sábado, 2 de maio de 2020

ENTREVISTA COM CARLINHOS MACEDO DEEJAY - Revista STATTO



Há mais de 20 anos comandando o Happy Hour mais tradicional do Centro do Rio de Janeiro, em especial a Sexta Party, o Flash Back n. 1!  Carlinhos Deejay também é empresário e produtor de eventos. E um cinéfilo de carteirinha.
Nesses 20 anos comandando as pistas você já deve ter vivido inúmeras experiências. Qual o segredo para se manter por tanto tempo a frente desse evento tão conhecido pelo público carioca?
Na verdade, não existe uma fórmula. Costumo sempre dizer que música é conhecimento, e estudar sempre, procurar, conhecer e reconhecer estilos, independentemente de sua verte. Sempre me vejo a procura de algo, seja em nosso país ou em outras praias. Ouvir é necessário e até mesmo os colegas, pois todos tem algo a acrescentar em seu currículo. E perguntar se não conhece, não é vergonha. E sim humildade…. Aliás conhecer quem está na pista é fundamental. Saber a hora certa de trocar uma música ou manter um ritmo.
Em especial a “Sexta Party” onde o público volta no tempo e relembra antigos sucessos e ao mesmo tempo é muito frequentado por pessoas de diversas idades. Como você consegue manter o público interessado sem cair numa setlist repetitiva?
As pessoas buscam em você, uma memória afetiva que vai ao encontro das lembranças inesquecíveis. Minha Função é ter a capacidade de entrar na mente e história das pessoas, buscando suas músicas, sejam elas tristes ou alegres. Quanto a diversidade de faixas etárias, tem que haver o conhecimento de cada geração, pois o que é bom para uns, não é para outros, e saber agregar todos essas tribos numa noite, tem que se reinventar e buscar conhecimento incessante.
A cada 10 Anos. Vira Uma Década… Os Anos 70 Hoje denominam-se hoje Old School, os Anos 80 Flash Back, os 90 Mid Back e assim a linha do Tempo segue. Sempre em Mutação…
Conte-nos um pouco sobre sua trajetória pessoal?  Quem é o Carlos Macedo, seus hobbies, gostos literários, paixão por cinema e etc…
Nossa…Cultura me fascina 24 horas por dia. Sou Cinéfilo. Aliás, tenho uma coleção de Dvds e Blu-rays que posso dizer, que causa uma certa inveja. Shows de grandes nomes da MPB (A Verdadeira) e do Pop Rock Internacional, além de Teatro, Museus, bem como Música Clássica, Jazz, Exposições, ou seja, tudo ligado à Arte.
Além disso, a Gastronomia faz parte da minha vida. Alimenta o profissional que sou. Um curioso incessante…
Agora falando do empresário e produtor de eventos, como é o seu trabalho?
Segue um vídeo com um pouco do meu trabalho:
https://youtu.be/43rtRIsTWyM
Além de minhas redes sociais no Instagram Carlinhos Deejay e Carlinhos Macedo Deejay e no Facebook igualmente. Sempre estou alimentando com sets para que as pessoas conheçam meu trabalho e possam também terem o prazer de dividir Música de Qualidade. Acabei de criar um projeto denominado DeeJazz, ou seja, direcionado para amantes da boa música e que possa ser para clientes mais intimistas…Um Deejay executando música seleta.
Meu site foi pensado e executado com muito carinho e profissionalismo pelo Grande Webdesigner Elvis Gavone:  http://www.carlinhosdeejay.com.br
O público carioca é muito diferente do paulista? Além dessas capitais, em quais locais você costuma tocar ou produzir os eventos?
Sou um Deejay do Mundo…. Se chamar eu vou. Isso me motiva ainda mais a conhecer essa linguagem maravilhosa que é a música. Sempre existe alguma novidade ou tradicional para se conhecer e reconhecer. Esse País é Vasto Culturalmente, bem como o Mundo. Pena que as pessoas não conseguem se permitir e apurar seus ouvidos. Acabam caindo na mesmice ou no Lixo Cultural que é oferecido.
A tecnologia que temos hoje, permite uma maior interação com pessoas de diversos lugares. Como imagina a área do entretenimento daqui há 10 anos?
Depois do que estamos passando, esse isolamento social, as mídias tomarão um crescimento indescritível. As janelas do Mundo estarão abertas e cabe a todos nós, termos capacidade de permitir esse conhecimento.  Não somos os donos da verdade. “O Grande Orador Não é o Que Tem o Dom da Fala e Sim a Sabedoria de Calar-se na Hora Certa Para Ouvir”.
O cenário nacional e global mudará a partir dessa pandemia? Estará mais voltado para o virtual? Ou imagina ser algo passageiro?
Os conceitos irão mudar e as formas de enxergar isso, irão acompanhar. Um novo Mundo irá se criar a partir disso. Caberá a cada profissional, saber se inteirar e absorver… O novo não será novo e o passado será revisitado…
O que um bom DJ precisa fazer para se manter na ativa?
Um bom Deejay Precisa Ter 3 Vertes: “Um Conhecimento no Passado”, a “Conexão com o Presente” e um “Olhar para o Futuro”… Além de tudo, o Feeling e a Técnica são Essenciais e um sexto sentido para ousar, arriscar…
O que te motivou a deixar a residência na capital carioca, para se refugiar em Teresópolis?
Na verdade, o Rio de Janeiro ficou bem difícil para que um profissional se mantenha, pois, com o crescimento da violência e queda do capital financeiro, o número de festas e eventos, foram ficando escassos, o que não gerava uma receita necessária para minha manutenção pessoal. Várias casas de festas e boites, fecharam, e a opção de uma vida mais tranquila e com qualidade, pesaram bastante. Mas continuo com meus eventos fixos e festas no Rio. Afinal, são apenas 02 h de distância.
Que mensagem gostaria de deixar as pessoas e ao seu público em especial, nesse momento que estamos vivendo em proporção global?
Não se deixem esmorecer. Para todas as situações, existem saídas. Menos para a vida. Por isso cuidem bastante para que possamos nos encontrar em breve, e possamos fazer o que mais gosto…. Dividir minha música com vocês, pois falta muito nesse país tão sem memória e qualidade cultural…







