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sábado, 18 de julho de 2020

ENTREVISTA COM O CASAL “GRITO DE LIBERDADE, DO BRASIL PARA O MUNDO”: ERICK RIBEIRO E DÉBORA ANDRETA - Revista STATTO




O Projeto “Grito de Liberdade – do Brasil para o Mundo” nasceu em 2016 com o objetivo de mostrar o cotidiano de um casal que largou suas vidas, para viajar a bordo de um Motorhome em busca de novas culturas e experiências. De repente, o que era para ser um caminho para a descoberta interior, se tornou um propósito de vida!
Débora Andreta – Life Coaching e formada em enfermagem.
Comece a transformação em sua vida a partir do autoconhecimento, aprenda a identificar seus pensamentos e a blindar suas emoções para alcançar seus sonhos. Sua vida cada vez mais perto da plenitude tão sonhada e planejada por você”.
Erick Ribeiro – Mentor Financeiro (Curso Rota Financeira Inteligente) e formado em engenharia civil
Garanto que você não pensará no dinheiro como pensava antes. E a partir do momento que trabalharmos juntos, te auxiliarei a colocar o dinheiro numa rota certa para ser FACILITADOR de seus PROJETOS, SONHOS e VIAGENS”.
Conte-nos um pouco sobre a trajetória de vida de cada um de vocês? Crenças, onde foram criados, como se conheceram?
De bem com a vida Erick Ribeiro, cofundador do projeto “Grito de Liberdade”, criador do “Método AAII das Finanças” e curso “Rota Financeira Inteligente”, com 34 anos de idade, mas com corpinho de 26 e rostinho de 40. Visão empreendedora, treinador e mentor financeiro e empresarial, palestrante, engenheiro civil, master em “Gestão de Negócios Imobiliários”, gestor empresarial e analista em melhoria de processo, nasceu numa comunidade da periferia de São Paulo mais conhecida como favela.
Adora um novo desafio e já viajou mais de 17 países, em busca de conhecimento e novas experiências, além de suas formações acadêmicas, é fotógrafo nas horas vagas e apaixonado em viver momentos únicos com sua esposa Débora Andreta.
Em suas viagens pelo mundo descobriu seu propósito de vida, que é ajudar as pessoas a transformar suas vidas financeiras, planejar e realizar seus sonhos. Acredita que sonho sem planejamento, ação e consistência, é igual à fantasia. Porém SONHO mais Planejamento, Ação e Consistência é igual a Resultados e Realizações.
Débora Andreta, enfermeira especialista em “Saúde Familiar”, nascida e criada em família humilde, atuou como pesquisadora e também líder de equipe em “Redes Especializadas na Prevenção e Promoção de Saúde”, desde sua formação há 10 anos. Quando, apesar de estar adequada a vida que a sociedade acredita ser o ideal, sentia-se insatisfeita com seus resultados e estilo de vida.
Foi então que em 2016, Débora, juntamente com seu esposo, Erick Ribeiro, até então engenheiro civil e hoje consultor financeiro, saíram do Brasil em busca de seu propósito de vida. Quando na estrada, a bordo de um Motorhome, descobriu o porquê de seus incômodos internos, quebrou paradigmas e superou seus próprios traumas, sentindo o gosto de uma vida cada vez mais intensa e com liberdade. Após o encontro interno consigo, percebeu que muitas pessoas vivem aprisionadas da mesma forma. E percebeu que tinha um grande desejo de ajudar essas pessoas a superarem os seus próprios traumas, para darem o seu “GRITO DE LIBERDADE”, nome dado ao projeto iniciado pelo casal em 2016.
Agora além das especialidades já citadas, Débora conta com formações em “Life Coaching”, “Master Practitioner em Programação Neurolinguística”, “Analista Comportamental”, entre outras, para guiar pessoas que se encontram estagnadas e sem rumo a viver uma vida com Propósito e Liberdade.
