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quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

SUA GRAÇA ME BASTA! - revista STATTO

 


Ao longo da história da humanidade, reinos se levantaram e caíram…. Verdadeiros impérios que pareciam eternamente duradouros chegaram ao seu fim. E ainda assim vivemos como se nossas vidas, tudo que nos cerca fosse a única realidade existente.

Épocas passadas, eras futuras, tudo é muito impressionante se olharmos sob o ponto de vista de nossa finitude!

Reinos, impérios, dinastias, governos, são todos temporários. E em meio a essa história cronológica da humanidade tivemos um marco importante, inusitado, que aponta para outro reino que não é terrestre.

Esse marco fez o calendário mudar, com as iniciais A.C e D. C. e o mais impressionante é que não se trata de um reino limitado a riquezas, poder, status, coisas “desse mundo”.

Muitos questionam sua vinda, outros o comparam a outros mestres e líderes da humanidade. Mas só ELE foi impactante o suficiente para gerar essa quebra no tempo cronológico da história.

Não estou falando de religião, defendendo placas, denominações, coisas de homens…. Estou apontando para sua fala, sua mensagem. O seu legado aqui neste mundo!

Agora no mês de dezembro celebramos sua vinda ao mundo dos homens, seu nascimento. Mas seus feitos não se limitam a essa data, ele cresceu, morreu e ressuscitou!

“VEIO PARA O QUE ERA SEU, E OS SEUS NÃO O RECEBERAM. MAS, A TODOS QUANTOS O RECEBERAM, DEU-LHES O PODER DE SEREM FEITOS FILHOS DE DEUS, A SABER, AOS QUE CREEM NO SEU NOME, OS QUAIS NÃO NASCERAM DO SANGUE, NEM DA VONTADE DA CARNE, NEM DA VONTADE DO HOMEM, MAS DE DEUS.” –  JOÃO 1:11-13

O que isso quer dizer? A princípio ELE viria para “seu povo”, os judeus, mas estes não o reconheceram como o Messias. E o inesperado aconteceu: ELE veio também para os gentios (todos que não faziam parte dessa nação de Israel, povo hebreu), ou seja, todos nós!

Esses dias tenho assistido a minissérie “Terra Prometida” disponível no Netflix e é impressionante como o cenário, as vestes, atuação dos atores, nos transportam para outra época (antigo testamento no caso). E é impressionante ver como esse povo presenciou inúmeros milagres, vistos as claras e não de forma subjetiva. E mesmo assim muitos não creram na promessa, eram murmuradores, perdiam tempo com brigas e disputas inúteis.

Ou seja, presenciar milagres, ver a ação de Deus, não nos isenta de passarmos por dificuldades. Porém não isenta também da responsabilidade de fazermos uma escolha no dia-a-dia mesmo.

Sempre que ao invés de agradecermos pelo pão de cada dia, pela saúde dos filhos, do cônjuge e etc., decidirmos reclamar de tudo, estamos fazendo uma escolha.

E como aquele povo no deserto, poderemos ficar “rodando em círculos” e perdermos o melhor desta vida, que é vivê-la sabendo que temos um Ser Superior, um Deus, que olha por nós!

Abaixo vou transcrever a letra de uma música que se você puder ouvir no Youtube, sei que será tocado de forma poderosa em seu íntimo!

O Que Sua Glória Fez Comigo

Fernanda Brum

Link: https://www.youtube.com/watch?v=9fZph9kZkgM

“Eu me rasgo por inteiro
Faço tudo, mas vem novamente
Eu mergulho na mirra ardente
Mas peço que tua presença aumente

Aumenta Senhor, aumenta Senhor

Aumenta, Senhor, o fogo em nós
Acende o fogo em nós, Senhor

Eu me rasgo por inteiro
Faço tudo, mas vem novamente
Eu mergulho na mirra ardente
Mas peço que tua presença aumente

E se eu passar pelo fogo, não temerei
Na tua fumaça de glória eu entrarei
Longe do Santo dos Santos não sei mais viver

Quem já pisou no Santo dos Santos
Em outro lugar não sabe viver
E onde estiver clamará pela glória
A glória de Deus

Quem já pisou no Santo dos Santos
Em outro lugar não sabe viver
E onde estiver clamará pela glória
A glória de Deus

Diga assim comigo
Glória, glória, glória, glória
Diga santo, diga Santo, Santo
Santo, Santo, Santo…”

Que a maravilhosa graça de nosso Senhor e Salvador JESUS cristo SEJA com todos vós!

FELIZ NATAL!