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ENTREVISTA GISELLI DUARTE - Revista STATTO


*Confira as fotos no final da matéria!!!

Giselli atua e é formada em Marketing, com Pós-graduação e MBA em Gestão Estratégica de Negócios. Além de atuar também com as seguintes terapias integrativas: ✺ Yoga – Personal Yoga para mulheres | grupos reduzidos; ✺ Meditação; ✺ Reiki Master; ✺ Shiatsuterapia; ✺ Ventosaterapia; ✺ Moxaterapia; ✺ Magnetoterapia, entre outros.
Começando com as terapias integrativas, poderia nos falar um pouco a respeito de cada uma delas?
As terapias integrativas são um conjunto de inúmeras técnicas e práticas terapêuticas voltadas aos cuidados na área da saúde de um indíviduo como um todo, a qual foi denominada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como Medicina Tradicional. É importante compreender que neste contexto de saúde, estamos falando não apenas do corpo físico de uma pessoa, mas também de sua saúde mental, emocional e espiritual. Saúde é equilíbrio em todos os corpos e aspectos da vida, por isso a importância de enxergarmos o ser humano em sua integridade, e não como um fragmento cuidando de uma área isolada. Dito isto, podemos dizer que, para cada enfermidade existe uma terapia indicada para tratá-la. Por exemplo, podemos tratar tensões musculares com a massoterapia atuando diretamente no corpo físico, florais com o objetivo de equilibrar as emoções, utilizar a cromoterapia para equilibrar os chakras (centro de energias) e a meditação para obter clareza mental. Cada terapia dentro deste Universo Holístico tem o objetivo de atuar em uma ou mais áreas de nosso SER, visando a harmonia entre si.
Não se queira curar a parte sem tratar o todo. Não se queira curar o corpo sem tratar também a alma… Este é o erro dos nossos dias, os médicos separarem a alma do corpo”. – Platão, filósofo grego, 427 – 347 a.C.
A meditação é uma prática muito antiga que vem ganhando atenção aqui no ocidente. Existem inúmeras técnicas para praticar a concentração e focar a nossa mente em um determinado objeto, mantra, mentalizações e até mesmo em nossa própria respiração. A meditação nos ajuda em muitos aspectos, proporcionando a sensação de bem-estar, diminuindo as tensões e ainda nos ajuda a focar nos objetivos do dia a dia, além de trazer clareza mental e autoconhecimento.
Yoga quer dizer atar, reunir, religar. Pelo Yoga fazemos um caminho de volta para a Fonte Criadora. Yoga vai além de um exercício físico. Com práticas desde o pranayama (técnicas de respiração), asánas (posturas) a kriyas (técnicas de purificação) e mantras (sílabas e sons falado ou cantados). Se você permitir, o Yoga vai entrando e atuando em seus corpos, do mais grosseiro (físico) aos mais sutis (mental, emocional e espiritual) e quando você perceber o seu estado de consciência transmutou.
O Reiki é uma terapia integral, pois harmoniza o corpo físico, equilibra as emoções e a mente. Por intermédio das mãos do terapeuta reikiano, dá-se a transmissão da energia vital, proporcionando paz e regeneração integral. O Reiki não possui dogmas, rituais ou conceitos filosóficos. Não está relacionado a nenhum tipo de crença ou religião para promover a cura. Reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Reiki pode ser empregado em conjunto com outros procedimentos e terapias, expandindo os efeitos positivos, sem apresentar efeitos colaterais ou indesejados.
O shiatsu é uma técnica advinda da medicina oriental, trabalhada com os polegares, mãos, os cotovelos e joelhos para realizar a técnica. A técnica consiste na aplicação de pressão em determinados pontos com o objetivo de tratar os desequilíbrios internos e externos do corpo promovendo a saúde. A palavra shiatsu significa “pressão com os dedos” (shi = dedo e atsu= pressão). O shiatsu é um método de restabelecer o fluxo do Ki (energia), pois, de acordo com a medicina oriental, através da pressão exercida sobre os pontos dos meridianos (canais energéticos), o órgão relacionado irá aumentar a produção de Ki para circular na região que está com a energia estagnada.
A ventosaterapia é uma terapia natural e bastante efetiva para a circulação sanguínea. Através de vácuos por sucção na pele (por meio de ventosas) é estimulada a circulação e liberação das toxinas existentes do sangue.
A moxaterapia é uma técnica terapêutica da MTC (Medicina Tradicional Chinesa) o qual se baseia nos princípios e conhecimentos dos meridianos de energia utilizados em outras terapias como a acupuntura, por exemplo. A aplicação do calor produzido pela moxa remove bloqueios de energia que obstruem o fluxo pelos meridianos, eliminando a umidade e o frio que promovem disfunções no organismo.