O encontro foi na faculdade, mais especificamente no pagode próximo a faculdade (kkkk), quando vi aquela “loirona” dançar não resisti e fui logo chamá-la para dançar, pronto, logo ali já tomei meu primeiro “toco”, mas nunca fui de desistir na primeira tentativa, então fui alvejado pelo segundo “toco”, mas tudo bem continuei por ali até que consegui seu telefone. O resto é história e já se passaram 12 anos, sendo 8 anos já casados.
Um projeto de vida como o “Grito de Liberdade” é bastante desejado por muitas pessoas, mesmo as que não o confessam, esse desejo lá no íntimo de se aventurar pelo mundo. Se pudessem exemplificar, quais seriam os pilares que as pessoas basicamente precisam fazer, para transformar esse desejo em realidade?
Acreditamos que qualquer pessoa que tem um desejo ardente, em seu coração, mais conhecido como sonho, pode sim realizá-lo. Parece clichê o que irei dizer agora (Erick).  Porém uma das partes mais importantes para alcançar algo na vida e ter clareza daquilo que se quer, ou simplesmente do lugar que se deseja chegar. Eu sei que essa resposta nem sempre é fácil de ser respondida, porém posso te falar com propriedade que no início você não conseguirá ver totalmente aonde quer chegar. Ou, o que quer conquistar, mas tenha sempre em mente que o destino final é muito importante, porém você jamais chegará lá se não conseguir fazer nem a próxima curva. Então, preocupe-se com isso, e dê o seu máximo em cada curva e tarefa, que tenho certeza que chegará onde quer. Como eu tenho tanta certeza disso? Eu cheguei até aqui fazendo isso, então você também consegue. Outra coisa que irá te ajudar muito em sua caminhada é entender que você é o único responsável por seus resultados, sejam eles bons ou ruins. Então, não se faça de vítima e resmungão, chame a responsa para você! Arregace as mangas e faça o que tem quer ser feito todos os dias para alcançar seus objetivos. Não dependa dos outros, faça simplesmente sua parte e verá os resultados brotarem em seu jardim. E uma parte que coloco no top list, é não esperar ter muito dinheiro para saber administrar, mas sim aprender a administrar o que tem para ter muito dinheiro. Tenha suas finanças organizadas, viva com 70% daquilo que ganha, invista os outros 30% em seu futuro, na multiplicação do seu patrimônio, construa um “Tanque Financeiro” equivalente a 12 meses do seu custo de vida. Pois caso ocorra algum imprevisto, você não passará por desespero financeiro, e sim conseguirá ter paz financeira para focar em seus projetos e buscar seu “Grito de Liberdade”.
Erick você é um consultor financeiro, que inclusive conquistou a própria autonomia financeira muito jovem. Poderia nos contar como foi seu percurso, o que você fez, do que abriu mão para chegar nesse patamar? Mesmo que tenha crescido e vivido num país onde a economia é extremamente oscilante?
Realmente ter vivido e nascido em um país e uma comunidade menos privilegiada, vamos assim dizer, foi um fator que de certa forma, pode ter me atrasado na conquista de meus objetivos. Porém, isso nunca foi uma barreira para mim, pois nunca me fiz de vítima e reclamão, sempre foquei onde queria chegar e não media esforços legais para que isso acontecesse. Mas, aqui existe um fator primordial em minha caminhada, que agradeço todos os dias de minha vida, que são os ensinamentos, princípios e educação que meus pais me deram, pois mesmo que eles nunca tenham tido a oportunidade de frequentar uma escola na vida, sempre me incentivaram a fazer as coisas com princípio, respeito, honestidade, coragem e sem limitações emocionais. Por exemplo, se você quer algo vá lá e conquiste! Você pode, faça com intensidade, verdade e lute por aquilo que quer, pois se você não o fizer ninguém irá fazer por você. E não se importe se alguém falar que você não irá conseguir, essa é uma limitação deles e não sua.
Outra coisa que entendi muito cedo quando comecei a trabalhar com nove anos de idade nos empreendimentos da família, no ramo alimentício, mais conhecido como Boteco (kkkk) e depois passando a ser engraxate, servente de obras ou trabalhando em agropecuárias entre outros trabalhos que já fiz ao longo de minha jornada, é que tudo tem um começo e que nem sempre será fácil e a sua condição atual não determina seu futuro; mas sua decisão presente sim, irá construir o próximo capítulo de sua vida futura.