extraído: SUA GRAÇA ME BASTA! | Revista Statto

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BLOG DANIELA DUARTE

http://duartehousecomunicacao.blogspot.com


quinta-feira, 25 de junho de 2020

ENTREVISTA COM VITELIO BRUSTOLIN - Revista STATTO




PHD em estratégia e desenvolvimento de políticas públicas. É Lemman Fellow, tem pós-doutorado em Harvard, nas áreas de Defesa e Segurança Cibernéticas.  E veja como foi sua incrível trajetória de Erechim (RS – Brasil) à Cambridge (EUA)!
Possui formação em Ciências Jurídicas (Direito) e Ciências Sociais. É Mestre e Doutor em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento. Concluiu o pós-doutorado em Harvard, nas áreas de Defesa e Segurança Cibernéticas. Professor de Estudos Estratégicos, Direito das Relações Internacionais e Organizações Internacionais no INEST-UFF (Universidade Federal Fluminense). Recebeu bolsa de pesquisa da Capes para o Pós-doutorado em Harvard. É Lemman Fellow.  Atua, também, como consultor ad hoc do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) para a Presidência do Brasil.
Conte-nos um pouco sobre quem é o Vitelio, família, infância, amigos. E de como foi sua incrível trajetória de Erechim (RS) à Cambridge (EUA)?
Essa é uma pergunta ampla. Um grande amigo e mentor costuma repetir o adágio de que nunca somos os melhores juízes de nós mesmos. Acho que ele tem razão. Nasci em Erechim, uma cidade de 100 mil habitantes, na Serra Gaúcha. Meu pai era militar e costumava ser transferido com frequência. Fazia parte da carreira dele. Quando eu completei 10 anos, nós já tínhamos mudado de cidade umas oito vezes. Por causa disso, foi difícil manter os amigos durante a infância. Acho que fui aprendendo um pouco com cada lugar, com cada nova escola. O meu único irmão, Renan, nasceu quando eu tinha 9 anos. Nossos pais trabalhavam muito e, por isso, fui como um segundo pai para ele. Comecei a trabalhar formalmente aos 14. Trabalhava todas as manhãs e tardes, pegava um ônibus e fazia 30 quilômetros para estudar em outra cidade, às noites. Publiquei o primeiro livro aos 20. Nunca a minha assinatura tinha tido qualquer importância. O livro a tornou relevante. As pessoas liam O Anjo Rebelde, uma obra de 200 páginas, em dois dias. E vinham pedir autógrafo. Aprendi que as minhas ideias tinham valor. Comercial, mas também intelectual e emocional. Até hoje o livro vende bastante e tenho medo de nunca mais escrever algo que faça tanto sentido. Me formei aos 21 e, no mesmo ano, me mudei sozinho para o Rio de Janeiro. Sem parentes, sem nunca ter estado naquela cidade; com pouco dinheiro. Tinha passado em concursos públicos no Sul. Renunciei para ficar no Rio. Trabalhei duro. Estudei mais. Fiz mestrado. Chegava, quase sempre, cansado às aulas, após ter virado as noites lendo. Passei em mais alguns concursos. Fiz doutorado. Ralei muito. Fui aceito em Harvard. Passei no concurso para professor-doutor da UFF. Fui selecionado para ser professor de Columbia, em Nova York. Comecei a prestar consultoria científica para o governo do Brasil. Voltei para Harvard para fazer pós-doutorado e para lecionar. Atualmente mantenho o vínculo com Harvard e com a UFF.
Você recebeu o Prêmio Shinagel por Melhor Artigo, pela Universidade de Harvard. Conte-nos um pouco sobre seu artigo?
Foi há 7 anos e eu estava ainda no doutorado. Tinha ganhado uma bolsa para Harvard, após competição internacional para ser aceito e competição nacional a fim de conseguir recursos para cobrir as despesas. Cambridge é um dos lugares mais caros dos Estados Unidos e os custos sempre foram altos, especialmente no entorno da Harvard Square. O artigo foi escrito em inglês e tratava sobre como esse idioma se tornou o “latim” da nossa era, sendo adotado como o idioma da ciência, assim como o latim o havia sido, no passado. Quando saiu o resultado, eu percebi que tudo seria possível, mesmo para um rapaz saído do interior do Rio Grande do Sul. O Prêmio me rendeu uma bolsa complementar de estudos e uma viagem por locais importantes da Nova Inglaterra. No dia em que recebi o Prêmio, postei uma foto nas mídias sociais, agradecendo ao nosso País: “Uma oportunidade de retribuir ao Brasil pelo apoio aos meus estudos no exterior. Vamos ganhar mais prêmios, desenvolver mais a ciência e construir uma realidade melhor, brasileiros!”
Como pesquisador pelo IPEA, seu trabalho de consultoria foi para a Presidência do Brasil, nos anos de 2014 e 2015. Poderia nos dizer como foi para você em termos de resultados? Foi o que esperava?
Essa pesquisa foi conduzida por oito cientistas brasileiros, selecionados em edital de concorrência nacional. Fiquei muito feliz quando vi o meu nome no Diário Oficial, entre os oito. Foi uma experiência importante, pois eu havia apenas concluído o doutorado e já tinha a possibilidade de retribuir um pouco ao País por ter investido nos meus estudos. O time de cientistas era brilhante. Todos se tornaram meus amigos. Juntos mapeamos a Base Industrial de Defesa do Brasil. Foi o primeiro e único mapeamento governamental da BID feito no País. Fomos visitar chão de fábrica, conversar com empresários, entrevistá-los, em vários estados do Brasil, nas empresas que escolhemos. Analisamos dados privilegiados, das bases de dado do governo. Fizemos pesquisa de ponta. O resultado é um livro de quase mil páginas, que vem influenciando pesquisas e políticas públicas industriais. Ele está disponível, para acesso gratuito aqui: https://scholar.harvard.edu/brustolin/pub
Como é seu trabalho na Brustolin Intelligency & Strategy, empresa fundada em 2015 e que está sob sua direção?
A Brustolin Intelligence & Strategy é uma empresa especializada em análise estratégica, projeção de cenários e capacitação profissional nas áreas de Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento. Dentre alguns clientes e trabalhos realizados, destaca-se a Marinha do Brasil, através de uma consultoria para a análise estratégica de contratos de offset para a aquisição de tecnologias. Os projetos envolvidos nessa consultoria para a Marinha foram de alta tecnologia, como o submarino nuclear brasileiro e o Sistema de Monitoramento da Amazônia Azul. Também prestamos serviços para a Força Aérea do Brasil, com a capacitação de oficiais sobre questões políticas e orçamentárias na Defesa Nacional. Além disso, prestamos serviços para outras instituições de renome, dentre as quais, Columbia University, Fudanção Ezute e IBMEC.
O Programa de Talentos Lemann Fellowship é a principal iniciativa da Fundação Lemann, que contribui com a formação de pessoas de alto potencial, comprometidas com o desenvolvimento do Brasil e com a superação de nossos principais desafios sociais. Como tem sido fazer parte dessa Rede?
A Fundação Lemann vem apoiando as minhas pesquisas desde o doutorado. Me concederam uma bolsa de estudos complementar em Harvard. Além disso, em 2018 e 2019, me ajudaram com recursos para obter dados para a pesquisa de pós-doutorado em Harvard, na área de Defesa e Segurança Cibernéticas. Sempre que posso, participo dos encontros da Fundação. O Jorge Paulo Lemann é muito ativo e, às vezes, tenho a oportunidade de lhe perguntar algo ou lhe pedir algum conselho. Lembro que ele me cumprimentou pessoalmente quando soube que eu lecionaria em Columbia. A Rede Lemann é composta por pessoas inspiradoras. Algumas vieram de lugares distantes – até mais que, a minha querida Erechim. A maioria dessas pessoas são jovens talentos, que conseguiram chegar nas melhores universidades do mundo através de muito esforço e indo contra a corrente das dificuldades. Considero muito importante o trabalho que a Fundação promove, de filantropia. Esse é um conceito que está começando a amadurecer no Brasil, mas que já tem dado muito certo no mundo todo.
Sua formação é muito robusta. Você se dedica bastante à sua formação. Consegue tempo para lazer, sair com os amigos? Quais suas atividades favoritas para relaxar?