Uma alternativa de tratamento natural é a Magnetoterapia. A eficácia se dá pela utilização de ímãs e seus campos magnéticos para aumentar o movimento de algumas células corporais visando a diminuição de dores, aumento da regeneração celular ou redução de inflamação, por exemplo.
Atualmemte as pessoas têm adotado as terapias interativas como um estilo de vida como forma de prevenção e não mais apenas como medicação para um alívio “imediato”.
A meditação (acompanhada por profissionais especializados) tem sido incluída em algumas empresas que buscam uma melhor produtividade a partir da qualidade de vida e bem estar de seus funcionários.  Como funciona na prática?
É extremamente gratificante ver que cada vez mais empresas têm tido um olhar voltado para seus colaboradores pautados na qualidade de vida individual e coletiva. O bem-estar dos trabalhadores é um assunto que, embora muitas organizações já tenham inserido no contexto corporativo, ainda é visto como um grande desafio no que tange às mudanças nas políticas das empresas.
Atualmente um número crescente de médicos utiliza a meditação como complemento do tratamento de distúrbios, como a hipertensão, dores de cabeça, dores nas costas, problemas de ansiedade e para controlar ou diminuir dores crônicas. Todavia, a maioria das empresas ainda não tomou a consciência de que o bem-estar de seus trabalhadores interfere diretamente na produtividade de suas respectivas atividades em face ao trabalho desenvolvido em seu ambiente corporativo.
Contudo, as empresas que levam à sério a adoção de programas, como o Search Inside Yourself (busque dentro de você) do Google, criado em 2007 por especialistas em Mindfulness, notaram um crescimento considerável na produtividade, criatividade e inovação de seus colaboradores. A meditação não serve apenas para acalmar a mente e fazer posturas bonitas no topo da montanha. Ela pode nos auxiliar em atividades cotidianas.
Você presta assessoria de marketing especializada também área de terapias integrativas. Conte-nos um pouco o que seus clientes podem encontrar?
Minha missão na assessoria de marketing para terapeutas empreendedoras vai além do marketing digital. Desenvolvo um trabalho mais sensível, que é o de ajudar as terapeutas a promover os seus serviços e produtos com muita sutileza e personalização, pois estamos falando de um Mercado delicado por si só. Trabalho com plano/pacotes, consultoria e mentoria pensadas e direcionadas para cada cliente. Nesse nicho não pode existir receita pronta. O que existe aqui é muita dedicação de ambas as partes, tato e amor ao que se faz.
A área de gestão e marketing são muito dinâmicas.  Como conciliar atuar nessas áreas sem perder o foco na qualidade de vida?
Hoje em dia tudo o que faço tem muito planejamento. Crio metas, planejamento, plano de ação mas não é só isso. É preciso mensurá-las, sempre. Senão, não será possível gerenciar aquilo o que eu não meço. Eu tenho um planner de papel (ainda gosto de ter um caderno para rabiscar), e anoto tudo o que eu preciso fazer diariamente. Pode parecer exagero, mas eu checo de hora em hora as atividades que eu preciso fazer e as tarefas já realizadas. E quando algo é extremamente importante e urgente, eu coloco no alarme do celular. Eu criei uma disciplina para o dia a dia justamente por já ter perdido tempo demais com certos afazeres exatamente por não priorizar as atividades mais assertivas. Otimizar o dia de forma inteligente e ter disciplina para fazê-lo tem funcionado muito bem.
Conte-nos um pouco sobre sua trajetória pessoal e profissional.  Como se deparou com a área de terapias juntamente com seu interesse pelo marketing.
Sou paulistana e aos 13 anos de idade tive a oportunidade de me mudar com a minha família para o Rio de Janeiro e por lá eu morei por 15 anos. Foi uma experiência incrível. Vi um mundo totalmente diferente da Capital Paulista. O contato constante com a natureza foi me moldando o bicho do mato que eu sou (risos). Desenvolvi uma relação muito especial com a natureza e muitas vezes, por estar de volta à Capital acabo me sentindo desconectada, devido a agitação da Megalópole.
O meu contato com as terapias começou em 2007, quando eu fazia faculdade de Direito. Digo que foi uma porta de entrada, pois as aulas eram em uma academia e o Yoga praticado em academia é bom, mas é bem diferente de um Espaço Terapêutico. O ponto da virada mesmo foi em 2012, quando eu praticava Yoga no Instituto Hermógenes, ainda no RJ. O meu professor, O Sr. João Batista, era um grande yogue de 84 anos. Ministrava as aulas de uma forma surreal. Nunca tinha vivenciado tanta presença, amorosidade e determinação em uma aula. Todo esse presente havia chegado em uma boa hora. Se você permitir que o Yoga entre em sua vida, ele irá para lugares que você nunca pensou que ele fosse. A prática vai além do tapetinho, ela está presente nas decisões que você toma no dia a dia, nas suas renúncias, no seu desenvolvimento pessoal, no autoconhecimento e sim, na espiritualidade. Isso é Yoga.