E claro não poderia deixar de falar na parte financeira, esse é um dos pontos chave para minha virada. Entendi muito cedo que precisamos primeiro aprender a administrar o que temos, para depois ter muito dinheiro e não o contrário, ter muito dinheiro para aprender a administrar. Essa é uma de minhas fórmulas de sucesso financeiro, inclusive além de mentorias personalizadas, hoje temos também um curso totalmente online o “Rota Financeira Inteligente”, onde ensino técnicas que criei e aprimorei durante minha trajetória, para ajudar nossos queridões e suas famílias a transformarem suas vidas financeiras. Se quiserem saber mais é só entrar em contato conosco pelas redes sociais. Outro fator importante é: nunca dependa de uma única fonte de renda, sempre tenha rendas extras, dessa maneira conseguirá alavancar seu patrimônio, conquistar mais rápido seus objetivos financeiros e estará blindado caso aconteça algum imprevisto no caminho.
Débora, conte-nos um pouco sobre sua trajetória como enfermeira e como isso contribuiu para que, com seu feeling e experiência cuidando de pessoas, te ajude hoje como uma Life Coach?
Minha jornada na área da saúde iniciou como assistente administrativa, onde minhas habilidades em gestão de pessoas já foram diferenciais para minha jornada com o desenvolvimento humano. Após minha formação em enfermagem, iniciei como pesquisadora o que me incentivou a estudar mais sobre as diversas vertentes relacionadas ao ser humano. Mas, foi ao trabalhar em uma “Unidade Básica de Saúde”, que percebi que não gostava muito da parte técnica da enfermagem, mas sim da área de promoção e prevenção em saúde, o que me aproximou de forma única das famílias acompanhadas. Nessa época, também era responsável pela área de planejamento familiar, onde ministrava orientações e palestras em grupo, além de trabalhos de acompanhamento familiar, juntamente com a assistente social da unidade. Nesse período, aprimorei minhas habilidades de ouvir, compreender e direcionar pessoas, buscando sempre a empatia e sem excluir os seus conhecimentos empíricos. Uma jornada que me ajudou muito em minha atuação como “Life Coach” com “PNL” ou “Mentoria”, pois me ajudou a reforçar a minha visão de não julgamento, mas sim de auxilio e direcionamento, levando em consideração a experiência de vida de cada um e de sua visão do mundo, que com certeza será diferente da minha. Ter a oportunidade de fazer parte da trajetória de vida de alguém é um privilégio e uma honra. E como mentora, tenho muito respeito pela história de vida de cada um e acredito profundamente que independente dos traumas e limitações a que as pessoas possam ter sido submetidas em suas vidas, elas são capazes de alterar o presente para ter um futuro de acordo com o sonho delas. E eu ajudo nessa jornada de autoconhecimento e descoberta de propósito, para que ela tenha a escolha de manter o que quer em sua vida e mudar o que não serve mais, para conseguir alcançar o que deseja.
Apesar de hoje se falar muito em inteligência emocional e autoconhecimento, fomos ensinados a deixar isso de lado, como se não fosse tão importante quanto às outras áreas palpáveis da vida, como conhecimento em geografia, história ou matemática, porém ao se deparar com os desafios da vida, suas emoções e a forma como você lida com elas, determinarão suas ações e reações perante cada situação, te aproximando ou afastando de seus objetivos. Sempre falamos com nossos queridões que não adianta viajar o mundo para fugir dos seus problemas, pois muitos deles são internos e você “se levará” para qualquer lugar que for, se você não aprender a lidar com suas emoções, você poderá estar em qualquer lugar do mundo e ainda assim, só conseguirá enxergar problemas pelo caminho. A sua jornada se inicia dentro de você!