Eu sou um cara bem simples. Faço piadas bobas. Falo com todo mundo. Encontro com os meus amigos sempre que posso, e mudo de assunto quando as conversas ficam muito científicas ou técnicas. Procuro relaxar, porque nessa profissão, a gente trabalha muito. Sobre as atividades, durante os dois últimos invernos em Cambridge, precisei começar a meditar, porque as temperaturas, que chegam a 30 graus abaixo de zero, e as nevascas, tornam a vida bem difícil. Algo parecido com o isolamento que muitos estão precisando fazer agora. Também por conta disso, comecei a pegar mais pesado com a musculação, indo à academia todos os dias. Os exercícios me ajudam a manter o equilíbrio. A ciência demonstra que os gregos e romanos estavam certos sobre o conceito de “mens sana in corpore sano”. O cérebro é uma parte importante do corpo; ele funciona melhor quando nos exercitamos. Eu costumava correr, mas depois de uma lesão no joelho, passei a pedalar. Procuro andar de bicicleta todos os dias. Já fiz natação, canoagem, e outras atividades, mas atualmente ciclismo e musculação são os meus principais esportes. Com o isolamento, tenho malhado com elásticos e pedalado com um bike trainer, dentro de casa. Sinto falta de sair cedo com a bicicleta e ver o sol nascer, mas tenho meditado mais cedo, por conta dessa impossibilidade.
Recentemente você teve a publicação de um artigo científico – sobre a conceituação de guerra, guerrilha e terrorismo – na Revista da EGN, artigo este que segundo você, tomou muitos meses de trabalho, dedicados a ler Clausewitz em alemão, inglês e português. Já está tendo a resposta que esperava, por parte de colegas da mesma área? Fale-nos um pouco sobre o tema.
Esse artigo científico demandou dois anos de trabalho. Primeiro foi necessário ler a imensa obra “Vom Kriege”, de Clausewitz em alemão, inglês e português. As ideias de Clausewitz foram, então, contrastadas com descobertas científicas recentes sobre o comportamento de animais sociais, com foco nos seres humanos (perspectivas arqueológicas e antropológicas: Azar Gat; perspectivas políticas e tecnológicas: Jared Diamond; perspectivas biológicas e comparativas: Frans De Waal). Essa metodologia foi empregada para formatar a conceituação de terrorismo e a sua diferenciação de guerra e de guerrilha, já que a definição desses fenômenos tem sido um problema para a ciência, as relações internacionais e os sistemas jurídicos há décadas. O artigo está todo em inglês estadunidense. Ele tem sido bem recebido no meio acadêmico. Espero que essa contribuição ajude Estudos Estratégicos, Relações Internacionais, Direito Internacional e outras áreas do conhecimento a avançarem. É o terceiro artigo científico deste ano. Dois deles estão com a publicação atrasada, por conta da pandemia. Estou trabalhando em mais dois. O artigo pode ser acessado, gratuitamente, aqui: https://academia.edu/resource/work/42296865
Conte-nos sobre sua experiência em Harvard. Além de ter feito o pós-doutorado você também leciona lá?
O meu vínculo com Harvard tem foco em pesquisa científica, mas venho tendo a oportunidade de lecionar algumas classes, ao longo desses anos. Acho engraçado que alguns dos meus alunos internacionais prefiram ter aulas comigo do que com alguns colegas estadunidenses, porque acham o meu inglês mais fácil de entender. A pronúncia do inglês na região de Boston é muito marcada pelo sotaque local. Além disso, o fato de a pronúncia do idioma nos Estados Unidos ser mais rápida e peculiar do que o inglês britânico, também acaba dificultando a vida de muitos estudantes internacionais em seus primeiros meses ou anos em Harvard. No mais, são alunos maravilhosos, empenhados, interessados em aprender e evoluir. Querem fazer o seu tempo ali valer a pena para as suas vidas. Acho que as abordagens que temos em Harvard e nas universidades de ponta no Brasil não são muito diferentes, pelo menos nas áreas em que trabalho. Há mais recursos físicos e de infraestrutura em Harvard, mas os melhores alunos são bons em qualquer lugar.
Eu gosto muito de Earl Nigntingale, e li recentemente uma citação dele em sua rede social que diz: “Nunca desista de um sonho por conta do tempo que vai levar para alcançá-lo. O tempo vai passar de qualquer forma”. Quais são seus pensadores, escritores ou mestres favoritos?
Essa pergunta vai ser difícil de responder. Eu tive uma infância e uma adolescência em um lugar frio. Meus pais tinham uma pequena biblioteca. Sempre li muito. Descobri Platão quando ainda era pré-adolescente. Fiquei fascinado por Apologia de Sócrates, o Banquete e a República. Cheguei a escrever uma peça de teatro sobre o julgamento de Sócrates. Descobri Nietzsche quanto tinha uns 13 ou 14 anos. A visão dele de mundo mexeu muito comigo. Zaratustra, Para Além do Bem e do Mal, Genealogia da Moral, enfim, quase tudo o que ele escreveu, mas principalmente o conceito de “além-homem”, ou “Übermensch”, no alemão. Na literatura, os russos foram determinantes. Crime e Castigo e Irmãos Karamazov, do Dostoievski, me influenciaram a fazer Direito. Guerra e Paz, do Tolstoy, me influenciou nos Estudos Estratégicos. Kafka, com suas 300 palavras em alemão e seu jeito de escrever Metamorfose, mudou a minha própria forma de escrever. Hemingway, com o seu estilo jornalístico de escrever literatura e seus incríveis o Velho e o Mar, o Sol também se Levanta, Por quem os Sinos Dobram. Mario Puzo, cujo Godfather eu li quatro vezes. Oscar Wilde, com o seu Retrato de Dorian Gray. Fernando Sabino, com o Encontro Marcado. Drummond e Fernando Pessoa, com quase tudo o que escreveram. Do Pessoa, gosto especialmente do que ele produziu sob o heterónimo de Alberto Caeiro. Shakespeare, Lovecraft, Guy de Maupassant, Guimarães Rosa, Clarice Lispector. Mario Quintana, cujo qual, alguns poemas sei recitar. Erico Verissimo com o Tempo e o Vento. Garcia Marquez, com Cem Anos de Solidão. Há tantos outros nomes, tantos outros textos. Para o meu trabalho atual, sem dúvida, Clausewitz e toda a corrente do realismo clássico são fundamentais: Colin Gray, Michael Howard, Peter Paret. Gosto do que o Stephen Hawking escreveu como divulgação científica, especialmente, Uma Breve História do Tempo e o Universo numa Casca de Noz. Azar Gat e Jared Diamond também são fundamentais. Descobri Harari há alguns anos. Presenteio meus amigos com o seu Sapiens, sempre que posso. Vou parar por aqui. Não quero cansar os leitores desta entrevista. Há muitas coisas boas para serem lidas, algumas delas são as obras que mencionei.
Eu o conheci pessoalmente por volta do ano de 2007, quando você atuava no Degase (Departamento Geral de Ações Sócio Educativas) do Rio de Janeiro. Na época eu fiz uma breve reportagem sobre o lugar. E gostaria de saber, com sua ampla vivência e contato com jovens, desde jovens em conflito com a Lei, até alunos de Harvard, o que acha que nós aqui no Brasil temos melhorado ou ainda temos muito a melhorar para a juventude em nosso país?
Trabalhei em muitos lugares e aprendi um pouco com cada um deles. A experiência de fazer um trabalho para ajudar pessoas em conflito com a Lei a se ressocializarem me transformou. Depois disso, cheguei a ser voluntário em uma ONG para ajudar pessoas com deficiência. Acho que acabei entendendo melhor a condição humana, as desigualdades e o sofrimento. A gente aprende um pouco todos os dias, estamos sempre evoluindo, tentando melhorar. Acredito que conhecer algumas realidades diferentes da minha me ajudou a me tornar um professor melhor. Já fui mais exigente. Quando fazemos um doutorado, somos obrigados a atender o mais alto grau de exigência. Somos cobrados por uma banca de doutores e nos cobramos muito. A realidade da sala de aula, no entanto, não pode ser inflexível. Há fatores e circunstâncias que nós, professores, desconhecemos na vida dos alunos. É preciso que se mantenha um nível de qualidade na formação que proporcionamos, mas é também necessário que haja compreensão e colaboração. Esse equilíbrio é difícil de ser alcançado e nem sempre acertamos, mas precisamos manter a humanidade e a humildade no que fazemos, caso contrário, as coisas perdem o sentido. Quanto a melhorar, há dados a respeito. Eles demonstram que, quando a Educação é priorizada, os países avançam. O Brasil se beneficiaria muito ao adotar essa diretriz.
Prof. Vitelio Brustolin, Ph.D. in Public Policy, Strategy and Development

