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sábado, 21 de junho de 2008

Militantes do Rock




TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO DE DANIELA DUARTE

Projeto em Rádio: Militantes do Rock
Tema: Rock e Política

Entrevista com Luiz Antonio Mello (Rádio Fluminense FM - Maldita) e Roger (Ultraje a Rigor

Orientação: André Luiz Cardoso
Banca examinadora: Henrique Motta e Flávio Nehrer

16/06/2008

Faculdade Pinheiro Guimarães - Rio de Janeiro

http://dannydoo.files.wordpress.com/2008/06/projetofinal-militantesdorock.pdf

sexta-feira, 22 de junho de 2007


TV PÚBLICA

21/06/2007 Auditório da Faculdade Pinheiro Guimarães

com: prof. Paulo Garritano

convidados: Lavínia Ferrolho – TVE
Cristiano Menezes – Radiobrás


TV Pública no Brasil: Um projeto real, ou uma TV Estatal disfarçada?

Por Daniela Duarte

Cristiano Menezes (Radiobrás) tem sérias dúvidas de que a TV que estão querendo implantar no Brasil com o nome de Pública seja realmente pública e não uma TV Estatal maquiada. Já Lavínia Ferrolho da TVE pensa diferente. Como uma integrante da Comissão que discute como deverá ser formatada essa TV aqui no Brasil, vê a possibilidade de uma TV mais democrática, voltada à cultura, educação e projetos de qualidade.

O que se questiona é como será possível uma TV Pública que tem suas bases administrativas no governo. O correto seria uma TV cujos recursos partissem da iniciativa privada somando-se ao governo, tanto administrativa quanto economicamente.

E paira no ar a dúvida quanto a autonomia que os profissionais terão ou não atuando nessa TV. Pois existe hoje uma briga para que a cabeça de rede permaneça na cidade do Rio de Janeiro e não em Brasília.

A comissão (formada por jornalistas e profissionais de comunicação) que se engaja na busca de uma TV mais democrática, ainda é otimista e acredita que será perfeitamente possível manter uma fusão equilibrada, “a comissão discute o que será essa TV”, afirma Lavínia. Por outro lado, Cristiano Menezes indaga: “eu questiono o nome “Pública”, ela não pode ser do governo, tem que ter uma diretoria administrativa desvinculada do mesmo como é a BBC”.

A principal dúvida que paira no ar é se a TV Pública será regionalizada, ou se as pautas virão de Brasília perdendo-se o foco no cidadão e gerando uma suspeita de TV Estatal pura e simplesmente.

Lavínia retruca: “A intenção é que a presidência e o conselho administrativo não tenham vínculo nenhum com o governo, para haver uma continuidade e sem influências políticas” e frisa, “essa é a intenção”. Mas quando perguntada pela aluna Fabíola Mattos sobre como será a articulação de acordos sem o trânsito livre no senado, partindo-se da premissa de desvinculação ao poder público; Lavínia não pôde dar respostas completas.

Paulo Garritano acrescenta: “O governo é proibido de dar concessão a ele próprio, segundo a legislação”, então o temor é justamente o de se criar uma TV com o nome “Pública”, de essência Estatal.


Boatos – Conversa no avião

Dizem por aí que o embrião da idéia de uma TV Pública no Brasil, teria surgido num avião onde estavam presentes: Lula e Sarney no ano de 2004. E Sarney teria dito a Lula: “o Chavez está fazendo uma TV para a América Latina, com intenção de ocupar o espaço igual a CNN, você precisa fazer o mesmo!” E Lula teria respondido: “Vou falar com o pessoal da RadioBrás!” E financiar o projeto pelo Itamaraty.

E a dúvida paira no ar!


Cristiano faz um breve histórico sobre o trabalho e a política na Rádio Nacional (onde trabalhou por vários anos).