Como eu já estava inserida neste contexto, as demais terapias surgiram com muita naturalidade e fluídez. E ainda surgem, pois elas não param de chegar.
Eu sempre gostei da área do Marketing e já o estudava bem antes da faculdade para colocar em prática no trabalho. Sempre fui muito curiosa e a curiosidade me fez e ainda faz querer saber o porquê das coisas, como tudo funciona e qual o propósito delas. Entrar na faculdade de Marketing em 2015 foi apenas uma das decisões que o Yoga “me fez” tomar. Isso tudo foram escolhas com muito significado para mim, e quem esteve pertinho viu que não foi nada fácil. Mas quando a gente tem um propósito muito fortalecido, a gente sabe que tudo é uma questão de passar pelos grandes desafios da vida para chegar aonde a gente se propôs a estar.
Uma pessoa com idade mais avançada que nunca praticou Yoga, conseguiria fazer as aulas nesses pequenos grupos para mulheres?  O que ela pode esperar como resultado?
Com certeza! Como eu falei ainda há pouco, o Yoga vai além de uma prática física. Os asánas (posturas) são importantes mas não é todo o processo. Qualquer pessoa que queira começar a praticar Yoga passa por uma ficha de anamnese, que nada mais é do que uma entrevista para pontuar as suas queixas, enfermidades e restrições. O Yoga é para todos, mas no ritmo de cada um.
Pessoas com idade avançada podem esperar do Yoga um grande auxílio para a sua saúde integral.
Como você vê a relação entre a medicina tradicional com terapias alternativas? Uma pode complementar a outra?
É extremamente importante que haja uma relação entre a Medicina Alopática com a Medicina Alternativa e as Terapias Complementares. A Medicina Tradicional Chinesa, por exemplo, trata e foca na saúde, isto é, não cuida de seus pacientes porquê eles estão doentes mas sim para que eles continuem tendo saúde. Aqui no Ocidente nós só nos importamos com a nossa saúde quando não estamos bem. E se pudéssemos fazer diferente?! Fazendo das Terapias Complementares um estilo de vida para nos fortalecer e nos mantermos saudáveis em conjunto com a Medicina Alopática. Só temos a ganhar.
Existem contraindicações em algumas terapias? Quais informações são ou devem ser levantadas num pré atendimento?
Existem inúmeras terapias e cada uma tem sim as suas restrições ou contraindicações, por isso é extremamente importante ter a ficha de anamnese do cliente/paciente.
Por exemplo, pessoas que estão no período de alguma crise alérgica não podem fazer ventosaterapia, pessoas com câncer em estágio avançado não podem se utilizar do Shiatsu ou ainda, quem possui hérnia de disco e queira se aventurar em uma aula de Yoga sem passar essa informação para o professor. Existem, inclusive, técnicas de respiração que são contraindicadas para hipertensos. Terapia não é brincadeira!
Qualquer pessoa que queira fazer uso de alguma terapia deve informar sobre as suas doenças, enfermidades e restrições. Isso é muito sério.
O que é qualidade de vida para uma pessoa, pode não ser para outra. Mas em termos de saúde física e mental, que fatores você considera importantes?
Se manter em movimento. Buscar aquilo o que se tem mais afinidade e praticar. Se permitir experimentar coisas novas e tudo bem se não se identificou com alguma atividade, passa para a próxima. Seja um esporte, uma caminhada, meditação (existem vários tipos), o importante é que todos se sintam bem e realizados com aquilo o que se propôs a fazer.
Que mensagem você gostaria de deixar a humanidade, nesse momento inesperado, com a pandemia do Coronavírus?
Esse assunto para mim é muito profundo, pois vai além do vírus propriamente dito. Manter os cuidados redobrados com a saúde e higiene são extremamente importantes, pois estamos falando da nossa vida e da vida do nosso próximo. Ter empatia e amor por todos os seres e entender que todos estamos passando por esse grande desafio.
Acredito que o foco agora é UNIÃO. Precisamos nos unir e com fé nos direcionar à luz. O mundo precisou parar para que as pessoas começassem a se voltar para dentro e perceber que o agora é tudo o que temos.
Trata-se de UNIR a HUMANIDADE para o DESPERTAR ESPIRITUAL.
Nesse momento, além de simplesmente estarmos em nossas casas com medo do pior que pode nos ocorrer, que nós possamos com FÉ e AMOR, nos sintonizar com a FONTE CRIADORA de tudo o que é! É preciso parar de olhar para a situação com sentimentos de medo e tristeza para dar lugar às mudanças.
O Agora nos clama por ORAÇÃO e UNIÃO. Estamos caminhando para uma grande transição a qual nos pede por esse olhar mais profundo sobre nós mesmos e sobre tudo à nossa volta.