domingo, 24 de maio de 2020

RESENHA DE SÉRIES: GREENLEAF



Greenleaf é uma série de drama de televisão americana, com 4 temporadas fortes e carregadas de suspense, controvérsias e até crimes e dramas familiares.
Criada por Craig Wright, e produzida por Oprah Winfrey e Lionsgate Television, também tem Clement Virgo atuando como produtor executivo e diretor. É estrelada por Keith David, Lynn Whitfield e Merle Dandridge.
A série mostra abertamente assuntos como: sexo, adultério, abuso e corrupção em uma mega igreja liderada pela família Greenleaf. Localizada na cidade de Memphis, às margens do Rio Mississipi.
Mas a trama traz um importante debate entre fé cristã e raça: a comunidade negra evangélica e o racismo nos EUA.
A hora da cura: Um funeral faz Grace (protagonista) retornar à propriedade da família 20 anos depois, onde ela descobre que um segredo antigo continua fazendo vítimas inocentes…
Essa série começa muito densa, pesada logo nos primeiros episódios. Embora o pano de fundo seja uma igreja evangélica, o mais chocante é perceber que esses problemas de ordem moral, mental e emocional da vida real, acontecem em qualquer entidade religiosa ou espiritualista (como visto nos noticiários de TV). E em qualquer família, independentemente de seu poder aquisitivo.
Cada personagem é um mundo à parte, que faz refletir seus medos, dramas e história de vida. E ao mesmo tempo, essas personagens se entrelaçam como na vida real.
O mais belo da história é percebido nas entrelinhas. Mesmo em meio a tantas controvérsias e sofrimento, é possível ter fé em uma mudança. E isso vai ocorrendo aos poucos, entre altos e baixos.
No final, entre mortos e feridos, sobra a família, a fé, a integridade em querer ser melhor, vista em personagens que não se esperava isso no início da trama.
É sem dúvida uma história fictícia polêmica e que procura mostrar evidências da realidade. Não muito recomendada para pessoas rigorosas ou melindrosas. Pois é uma trama que arranca a ferida sem anestesia.
É humana, é chocante, surpreendente!
E já está disponível na Netflix.