Cristiano Menezes foi convidado recentemente pelo governo Lula à participação na revitalização da Rádio Nacional. Um projeto firmado entre o governo e a Petrobrás, onde foram investidos 2 milhões e 400 mil em realizações de projetos, equipamentos, obras etc.

Atuou na Rádio (um ícone na história) quando a mesma ainda era a maior rede de comunicação do Brasil. Consolidando a cultura popular, a rádio Nacional atravessou décadas. A captação dos recursos era feita por meio de anúncios que eram reinvestidos em melhorias e expansão. Foi uma das 5 maiores do mundo e segundo Cristiano, poderia ser hoje uma BBC, pois o objetivo era se tornar uma TV Pública. Idéia que foi abortada na época por Juscelino Kubitschek por suposta pressão de Chateubriand.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

RELACIONAMENTO ABERTO - por Danny Doo



RELACIONAMENTO ABERTO


“As índias lésbicas sexagenárias, são menos bizarras que nossa vil sociedade contemporânea”.

Estou lendo 2 livros ao mesmo tempo. Um deles “Lendo Lolita em Teerã” - de Azar Nafisi (esse me foi recomendado por um professor) fala de uma professora que vive em Teerã República Islâmica do Irã e compartilha experiências pessoais com alunas, através de literaturas em sua casa de forma clandestina, pois o regime não permite nenhum tipo de pensamento contrário ao padrão instituído.

O segundo livro (este eu já desejava ler a mais tempo) é: “ O nome da Rosa” de Umberto Eco, um dos mais importantes teóricos da comunicação de massa.

O mais engraçado é que conforme as leituras avançam, fui notando forte semelhança entre os livros.

Violências sexuais, conflitos religiosos e como uma das capas traz escrito: “...o nome da Rosa, uma parábola sangrenta e patética da história da humanidade”.

Isso tudo me pegou de surpresa!

Primeiro porque não fazia idéia que ambas literaturas tratassem de temas tão pesados.
Ambos os títulos me traziam uma idéia tão diferente da expressa no conteúdo.

O que isso tem a ver com o título da crônica “Relacionamento aberto”? Você deve estar se perguntando. A expressão”relacionamento aberto” a princípio parece algo... bonito não?

No livro “lendo Lolita em Teerã”, algo muito inusitado acontece. A professora e suas alunas que secretamente lêem o romance de Nabokov “Lolita”, desconstroem aos poucos a imagem predominante na obra, trazendo à tona questões preocupantes e até similares a realidade em que elas mesmas vivem por baixo dos véus. Pedofilia gerada por pessoas aparentemente “de bem” e vidas de meninas sendo destruídas. E como se não bastasse, o agressor além de abusar sexualmente distorce a realidade ao ponto de romancear o que na realidade se trata de estupro.

Pois é, assunto pesado.

Em “O nome da Rosa” o cenário (esse já ficcional) retrata algo bem similar mas agora tudo é vivido num mosteiro.

Em nossa sociedade ocidental temos vivido um novo conceito de relacionamento. Que ganha visibilidade através dos sites de relacionamento. Onde algumas pessoas divulgam explicitamente que tem um relacionamento aberto, ou melhor: é alguém que já tem um relacionamento (namoro, noivado, ou até casamento) mas que está disponível eventualmente para outros relacionamentos. E isso se estende para o campo real ultrapassando a propaganda virtual. É uma realidade antiga, mas agora escancarada.

Como diria minha avó: “Na minha terra isso tem outro nome”. E é palavrão...

Esses dias, perguntei a um professor (de jornalismo) em que momento podemos dar opinião (em textos). Já que em reportagem geralmente o texto deve ser objetivo e sem a opinião do jornalista. Enfim... Descobri que posso fazê-lo através de crônicas e artigos. Coisa que amo! Deu para notar não é... (risos).

Algumas pessoas publicam o que pensam, mas usam pseudônimos. Eu prefiro que saibam minha posição em relação a algumas coisas, pois além de me conhecerem melhor, não corro tantos riscos de receber propostas que terei de recusar. Outra coisa bacana de saberem que o texto é seu, é que você fica com a consciência mais leve...