Giselli e o Monge Tsutrim



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domingo, 19 de abril de 2020

ENTREVISTA COM LENE NEYHART - Revista STATTO

*Confira as fotos no final da matéria!!! Por Daniela Duarte

Brasileira, Professora, formada em psicologia pela FMU, mora com os dois filhos adolescentes no estado da Flórida – Estados Unidos. É empreendedora digital, guerreira e apaixonada pela vida!
Lene conte-nos um pouco sobre sua trajetória de vida:
Vim de uma família “RICA” de caráter, honestidade e feliz, aonde o único cômodo da casa era suficiente para o amor viver entre nós. Ter minha mãe como mãe e pai foi meu melhor aprendizado. O corpo franzino aos 11 anos não me deteve para começar a trabalhar. Meu primeiro diploma foi no Magistério, mas o sistema de ensino fechado não me agradou, resolvi migrar para Recursos Humanos, onde dediquei 12 anos da minha vida e me trouxe mais diplomas. Eu só decidi aposentar a “Carteira Profissional” depois que voltei dos Estados Unidos em 2000.
Abri, gerenciei e administrei uma gráfica e empresa de prestação de serviços, nos tornamos referência na região por mais de 15 anos. Após 3 anos de pesquisa, em 2016 fechei duas malas, coloquei toda a minha experiência dentro, dei a mão para os meus 2 filhos e recomecei uma nova vida nos Estados Unidos.
Você já morou nos EUA em outro momento passado. Conte-nos quais as principais diferenças entre esses momentos, tanto na vida pessoal como o cenário político e econômico desses períodos?
No início do ano 2000, as restrições para imigrantes eram poucas, e as oportunidades de trabalho maiores, os imigrantes que chegaram para viver naquela época vinham na maioria de uma Classe Social Baixa, moravam juntos e guardavam dinheiro. Quinze há Vinte anos depois as Classes média e alta embarcaram nesse sonho americano, pela porta da frente com dinheiro do bolso. Hoje encontramos a Classe Social baixa “do Brasil”, bem-sucedida aqui.  E a Classe Média, falida ou vivendo abaixo das suas expectativas. Explicação para uma outra entrevista. rsrs
Você é uma pessoa bastante otimista e ativa. Como está encarando esse momento de pandemia do CORONAVÍRUS nos EUA? Quais as medidas práticas que o governo tem adotado por aí?
Com a minha atividade eu permaneço trabalhando, estou encarando como um momento de reflexão para toda a humanidade. Quem nessa quarentena conseguir se tornar uma pessoa melhor vai sair no lucro, senão, esquece. (Risos).
Quanto ao governo as medidas são semelhantes às do Brasil, manter a distância, pessoas que realmente tem que sair de suas casas. Os parques, escolas, igrejas, centro de convenções foram os primeiros a fechar, hoje somente estão abertos os supermercados, com horários reduzidos, farmácias, clínicas e hospitais.
Você atualmente é uma Coach Digital. Conte-nos um pouco sobre esse trabalho. Como tem ajudado as pessoas?
Trabalho com segmento ligado ao Marketing digital desde o Brasil, aqui eu vi a possibilidade de ampliar a minha área e o meu conhecimento. Hoje eu ensino as pessoas a fazerem o mesmo por acreditar que esse mercado está em ascensão fora.
E-mail para contato- neyhartcouch@gmail.com
Aulas e Consultorias – https://www.facebook.com/NeyhartCoach
Curso Como Abrir Sua Empresa Na Florida- https://go.hotmart.com/E14223540O
Inscreva-se no Canal – http://youtube.com/vladcampos
Qual o perfil de uma pessoa que almeja uma vida próspera ou em ascensão fora de seu país de origem em sua opinião precisa ter?
Essa pessoa deve ter a capacidade de desaprender e aprender. Deve ser capaz de perdoar e se colocar no lugar do outro, livrar-se de todos os seus preconceitos formado ao longo da vida, deve ter a capacidade de ver o mundo como um todo.
Quais as principais dificuldades de um imigrante hoje nos EUA? Mesmo assim vale a pena arriscar?
A dificuldades se contam a partir de: em que condições a pessoa vem para cá, levando em consideração o nível de inglês, o status migratório e a quantia em dinheiro que tem no bolso. Eu acredito que a pergunta “Vale a pena se arriscar“, é muito relativa.  Para uma pessoa que tem medo das coisas darem erradas, não acreditam em seu potencial de reaprender, criar e agir, é melhor não se arriscar. Conheci pessoas que trouxeram milhões, vieram com casa própria e empresa montada e, no entanto, não prosperaram, já outras famílias com 10 mil dólares no bolso e 2 MALAS, (Risos) E ESTÃO BEM.
Quais as principais diferenças de uma vida no Brasil e nos EUA, em termos de educação, qualidade de vida, trabalho e etc.?
Educação: Carga Horária, aqui são quase 7 horas na escola, diminui um pouco no último ano da High School, as matérias também são diferentes, umas com mais conteúdo e outras menos. O meu filho poderia falar mais sobre esse assunto. Os professores são totalmente voltados a preocupação com o ensino, por exemplo nesse período de afastamento os professores me mandaram e-mail copiado aos meus filhos e me ligaram para me colocar a par do conteúdo que eles deveriam seguir. A qualidade de vida para mim que morava em São Paulo, está sendo muito melhor. Os Estados Unidos oferecem muitas condições boas na educação e segurança. O trabalho aqui na Flórida e mais voltado para o turismo, por causa do clima, parques e praias. Também seria um assunto bem amplo.
Seus filhos já estão totalmente adaptados à cultura americana? Fale-nos um pouco sobre eles?
Meus filhos vieram grandes para cá, estão adaptados, mas o meio social é mais Brasileiros e Espanos. Eu acredito que se eu morasse no Brasil estaria hoje preocupada para saber aonde eles estavam, aqui apesar dos americanos saírem cedo para morar fora de casa, eles não têm muito acesso a bares noturnos bebidas etc.  Antes dos 21 anos, de uma certa forma isso ajuda.
Quais os tipos de trabalho que um imigrante consegue encontrar assim que chega por aí? E quais os tipos de visto mais vistos pelos que conseguem de fato se estabelecer?
Considerando que ele chegue sem autorização de trabalho e sem inglês, provavelmente os primeiros trabalhos serão na Construção e na Limpeza, o visto para se estabelecer é o de investidor ou de trabalho. Porque tanto o visto de turista como o visto de estudante não podem trabalhar.
Além de empreendedora digital, você também presta assessoria para quem deseja ir para os EUA. O que você diria para quem ainda está no planejamento inicial? O que deve fazer para o planejamento ser eficaz?
De fato, é preciso pesquisar bastante para se mudar para qualquer país. Se o seu desejo é vir para os EUA, primeiro estudar inglês, não precisa vir expert até mesmo porque somente quando chega aqui é que percebe o quanto os cursos aí deixam a desejar. O fator quantidade de dinheiro que vai trazer e status (tipo de visto) também determinam quais as melhores regiões para morar.
Quando vem com filhos em idade escolar, pesquisar sobre todos os documentos necessários para os matricular na escola. Se for vir estudar é melhor tirar o visto de estudante, no Brasil. Praticar muito exercícios para o corpo e a mente (Risos).