ENTREVISTA COM EMERSON, DA GALILLEU’S EMPREITEIRA - Revista STATTO


Nesse momento tão delicado em nosso país, convidamos o empreiteiro Emerson, da GALILLEU’S EMPREITEIRA (que nos respondeu por meio de sua assessoria), para um bate papo sobre possibilidades em meio à crise, exigências do público em geral, gestão de equipes e visão de futuro.
Quem é o empreiteiro Emerson? 
Meu nome de “batismo” é Alex Emerson da Silva, mas também sou chamado de Emerson Galilleus (ou Emerson Silva). Atuo em construção civil há mais de 20 anos. Atendendo todo tipo de cliente, desde obras residenciais à comerciais e industriais.
Quais as vantagens do cliente contratar uma empreiteira, ao invés de contratar vários profissionais individualmente para sua obra? Não sai mais caro?
A maior vantagem é ter uma obra melhor coordenada, com uma equipe que atua em várias frentes do mesmo projeto. E ter um gestor do trabalho desses profissionais. Por incrível que pareça, o “barato” de se contratar cada profissional individualmente, pode sair mais caro, por inúmeras razões. Desde atrasos no andamento dos serviços, até prejuízo com materiais e sem citar a má qualidade do serviço por não ter um supervisor técnico em campo.
Vocês estão no mercado há mais de 20 anos. Quais as principais diferenças do cliente atual para o público de antigamente?
A maior diferença que podemos notar, é que o cliente de hoje em dia está mais “antenado” com as informações que consegue buscar facilmente na internet. E esse cliente pesquisa mais, não contrata só porque é conhecido da família, indicação apenas. Está mais aberto para contratar os serviços de pessoas e empresas que divulgam seus serviços e portfólio no mercado.
O que difere na prática, um cliente residencial do cliente comercial e industrial?
O cliente residencial procura um serviço que satisfaça seu bolso, seu gosto pessoal e que seja paciente quanto as suas exigências de horários e mudanças inesperadas do dia-a-dia. Já o cliente comercial (de médio porte para cima) e industrial busca preço sim, mas principalmente competência técnica. São públicos bem distintos e buscamos atender de acordo com as necessidades de cada nicho de mercado.
Você lida com profissionais que atuam num mercado pouco valorizado no Brasil. Já em outras partes do mundo, esses profissionais são mais reconhecidos e valorizados. É difícil fazer a gestão dessa equipe de trabalho aqui em nosso país?
Sim, o Brasil tem um certo preconceito desde a sua formação, com relação a serviços braçais, ou manuais. O que pode ser um grande equívoco de entendimento. Quando você contrata um serviço, deseja que ele seja bem executado. Porém existem pessoas por trás da realização desse serviço. A gestão dessas equipes na obra não nos traz grandes dificuldades por já entendermos do mercado há um bom tempo. Tratar o profissional com respeito, transmitir confiança do que se espera é uma boa forma de interagir com a equipe.
Com a quarentena tivemos muitos estabelecimentos fechados. Como vocês estão driblando essa questão? Estão conseguindo manter as atividades na GALILLEU’S EMPREITEIRA? Onde podemos ver um pouco do portfólio de vocês?
Algumas obras tiveram que ser adiadas, outras adaptadas com as normas de segurança do ministério da saúde (uso de máscaras e luvas ao entrar em contato com áreas comuns de circulação de pessoas). Mas graças a Deus, não tivemos todas paralisadas. Por exemplo, atendemos condomínios recém-entregues (sem moradores). E assim pudemos dar sequência nas reformas nesses apartamentos. Obras comerciais em edifícios com a equipe em home office também, foi possível dar andamento.
O importante é se adaptar a cada momento, com certeza iremos retornar com mais força assim que as coisas normalizarem. E procurarmos atender aos que precisam de uma consultoria (orçamentos) mesmo que a obra seja executada depois.
Nosso portfólio pode ser acessado em:
Instagram: galilleus.empreiteira
Facebook: Galilleus Empreiteira
Você já citou em algumas postagens, que para alguns clientes, executar a obra é como realizar um sonho. Conte-nos um pouco mais sobre isso?
Verdade. Alguns clientes economizam quase a vida toda para poder realizar o sonho de deixar a casa com a sua personalidade! Muitos até fazem pequenas reformas, mas personalizar de verdade exige um planejamento financeiro muitas vezes. E poder ver a satisfação do cliente quando conseguimos deixar o resultado exatamente como ele espera é gratificante.
O brasileiro no geral é um público exigente? Quais as principais solicitações?
Sim, o brasileiro é um público exigente. Hoje em dia com o acesso instantâneo a informações de todos os lados, por exemplo preço e qualidade, o cliente pesquisa bastante antes de fechar com uma empresa. Mas no decorrer da obra, quando as coisas caminham bem, essa exigência é transformada em satisfação. E quando não caminha bem por algum imprevisto, é importante termos jogo de cintura de ambos os lados para o resultado positivo vir mais depressa…
Como você vê o atual cenário político e econômico do país? E quais as perspectivas futuras?
É um tempo de mudanças, de fato ainda não sabemos quais os rumos de nossa economia e política. Torçamos para que possamos fazer boas escolhas, ou manter boas opções. Afinal 2022 está chegando e não podemos recair em erros passados.
Que mensagem poderia deixar as pessoas nesse momento delicado em que estamos vivendo?
Busquem alternativas, se adaptem, não fiquem prostrados. É um momento de transformação e principalmente ação. Ser otimista é um bom início. Ser um otimista agindo a favor de si e das pessoas ao nosso redor, poderá fazer grande diferença num momento como esse. Afinal, a união faz a força!

Extraído: https://revistastatto.com.br/lifestyle/entrevista/entrevista-com-emerson-da-galilleus-empreiteira/



































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sábado, 2 de maio de 2020

ENTREVISTA COM FABIANA MARTINS BRITO - Revista STATTO


*Confira as fotos no final da matéria!!!