Mas não podemos ultrapassar o limite do bom senso e nem do senso de perigo.
Botar o dedo na cara de bandido é pra gente muito confiante, tô fora. Tenho teto de vidro, e não peito de aço...
E a única bala que gosto de ver de perto é jujuba... e da colorida!

É apenas um texto para reflexão...

MINHA INFÂNCIA E O CINEMA! - por Danny Doo




MINHA INFÂNCIA E O CINEMA!


Hoje, domingo 28/05 assisti ao Cinema Paradiso no Cine Sesc da Marques de Abrantes...
Eu havia assistido há muitos anos atrás (era criança ainda) e não me recordava direito. Mas vê-lo aos 28 anos foi sem dúvida uma nova experiência...
Minha paixão pelo cinema começou muito cedo. Meu pai tinha um projetor quando eu tinha 2 anos de idade. Foi meu primeiro contato com a 7a arte! Aos 2 anos ver o Pernalonga em tamanho Max na parede de sua casa, não é pra qualquer um. O equipamento não era caro e meu pai não é cineasta. Mas por algum motivo aquilo marcou a minha vida.


Trabalhei numa produtora de Audiovisual em 2000, mas era recepcionista. Tive pouco contato com produção, mas conheci muito ator, atriz, locutores e diretores. E até auxiliava internamente na busca das coisas mais estranhas e necessárias numa produção. Desde 500 garrafas de cerveja Muller sem rótulo a bujigangas mil! Eu amei a experiência, apesar de não ter tido tanta oportunidade de por a mão na massa de verdade!


Fiz uma oficna de vídeo digital pela Kinnoforum (um órgão importante relacionado ao audivisual) e patrocinado pela Petrobrás.
Mas voltando ao Cinema Paradiso, senti muita emoção ao vivenciar coisas similares em minha vida! A paixão de infância do garotinho e sua persistência! Apesar de eu não estar estudando cinema (e sim jornalismo), gosto muito de comunicação social e meu plano futuro é me especializar em roteiros e quem sabe um dia... produção!


Sonha Dannyzinha... Sonha!!! Sonhar faz bem! E é de graça não é mesmo???


Estou de olho num tal curso de teatro aqui pertinho de casa (no Catete), me disseram que em um ano se tira o tal D.R.T. profissional.
Pois é... Estou tentando trilhar por um caminho lento e persistente. Com focos bem definidos. A Cora-Coralina começou a escrever e ficar famosa aos... 60 anos??? CARACA!!! Fou um tempo de maturação para atingir o êxito! Acredito nisso! Precisamos ir amadurecendo aos poucos e "tuudoo" é uma questão de tempo...


Se tiver que ser, será! E quem tem coragem de duvidar???
Se Deus permitir, não só viverei como atingirei meu sonho!!! E tenho outros sonhos possíveis também, mas esses já no campo pessoal. Talvez mais complicados... (risos)


Esses dias assistindo uma peça de teatro sobre o João do Vale (compositor famoso maranhense), ouvi uma música sobre o Carcará, um pássaro meio águia e meio urubu (?):
"Carcará, cata, mata e come! Carcará, não vai morrer de fome! Carcará: mais coragem do que homem!!! Obstinado esse Carcará hein... Gostei!!!!
Paradiso... Paraíso em italiano! Através do cinema experimentamos todo tipo de emoção, sem ao menos precisar vivê-las... Que será? covardia ou válvula de escape??

Entretenimento ou Paixão??? Seria um pouco disso tudo...
Uma vida é pouco! No cinema podemos experimentar, mudar, começar tuudo de novo. E consertar as coisas de um jeito diferente... Sem dúvida uma ilusão! Mas é uma ótima forma de expressar sentimentos, pensamentos e vivenciar emoção!


Forte abraço,
Danny Doo