https://revistastatto.com.br/lifestyle/entrevista/entrevista-com-lene-neyhart/










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quarta-feira, 15 de abril de 2020

ENTREVISTA COM TULLA DUARTE - Revista STATTO

Por Daniela Duarte
Empresária há mais de 20 anos no Brasil, administradora e advogada, com especialização em gestão comercial e MBA em gestão empresarial. Contou-nos um pouco sobre sua interessante trajetória de vida e sua visão sobre a atual economia do país e possíveis impactos causados pela pandemia do CORONAVÍRUS.
Conte-nos um pouco sobre sua trajetória profissional:
Ingressei muito cedo no trabalho, queria aprender e estudar. Como minha escola era perto do escritório do meu pai, saia da escola para o escritório, no início para mim era tudo uma brincadeira que depois foi ficando séria, tinha 11 anos, foi onde tudo começou. Fazia café, atendia telefone, até Office Girls e aos poucos fui observando o setor administrativo, gostei tanto que com 14 anos quando ingressei no colegial, optei por fazer colegial técnico em administração de empresas, o que foi muito importante pois vi na teoria o que já vivenciava na prática.
Ser empresário no Brasil requer ser flexível enxergar por novos ângulos, e assim foi com 17 anos ingressei na Faculdade no Curso de Processamento de Dados, pois nesta ocasião meu pai  iniciava uma rede de escolas de informática com cursos para grandes corporações e cursos direcionados ao público em geral, foi minha grande oportunidade de aprender mais e mais este mundo novo que era a informática da década nos auges dos anos 90, tive a oportunidade de ministrar muitos cursos desde de MS-Dos, Word, Dbase, Lotus, depois vieram os softwares da família Microsoft o Windows, o Office, e tantos outros, era oportunidade de compartilhar conhecimento e aprender com os alunos que eram muitas vezes grandes executivos, diretores, gestores, gerentes, entre outros muitas histórias de vida, de superação.
Nesta ocasião além de ministrar as aulas, ao longo dos anos passei a fazer a Coordenação Administrativa das Unidades, bem como ser uma das responsáveis pelo treinamento dos Divulgadores, Coordenação dos Instrutores, além ainda de ministrar palestras que tinham um público, de 30, 40 as vezes mais de 100 pessoas por Palestra.
Nesta ocasião que foi de 1993 a 1999 empreendemos nas unidades estratégias comerciais, bem como administrativas. Mas o cenário mudou para as empresas de treinamento e em 1999, fechamos a última unidade que ainda estava em funcionamento localizada no bairro do Brooklin – São Paulo, já havia passado o auge da informática, e com a queda na receita, fomos obrigados a fechar.
Neste momento passamos por uma grande crise financeira pois em outro negócio da família tivemos um altíssimo prejuízo ocasionando problemas seríssimos, naquele momento não sabíamos o que iriamos fazer. Foi quando fui para os EUA passear, mas acabei ficando meses. Ao voltar meu pai havia voltado para área de Shows, pois foi empresário artístico por muitos anos. E neste momento tive oportunidade de atuar como Produtora Executiva de alguns eventos e shows. Foi uma experiência incrível, os cachês excelentes, mas não eram constantes.
Foi quando pela primeira vez precisei procurar emprego fora dos negócios da família, uma experiência que foi importante naquele momento pelo lado financeiro, mas não era suficiente.
Foi quando fui convidada por um grande amigo a atuar na área comercial com consultoria de empreendimentos imobiliários de médio e alto padrão, em 2003, logo consegui me estacar pois com minha formação na área de processamento de dados, fiz a tecnologia trabalhar a meu favor, e fui me destacando, ganhei troféus, campeonatos e prestígio no meio imobiliário.
Entretanto é importante frisar que sempre investi nos nossos negócios, e continuei a participar dos negócios tanto financeiramente e atuando nas áreas que me eram pertinentes. O que nos fez conseguir passar pelas várias crises do Brasil. Em 2008 tivemos um grande impacto nos negócios, mas conseguimos superar e fomos retomando os Projetos.
Em 2013 findou a minha atuação direta no mercado imobiliário, atuando depois somente com consultoria para os clientes que viraram amigos, pois voltei para área Administrativa fazendo a Direção da empresa de Projetos de Instalações Industriais. Onde pude implementar estratégias para maximizar os resultados desejados.