Brasileira que reside em Portugal há 5 anos, casada com o empresário Pedro Palhares Brito do Grupo Vector e uma mulher de muita fé, nos contou um pouco sobre as diferenças culturais entre os países, como é a adaptação fora do Brasil e outras curiosidades.
Como é sua vida em Portugal no dia-a-dia?
Primeiro de tudo agradeço a Deus pela vida que tenho em Portugal. Eu nem imaginava que iria ter a vida que tenho hoje a minha vinda para cá foi algo de Deus, nunca pensei em sair do meu país. Em viver melhor sim. Mas não achava que um dia iria sair do país.  Mas levo minha vida aqui em Portugal, de uma forma que alguma coisa chega a ser diferente do Brasil outras é igual.
Tenho uma vida como qualquer família que trabalha e tem criança em casa. Somos em 3 em casa, eu, meu esposo e meu enteado e durante a semana temos uns horários a cumprir com trabalho e escola, então estamos fora de casa das 8 da manhã até as 18:30 hs ou até às 20 horas às vezes. E quando chego ainda tenho o dever do lar, isso não muda. Mas já acostumei e isso é super tranquilo. E não pode faltar umas horinhas no sofá para relaxar no final do dia (Risos), isso é sagrado.
O convívio em família para nós isso é muito importante, isso tem que ter. Tenho meus sogros Maravilhosos, eles estão sempre conosco. Fazem questão que o almoço seja na casa deles isso todos os dias, e sem contar que tenho uma sogra que faz uma comida divina. Então estamos todos os dias juntos.
Nos finais de semana estamos sempre preparando algo para fazer. Se está frio o dia é em casa com a lareira ligada e relaxando um pouco. Se estiver dia de sol, calor, bom tempo aproveitamos o dia, marcamos sempre algumas coisas para fazer com os amigos e familiares. Se não saímos, reunimos com o pessoal cá em casa e fazemos um churrasquinho, isso não pode faltar!
Aqui em Portugal procuramos aproveitar o tempo, o clima, as estações do ano. É muito importante para nós. Damos Graças a Deus pelo tempo. E procuramos fazer dele o melhor do dia. Isso é no ano todo.
No seu ponto de vista quais as principais diferenças entre os países em termos de qualidade de vida? Em relação a educação, segurança, saúde e etc.
Eu não conheço muitos países, vou falar sobre o meu Brasil. Qualidade de vida para quem não tem muito dinheiro isso não há. É horrível, trabalhar para comer e pronto. Isso para mim é muito triste. Pois hoje que vivo em Portugal vejo que mesmo quem ganha pouco se souber utilizar o dinheiro pode sim ter uma boa qualidade de vida.
No Brasil, por isso há tanta fome, tantas pessoas a precisar e não tem como comprar e nem viver bem. É tudo mais caro e as coisas de marca branca muitas delas é de péssima qualidade. Em Portugal você vai no supermercado tem um preço justo para os alimentos, e comprando ainda tem desconto para colocar gasolina e outras coisas, e as mercadorias da marca branca não comprei algo que não foi bom e de qualidade, tudo que compro eu gosto.
A educação não tem comparação ao Brasil, aqui escola pública é como uma escola particular para muitos no Brasil. Cá não sai formado e não tem uma profissão quem não quer. Porque tudo que é relacionado ao ensino para mim é muito bom.
Segurança, isso eu fui aprender e saber andar em segurança aqui em Portugal. Na Espanha também não achei mal. Sei que tem uns lugares que não são tão seguros, mas nada comparado ao Brasil. Tem sim lugares perigosos que não se deve ficar à vontade, mas isso é em algumas horas noturnas e lugares mais desertos. Mas a segurança cá para mim é uma das melhores coisas, ando na rua muito tranquila, falo ao telefone muito de boa e não tenho medo de alguma coisa me acontecer do tipo ser assaltada.
Na saúde tem muitas coisas que no meu ponto de vista o Brasil é muito bom, mas a falta de médicos especialistas para cada caso isso é horrível, aqui você entra no hospital e paga a consulta médica e se o médico não consegue verificar qual seu problema, é raro mas ocorre.    Fora isso já sai com quase tudo resolvido.
E quanto a adaptação de uma brasileira na Europa, é muito difícil esse início? Como foi para você? Já se sente totalmente adaptada?
No início foi muito difícil, há 4 anos atrás as coisas não eram nada como hoje.  Quando cheguei em Portugal tinha poucas coisas do Brasil. Ao entrar no supermercado ficava toda perdida ao comprar os alimentos, algumas coisas mudam o nome aqui. Na rua era estranho, e dirigir foi difícil para mim. Aqui há algumas regras que tem que ser cumpridas e respeitadas. Em questão de preços tem que tomar muito cuidado, olhar bem os preços. Eu comparava muito os preços de cá com o Brasil e ficava fazendo a conversão da moeda, então eu não conseguia comprar nada, achava tudo muito caro um absurdo. Hoje já não, é tranquilo, pois se gasta em Euro, mas se ganha em Euro.
Vejo que em Portugal tem bons preços para comer, tudo é mais barato pelo menos para mim. Tive também algumas dificuldades ao entender o português de Portugal, até hoje o jornal nacional para mim é mais difícil entender, porque eles falam muito rápido e algumas coisas o nome é diferente. Mas hoje aqui tem brasileiros por todo o país. Você anda na rua sempre ouve um brasileiro falando. Isso é muito bom. Também consigo encontrar muitas coisas para fazer que gosto que é do meu país.
Eu já estou totalmente adaptada, gosto imenso de onde eu moro. O país é lindo. E eu não conheço nem metade. Mas os lugares que conheci amei. E o mais importante para mim aqui é a SEGURANÇA volto a falar, isso é o melhor do País…
Do que mais você sente saudades do Brasil? Como faz para lidar com a saudades da família?
Eu sinto muitas saudades da minha família brasileira de todos, sempre fomos em muitos e unidos um com o outro e ainda somos, Graças a Deus. Mesmo com a distância nada mudou, meus pais principalmente, que saudades.
Também sinto muita saudade de alguns amigos, isso eu sinto muita falta. Porque cá as pessoas são difíceis para fazer amizade. O brasileiro tem muito mais carisma.
