil: Um projeto real, ou uma TV Estatal disfarçada?

Por Daniela Duarte

Cristiano Menezes (Radiobrás) tem sérias dúvidas de que a TV que estão querendo implantar no Brasil com o nome de Pública seja realmente pública e não uma TV Estatal maquiada. Já Lavínia Ferrolho da TVE pensa diferente. Como uma integrante da Comissão que discute como deverá ser formatada essa TV aqui no Brasil, vê a possibilidade de uma TV mais democrática, voltada à cultura, educação e projetos de qualidade.

O que se questiona é como será possível uma TV Pública que tem suas bases administrativas no governo. O correto seria uma TV cujos recursos partissem da iniciativa privada somando-se ao governo, tanto administrativa quanto economicamente.

E paira no ar a dúvida quanto a autonomia que os profissionais terão ou não atuando nessa TV. Pois existe hoje uma briga para que a cabeça de rede permaneça na cidade do Rio de Janeiro e não em Brasília.

A comissão (formada por jornalistas e profissionais de comunicação) que se engaja na busca de uma TV mais democrática, ainda é otimista e acredita que será perfeitamente possível manter uma fusão equilibrada, “a comissão discute o que será essa TV”, afirma Lavínia. Por outro lado, Cristiano Menezes indaga: “eu questiono o nome “Pública”, ela não pode ser do governo, tem que ter uma diretoria administrativa desvinculada do mesmo como é a BBC”.

A principal dúvida que paira no ar é se a TV Pública será regionalizada, ou se as pautas virão de Brasília perdendo-se o foco no cidadão e gerando uma suspeita de TV Estatal pura e simplesmente.

Lavínia retruca: “A intenção é que a presidência e o conselho administrativo não tenham vínculo nenhum com o governo, para haver uma continuidade e sem influências políticas” e frisa, “essa é a intenção”. Mas quando perguntada pela aluna Fabíola Mattos sobre como será a articulação de acordos sem o trânsito livre no senado, partindo-se da premissa de desvinculação ao poder público; Lavínia não pôde dar respostas completas.

Paulo Garritano acrescenta: “O governo é proibido de dar concessão a ele próprio, segundo a legislação”, então o temor é justamente o de se criar uma TV com o nome “Pública”, de essência Estatal.


Boatos – Conversa no avião

Dizem por aí que o embrião da idéia de uma TV Pública no Brasil, teria surgido num avião onde estavam presentes: Lula e Sarney no ano de 2004. E Sarney teria dito a Lula: “o Chavez está fazendo uma TV para a América Latina, com intenção de ocupar o espaço igual a CNN, você precisa fazer o mesmo!” E Lula teria respondido: “Vou falar com o pessoal da RadioBrás!” E financiar o projeto pelo Itamaraty.

E a dúvida paira no ar!


Cristiano faz um breve histórico sobre o trabalho e a política na Rádio Nacional (onde trabalhou por vários anos).

Cristiano Menezes foi convidado recentemente pelo governo Lula à participação na revitalização da Rádio Nacional. Um projeto firmado entre o governo e a Petrobrás, onde foram investidos 2 milhões e 400 mil em realizações de projetos, equipamentos, obras etc.

Atuou na Rádio (um ícone na história) quando a mesma ainda era a maior rede de comunicação do Brasil. Consolidando a cultura popular, a rádio Nacional atravessou décadas. A captação dos recursos era feita por meio de anúncios que eram reinvestidos em melhorias e expansão. Foi uma das 5 maiores do mundo e segundo Cristiano, poderia ser hoje uma BBC, pois o objetivo era se tornar uma TV Pública. Idéia que foi abortada na época por Juscelino Kubitschek por suposta pressão de Chateubriand.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

RELACIONAMENTO ABERTO - por Danny Doo



RELACIONAMENTO ABERTO


“As índias lésbicas sexagenárias, são menos bizarras que nossa vil sociedade contemporânea”.

Estou lendo 2 livros ao mesmo tempo. Um deles “Lendo Lolita em Teerã” - de Azar Nafisi (esse me foi recomendado por um professor) fala de uma professora que vive em Teerã República Islâmica do Irã e compartilha experiências pessoais com alunas, através de literaturas em sua casa de forma clandestina, pois o regime não permite nenhum tipo de pensamento contrário ao padrão instituído.

O segundo livro (este eu já desejava ler a mais tempo) é: “ O nome da Rosa” de Umberto Eco, um dos mais importantes teóricos da comunicação de massa.

O mais engraçado é que conforme as leituras avançam, fui notando forte semelhança entre os livros.

Violências sexuais, conflitos religiosos e como uma das capas traz escrito: “...o nome da Rosa, uma parábola sangrenta e patética da história da humanidade”.

Isso tudo me pegou de surpresa!

Primeiro porque não fazia idéia que ambas literaturas tratassem de temas tão pesados.
Ambos os títulos me traziam uma idéia tão diferente da expressa no conteúdo.

O que isso tem a ver com o título da crônica “Relacionamento aberto”? Você deve estar se perguntando. A expressão”relacionamento aberto” a princípio parece algo... bonito não?

No livro “lendo Lolita em Teerã”, algo muito inusitado acontece. A professora e suas alunas que secretamente lêem o romance de Nabokov “Lolita”, desconstroem aos poucos a imagem predominante na obra, trazendo à tona questões preocupantes e até similares a realidade em que elas mesmas vivem por baixo dos véus. Pedofilia gerada por pessoas aparentemente “de bem” e vidas de meninas sendo destruídas. E como se não bastasse, o agressor além de abusar sexualmente distorce a realidade ao ponto de romancear o que na realidade se trata de estupro.

Pois é, assunto pesado.

Em “O nome da Rosa” o cenário (esse já ficcional) retrata algo bem similar mas agora tudo é vivido num mosteiro.

Em nossa sociedade ocidental temos vivido um novo conceito de relacionamento. Que ganha visibilidade através dos sites de relacionamento. Onde algumas pessoas divulgam explicitamente que tem um relacionamento aberto, ou melhor: é alguém que já tem um relacionamento (namoro, noivado, ou até casamento) mas que está disponível eventualmente para outros relacionamentos. E isso se estende para o campo real ultrapassando a propaganda virtual. É uma realidade antiga, mas agora escancarada.

Como diria minha avó: “Na minha terra isso tem outro nome”. E é palavrão...

Esses dias, perguntei a um professor (de jornalismo) em que momento podemos dar opinião (em textos). Já que em reportagem geralmente o texto deve ser objetivo e sem a opinião do jornalista. Enfim... Descobri que posso fazê-lo através de crônicas e artigos. Coisa que amo! Deu para notar não é... (risos).

Algumas pessoas publicam o que pensam, mas usam pseudônimos. Eu prefiro que saibam minha posição em relação a algumas coisas, pois além de me conhecerem melhor, não corro tantos riscos de receber propostas que terei de recusar. Outra coisa bacana de saberem que o texto é seu, é que você fica com a consciência mais leve...

Mas não podemos ultrapassar o limite do bom senso e nem do senso de perigo.
Botar o dedo na cara de bandido é pra gente muito confiante, tô fora. Tenho teto de vidro, e não peito de aço...
E a única bala que gosto de ver de perto é jujuba... e da colorida!

É apenas um texto para reflexão...