Sempre com sede de aprender, voltei aos bancos universitários, para encarar uma faculdade, o curso de Direito, que foi um grande presente em minha vida, pois além de todo o conhecimento adquirido ao longo dos 5 anos do curso, fiz muitos amigos, e no final do 10º semestre fui presenteada com a notícia que havia passado no Exame da OAB.  Todo este aprendizado durante o curso foi sendo aplicado no meu dia a dia na empresa, e com isso pudemos melhorar ainda mais nossos resultados.
Antes desse “susto” mundial, como uma empresária e empregadora tem visto nossa atual economia interna?
A crise que teve início no final de 2014, gravíssima, demorou muito para dar sinais de melhora, entretanto no final de 2018 começamos a sentir um início de melhoras, em 2019 1º. Semestre aquém do que se esperava, em no 2º. Semestre as empresas começaram a ter boas perspectivas.
Já o ano de 2020 começou muito bem, muitas empresas começaram efetivamente no dia 02 de janeiro, antes do carnaval, e tudo levava a crer que este ano seria muito bom para as empresas, para economia, mas com a Crise do Covid 19, tudo mudou.
Em sua opinião e vivência profissional ao longo desses anos de crises e altas econômicas no Brasil, quais os possíveis impactos que a pandemia atual poderá trazer sobre a nossa economia no curto e médio prazo?
Os impactos são imensuráveis neste momento, pois ainda não temos todos os dados, e a cada dia, temos novas informações. Mas o que é possível dizer é que as perdas serão enormes e com certeza levaremos muitos anos para recuperar.
Você sempre se posiciona de maneira positiva frente aos desafios, o que pode dizer aos empreendedores brasileiros nesse momento tão delicado?
Um velho ditado: “Tudo passa, tanto as coisas boas, como os coisas ruins”.
Neste momento é importante ter racionalidade, cautela na tomada de decisões, não se apavorar, ter bom senso.
Em sua opinião, essa pandemia tem origem meramente biológica? Ou pode haver outras causas não explicitamente mencionadas pela mídia em geral? Quais seriam as possíveis origens desse problema que abalou a saúde e economia mundial?
Em minha opinião, temos que avaliar todas as possibilidades, sabemos que quem detém poder tem muitos interesses, que não são visíveis.
Como é a Tulla na vida pessoal? Hobbies, interesses, crenças:
Hoje tento ter uma vida mais equilibrada, pratico atividades físicas como musculação, aulas de zumba, body combat, yoga, gosto de correr, jogar tênis.  Sempre que possível saio para dançar, tomar vinho com os amigos, ir ao cinema, namorar, etc.
Em relação aos cuidados em casa, trabalho (home office) e etc. Como você tem se adaptado com a família após o Coronavírus ter de fato se tornado real no Brasil? 
O trabalho home office, não é uma novidade pois já o fiz em outras ocasiões por diversos motivos. Acho que o fundamental é ter foco no que vai fazer, organizar um local que será o seu escritório, estabelecer uma rotina. E a família todos neste momento também estão em home office, cada um com o seu espaço organizado.
Você já morou fora do país por um tempo. Conte-nos um pouco sobre essa experiência e o que mudou após retornar?
A experiência de morar fora do país me tornou uma pessoa melhor, em relação à família, trabalho, patriotismo.  Os brasileiros de uma forma geral são pessoas alto astral, receptivos, normalmente querem ajudar o próximo, este calor humano é algo incrível, e dificilmente encontramos fora do Brasil. Senti muita falta dos amigos, da família. Por outro lado, tive a oportunidade de conhecer e viver uma nova cultura, idioma, e tantas outras coisas.
Você se considera engajada politicamente, fale um pouco sobre:
Acredito que no momento que o pais está vivendo as pessoas estão a cada dia mais engajadas politicamente, acho muito bom que esteja acontecendo, com a facilidade que temos da comunicação eletrônica, das redes sociais e internet, para quem quer aprimorar o conhecimento e se engajar, basta buscar.
Eu participei de várias manifestações a favor do Governo, a favor do Brasil, e acho muito importante participar e não ser isento neste momento tão turbulento que o pais está passando.
Que mensagem gostaria de deixar as pessoas nesse momento?
Acredite em seus sonhos, sonhe alto. Nascemos e morremos, entre estes dois, vivemos!
Então viva intensamente, pois viver vale a pena.  Não tenha medo de dizer Eu te Amo, de Perdoar, de Dançar, de brincar, de errar, pois é sinal que se tentou!
Exercite sua fé, acredite e VIVA!!!
https://revistastatto.com.br/lifestyle/entrevista/entrevista-com-tulla-duarte/