Sinto também muita falta da Igreja brasileira do carisma, da alegria do povo ao louvar a Deus, não sei se é a Igreja que tenho ido, mas aqui a Igreja para mim é completamente diferente daí.
Dou Graças a Deus por existir a tecnologia que faz com que estejamos longe e perto ao mesmo tempo, pois quando falo com alguém em vídeo chamada ou até mesmo por mensagem me sinto perto e vejo como estão. Isso é o que vai me ajudando a matar as saudades e também fico olhando algumas fotografias isso ajuda. Mas lidar com a saudade isso não é fácil… A gente vai levando mas tem dias que o coração entra em desespero e a vontade é de atravessar o oceano e ficar pertinho de alguém. Então vem as lágrimas e você só pede força a Deus para continuar.
Trabalhar em Portugal é muito diferente do Brasil? Quais as principais diferenças culturais dentro de uma empresa que você avalia?
Eu não achei que trabalhar aqui seja diferente do Brasil, para mim serviço é serviço, é só adaptar com o que vai trabalhar. Horário de trabalho é o mesmo do Brasil, Salário cá para mim acho baixo o valor por ser em Portugal, o que não acho muito bom é o dinheiro para condução isso cá não há.
Mas os direitos trabalhistas daqui são iguais ao Brasil.  Estou a falar o que sei, pois como eu trabalho com meu esposo, então para mim foi tranquilo e é tranquilo na parte de trabalho. Prestamos serviços para alguns lugares aqui e minha dificuldade é falar no telefone, pois eles não entendem muito o que eu falo e algumas coisas tenho que repetir, ao enviar um e-mail também.
Não é muito fácil pois como algumas palavras mudam então isso eu me atrapalho um pouco. Mas pode ser por falta de costume. Mas é só isso. Não tenho muito o que falar pois não trabalhei em outros lugares aqui. A não ser para uma brasileira cá e tive uma péssima experiência. Pois trabalhei de graça é o que muitos se queixam.  Que os brasileiros que vem para cá empresários, temos que tomar muito cuidado, porque muitos são picaretas e não cumprem com o que falam. Por isso a fama cá de brasileiros não é muito boa, pois muitos vêm para difamar e colocar o nosso país (Brasil) na lama.
Fale um pouco sobre o Grupo Vector, quais serviços vocês fornecem em Portugal e quais os principais clientes?
O Grupo Vector acredita que as ideias aparecem de todo o lado e pela mão de toda a gente. De facto, este tem sido um ponto comum desde a fundação da primeira empresa do Grupo, já lá vão trinta anos. O ponto onde estamos hoje deve-se a tudo isto, e à capacidade de acreditar, de lutar e de querer fazer mais e melhor.
Ao fim ao cabo, que sentido teremos na sociedade se não conseguirmos criar e manter algo que interaja diretamente e de forma correta na vida dos outros, das outras empresas?
Atuamos com outsourcing de recursos humanos, formação, na segurança, nos sistemas de TI, na contabilidade, e em outras correlatas. Primamos por dar ao nosso cliente um serviço de excelência, de pessoas para pessoas.
Para conhecer um pouco mais sobre nós e nossos clientes, é só visitar nosso site:  http://www.grupovector.pt/grupovector062014/
Você conhece vários lugares em Portugal? Conte-nos quais são seus favoritos e por que?
Eu conheço alguns lugares de Portugal, não conheço tudo que ainda não deu tempo de passear por tudo, pois a vida é uma correria que não dá para tudo (Risos).  Pois aqui tem lugares Maravilhosos.
A cidade onde surgiu Portugal que é Guimarães, ela é uma cidade linda, eu amei conhecer, Lisboa que é um encanto, tem cada lugar para passear em Lisboa, para quem mora em Lisboa deve ser uma correria, pois tem muita gente, turistas por todo lado, para mim para morar em Lisboa não dá, mas é lindo também me lembra muito São Paulo.
Também adoro o Algarve, Alentejo é maravilhoso um lugar onde você olha e não vê montes e sim tudo amplo tudo reto e o verde do gramado e quando vem o calor fica tudo estranho queimado do sol em alguns lugares, mas com as árvores lindas cheias resumindo é lindo.
E gosto muito também da cidade de Braga a cidade onde eu vim parar, onde minha família aqui vive eu acho linda. Gosto também da cidade de Avero. Adoro Águeda, passear no centro e fazer caminhada naquelas ruas cheias de guarda chuvas por todos os lados um mais lindo que outro, as escadas coloridas, tudo muito colorido, mostrando que o dia é lindo, é belo, que em meio à dias de frio, tem a cor onde fica tudo mais alegre.
Agora já não me lembro de todas as Cidades que fui, sei que já fui em muitos lugares, mas acho que esses foram o que mais me chamaram a atenção. E não posso deixar de falar de Peniche, um lugar maravilhoso com um clima fantástico.
Amo ir na praia de Peniche, uma água maravilhosa e sem contar o passeio de barco em uma Ilha que conheci é a coisa mais linda. As águas são cristalinas. É um lugar lindo eu amei. Não tenho como escolher o melhor lugar ainda, pois como não conheço tudo em Portugal posso dizer que onde eu pude conhecer achei e acho lindo, fantástico…
Em cada lugar que vou agradeço a Deus pela formosura e por ele ser tão Poderoso em fazer lugares lindos no Mundo todo… Vou deixar algumas fotografias de alguns lugares, para que fiquem com vontade de conhecer Portugal, você que ainda não conhece… Eu digo uma coisa: vale a pena!  Porque para mim aqui é tudo de bom. Comida Boa, lugares lindos e segurança é 1000…
Ser casada com um empresário exige muita compreensão, pois eles dedicam muito tempo aos negócios. Como vocês conseguem driblar essa agenda tão ocupada dele e separar um tempo de qualidade para vocês?
Ser casada com empresário para mim é tranquilo, pois também sou empresária e isso para nós é tranquilo.  Trabalhamos juntos e ainda com meu sogro e sabemos separar as coisas, o que é serviço fica no serviço e o que é do lar fica no lar. Isso é algo que é feito entre nós a quase 3 anos. Tem dias que acontecem brigas nossas de serviço e então tenho que relevar para não levar para dentro de casa e fica tudo certo no fim.  Mas meu esposo Graças a Deus é supertranquilo. Ele vive muito o serviço dele. E passa a maior parte no trabalho, mas quando é para ser família isso ele é. Ele é um bom pai e é um maravilhoso esposo. Não tenho o que reclamar, só acho que ele trabalha muito, mas isso é geral, acho que os portugueses trabalham muito.