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ENTREVISTA COM KARINE DE SOUSA MOURA - Revista STATTO

Por Daniela Duarte
Conversamos com a Karine de Sousa Moura, profissional da área de saúde, graduada em enfermagem, especializada em Centro Cirúrgico e Central de Material e Esterilização.
Nossa entrevistada tem uma bela trajetória profissional, é enfermeira em centro cirúrgico, enfermeira assistencial e administrativa. Docente em enfermagem, com docência no ensino superior. Acupunturista em formação e com toda sua correria do dia a dia, nos concedeu esta bela entrevista.
Como você descobriu sua vocação na área da saúde? Quantos anos tinha?
Acredito ser um chamado de força maior, sempre brinco com os alunos, “você não escolhe a enfermagem, a enfermagem escolhe você”. Minha mãe diz que desde a primeira infância ela percebia em mim essa inclinação para o cuidar.
Conte-nos um pouco sobre seu início de carreira, dificuldades de conseguir trabalho, estudos e etc:
Minha primeira formação foi como auxiliar de enfermagem em meados do ano 2000, logo após o término do curso me tornei mãe. O principal obstáculo foi a idade e falta de experiência, pois o primeiro emprego foi na área da enfermagem. No mesmo ano que consegui o primeiro emprego iniciei a graduação, e tive que conciliar com trabalho e maternidade, essa foi a maior dificuldade pessoal.
É possível conciliar bem a vida pessoal trabalhando na área da saúde? Existem opções melhores dentro desta área para quem deseja equilibrar melhor o tempo entre o trabalho e a família?
Acredito que o início seja um pouco mais movimentado, o ânimo profissional neste momento está elevado e talvez acabamos por não perceber a sobrecarga e a diminuição dos relacionamentos familiares. Com o tempo ampliamos nosso leque profissional, descobrindo novos horizontes, e tornar possível o equilíbrio entre profissão e família.
Como foi sua trajetória em centro cirúrgico?  Como começou e até onde chegou? Quanto tempo levou para sentir que tinha chegado lá?
Iniciou como circulante de sala, e chegou a enfermeira assistencial e administrativo. A fase de transição não durou muito logo estava na ponta de uma equipe cirúrgica. Experiência fantástica em um setor de alta complexidade que em alguns momentos não se alinhava com a estabilidade humana e o equilíbrio emocional, porém a formação técnica e científica favorecia na administração e resolução de conflitos.
Como você decidiu se tornar docente na área? Conte-nos um pouco como é para você?
Observando as dificuldades no setor de atuação e a falta de capacitação profissional, surgiu um estímulo para contribuir na formação de novos profissionais. O que inicialmente seria uma atribuição paralela logo se transformou em uma paixão e atribuição oficial.
Você se considera uma professora exigente? O que almeja para seus alunos?
Sim, me considero exigente, agradeço a Deus a oportunidade da atuação hospitalar antes da docência, pois foi um período de preparo e acúmulo de experiências profissionais. Devido a essa vivência, acabo cobrando um pouco mais dos meus alunos exigindo o máximo de comprometimento e qualidade. Desejo um futuro brilhante para os meus alunos, com crescimento profissional e pessoal em ascendência.
Você começou muito jovem na área e alcançou uma posição de destaque. Mas gostaria de saber como você gostaria de terminar seus dias na área? Fazendo o que exatamente e onde?
Aos 38 anos ainda não parei de desbravar as várias possibilidades de atuação em enfermagem. Atualmente estou cursando uma pós em acupuntura (estou apaixonada) e penso em terminar meus dias profissionais ministrando aulas e proprietária de um espaço terapêutico.
Falando um pouco sobre atualidade, como você vê a epidemia do Corona vírus por sua experiência em hospitais e tempo de carreira? É realmente preocupante? O que as pessoas devem fazer para se proteger?
Me frustro com as questões culturais de nosso país, pois o momento trata-se de uma pandemia e a situação é realmente preocupante, se parássemos para avaliar com rigor e empatia a situação da Itália, por exemplo, estaríamos assimilando o processo de disseminação com maior seriedade. Claro que o desespero deve ser desencorajado, mas as medidas preventivas deveriam ser mais efetivas entre a população. Tenho conversado com outros profissionais, e observo que a falta de informação causa transtornos e equívocos com relação ao vírus.
Minha recomendação inicial é não banalizar a situação encarando como uma gripe comum, deve-se aumentar a frequência da lavagem das mãos, evitar contato como beijos, abraços e apertos de mão, evitar sair de casa e aglomerações, se possível, realizar seu trabalho em home office. E recomendação principal é o bom senso.
Em suas aulas eu tive o prazer de aprender muitas coisas relacionadas a imunidade e suas consequências. Fale-nos um pouco sobre isso, traçando um paralelo com o lado emocional, condição física e estilo de vida:
Infelizmente se pararmos para refletir e associar qualidade de vida e imunidade, torna-se preocupante. Qual é a nossa realidade? Vivemos para trabalhar e trabalhamos para viver, não equilibramos lazer, atividade física, cultura e alimentação, apertando o botão de STOP apenas quando a própria saúde entra em colapso, a mente deve estar sã para que a engrenagem corporal funcione de fato.
Qual a principal mensagem que você gostaria de deixar para as pessoas, com base em toda a sua vivência, experiência de vida e dedicação ao trabalho, muitas vezes até sacrificando sua qualidade de vida:
Sacrifícios valem a pena, tanto nas realizações profissionais quanto pessoais, obtive muitas vitórias, mas as principais são os meus filhos e tudo que pude proporcionar a eles junto a meu marido. Valeu muito a pena todas as vezes que recebi a gratidão e o reconhecimento dos meus pacientes, e hoje o sucesso dos meus alunos.
Como você vê a área da enfermagem? A classe é unida ou tem algo a melhorar?
A enfermagem está alcançando muitas conquistas e a área é promissora. Infelizmente a falta de união e ética entre os profissionais reduzem a velocidade desse progresso. A conscientização da importância da atividade profissional deve ser entendida e exercida, com técnica, conhecimento, empatia, humanização, união e ética.
Qual o principal recado que você gostaria de deixar aos estudantes da área da enfermagem, sejam eles auxiliares, técnicos ou universitários, que estão buscando um lugar ao sol:
Sejam persistentes, busquem o conhecimento, aprimorem-se, moldem-se, dediquem-se, assumam postura técnica que a oportunidade vem.
Deixe um depoimento livre que gostaria de deixar registrado:
Gostaria de agradecer a oportunidade e o carinho que me foi dedicado! A enfermagem é uma profissão extremamente necessária cuja funções não poderão ser substituídas por máquinas, pois cuidados dependem do toque, da sensibilidade humana e da empatia pela dor do outro. Agradeço principalmente a Deus por ter me capacitado e aos meus pais por terem me apoiado! Gratidão

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