Portugal é um país acolhedor, mas o imigrante precisa ter algumas coisas em mente antes de pensar em mudar de país. Na sua opinião, quais tipos de pessoas são mais bem-vindas aí? Qual o perfil deve ter?
Na minha opinião o tipo de pessoas que são bem-vindas, são aqueles que tem dinheiro ou que vem para somar.  Trazer coisas novas e diferentes. Os turistas são sempre bem-vindos.  O português gosta de coisas diferentes.
O problema é que eles têm um pouco de preconceito, tem muitos com o passado em mente. Acha que os que vem de fora vem para destruir tudo e tirar o que é deles. Brasileiros aqui dependendo do lugar não é fácil, pois ainda há muito racismo e preconceito. Mas está mudando, já está bem diferente de quando eu cheguei. Mas para alguns é bom ter alguém diferente, aqui pois falta gente para o mercado de trabalho.
Agora ser bem-vindo, acho que todo mundo é, aqui em Portugal você vê pessoas por todo lado do mundo todo. Se não fossem bem-vindos não ficavam aqui, quem não era do país.
Tem alguns que são mal-educados, mas não se podem deixar levar por causa de uns e outros. É só não abaixar a cabeça. Mas o medo deles é que venha alguém que não seja do bem, do tipo que vem para destruir e estragar com o país.
Acho que para você sair do seu país tem que realmente pensar em muitas coisas, colocar na balança o que tem, o que vai deixar e se vai valer a pena ou não. E se for para mudar venha com tudo e não fique pensando se vai ou não, digo uma coisa, fácil não é.
Mas uma coisa que vejo muito aqui agora são brasileiros que vieram para cá em pensamento de mudança. Mas só ficam reclamando do país achando que a forma de alguns portugueses falar ou pronunciar algo é feio, estranho.  E ainda muitos falam que não se costumam, ou não vão falar assim.
Eu acho o seguinte, se você saiu do teu território e está em outro território, tem que aceitar como é. E se foi bem tratado e se está sendo acolhido, para de reclamar do país, pois dificuldades temos em todo lado. Então se você que pensa em sair do teu país pensa bem, mas não desista do teu Sonho. E se já saiu do teu país assim como eu, o segredo é tentar se adaptar, aproveite para aprender coisas novas e diferentes.
E veja o lado bom e não só o ruim, para que tenha uma vida boa e uma história para contar, porque lutas e trabalho para viver temos que ter.  Vai em frente se eu e muitos conseguem viver bem porque você não vai conseguir.
Eu sou do tipo assim: se for para ser será e se for para dar certo deu, e se der errado eu tentei, mas desistir jamais. Eu queria uma Família ter a minha família. E ter a minha história com um Final Feliz. Quebrei um pouco a cara, passei por algumas coisas na vida, mas não desistia de ter a minha família e nunca deixei de pedir a Deus pelo meu sonho e pelo meu desejo. Até que Deus me deu a minha família.
É longe do lar, da minha mãe, de meu pai e de todos os meus irmãos e familiares como já falei antes. Mas Deus me preparou uma família aqui em Portugal e eu vim.
Larguei tudo que eu tinha para trás, não foi fácil como também já falei, mas desistir jamais! O importante é vencer é ser feliz, o resto com o tempo a gente aprende a conquistar. Tem uma coisa que falo muito A Vida é Assim!!! Se você tem oportunidade de mudar de vida para melhor, nunca percas as oportunidades. O tempo passa e passa rápido.
Eu só disse assim: Senhor estejas comigo Sempre! Nunca me deixe e me dá Força para que eu não caia e não fique sozinha. E Deus até hoje tem me abençoado muito. Eu só agradeço a “ELE” por ter me dado oportunidade de conhecer algo diferente e novo para somar no meu livro da vida, isso é um resumo da minha história do meu viver em Portugal.  Um País ao qual me acolheu e que aqui estou a formar a minha família e tentando ser cada dia bem melhor, aprendendo todos os dias. Só tenho que agradecer e nada mais.
Qual mensagem gostaria de deixar nesse momento em que o mundo está vivendo, com essa pandemia do Coronavírus?
A minha mensagem é, se cuidem e aproveitem esse momento para ficar com a família. Aproveitem para organizar as coisas em casa, organizar a mente, porque as vezes precisamos de nós organizados mentalmente. As vezes temos uma vida tão cheia, que não dá tempo nem de parar para pensar no que está fazendo, onde tem ido, com quem anda, se está ou não cuidando do teu Lar, de si próprio. Acho que Deus permitiu Tudo isso acontecer no Mundo todo para vermos que ele é Deus ele que controla o Mundo, e quem manda é “ELE”. Então, não se desespere, coloca a tua vida no altar do Senhor, coloca a tua Vida nas mãos de Deus e pede a “ELE”, para que esse vírus não te atinja. Sei que tem milhares de pessoas a morrer, muitas famílias a perderem alguém tão importante, mas tudo é permissão do Senhor, por mais que muitos não acreditem. Mas nesse momento o Único que pode nos ajudar e nos proteger é Deus. Que nos dá o livramento e nos guarda. Então, respeitem o comando das autoridades e fiquem em casa e se cuidem, pois se cada um fizer a tua parte podemos combater o Covid-19. E não se desespere, porque essa tempestade vai passar…. Quem estiver fora do teu país, não desiste do teu sonho, não se desespere largando tudo que construiu até agora e voltar para trás como se isso não estivesse acontecendo no teu país de origem, isso vai passar e no fim vamos ficar bem. Não há para onde fugir, ir para qualquer lado onde quer que formos, temos que passar pela mesma luta e pelo mesmo problema. Então o segredo é foco. Pensamento Positivo. E não desistir de lutar. Vamos todos ficar bem…


























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