Poderiam traçar uma linha do tempo, dizendo os principais países já que estiveram e contar um pouco da experiência (se ficaram em casa ou Motorhome, tempo de permanência, como ganhavam dinheiro) em cada um deles?
Passamos por 17 países até agora, sendo 12 deles na Europa e 10 com nosso Motorhome. Nosso primeiro vôo foi em março de 2016, saindo do Brasil rumo à Irlanda, nossa primeira parada por praticamente 1 ano, para aprender o inglês. Por lá, eu Erick, trabalhei como KP (Kitchen Porter) basicamente lavador de louças, pois não queríamos mexer em nossas economias e investimentos no Brasil, tudo isso fazia parte de planejamento inicial, aliás, ficaria muito mais fácil aprender o inglês vivendo com a cultura local. E foi lá também que descobri o talento para fotografia e passei a atuar como fotógrafo de casamentos, fazendo renda extra, um dos meus pilares para a riqueza (kkk). A Débora iniciou fazendo faxina em casas de famílias, seguindo a mesma linha de nosso planejamento financeiro e de objetivos, e por lá também iniciou um dos seus primeiros “Gritos de Liberdade” de sua vida, que foi cantar nas ruas de Dublin, atuando como “Busker”, digo isso, iniciando seu “Grito de Liberdade”, pois a Débora apesar de cantar muito (nem sou Fã né!) ela sempre foi muito envergonhada quando ela era o centro das atenções. Mas isso foi vencido e as ruas de Dublin foram agraciadas pela sua voz e talento, porém quando tudo por lá já estava massa demais, decidimos recalcular nossa rota e comprar nosso Motorhome na Holanda em março de 2017. Essa história é bem engraçada, pois compramos nosso Motorhome pela internet sem nunca ter entrado em um Motorhome na vida, mas depois contamos essa história em detalhes e também quem quiser saber um pouco mais entre lá em nossas redes sociais. Então começamos pela Holanda, seguimos para Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Áustria, Suíça, Liechtenstein, um país com um dos maiores PIBs da Europa, com apenas 37 mil habitantes que nem sabíamos que existia e que só tem Porsche na rua (kkkk)! França, Espanha e Portugal e depois de avião para Inglaterra. Por quase todos esses países que passamos, nosso sustento na estrada foi mantido por grande parte da primeira fase, pelas economias geradas e mais uma vez nossa boa administração financeira. Sempre pensando a médio e longo prazo. A Débora também cantou em cinco países e que sempre renderam ótimos frutos financeiros. Depois dessa fase e até hoje vivemos sem patrocínio financeiro nenhum, vivemos apenas com recursos próprios, fruto de investimentos que temos no Brasil e exterior. Por todos esses países que passamos na primeira fase, ficamos “full time” no Motorhome, raramente dormimos na casa de algum amigo ou conhecido. Na verdade, as pessoas adoram vir nos visitar no Motorhome, para ver como é e sentir a sensação de liberdade, acordar cada hora em um lugar e país diferente. E foi nessas visitas que entendemos que a viagem era um preparo, que virou um presente e hoje é a cereja do bolo, porém o que nos movia e nos move até hoje, é conhecer pessoas, suas histórias e ajudá-las a darem seu “Grito de Liberdade” geográfico, financeiro e emocional. Essa é e tem sido nossa melhor experiência.
Quais os prós e contras de viajar de Motorhome?
Olha aqui poderia ficar discursando vários pontos, mas vou me ater apenas em alguns: a parte boa de viajar de motorhome, sem dúvida nenhuma é ter a liberdade geográfica de acordar em diferentes lugares, paisagens, países e claro com sua casa a tiracolo. Tipo, “caraca”, não precisa arrumar as malas todas às vezes porque já está tudo ali pronto a seu dispor. Viajar com Motorhome também é muito vantajoso, pois você sai do raio dos turistas, conhece a cultura local, pequenas vilas e isso te traz uma bagagem riquíssima, a parte econômica também em nosso caso faz diferença, pois viajar de Motorhome é muito mais econômico do que os meios tradicionais. Os pontos contra não são muitos, mas, viajar e viver dentro do Motorhome exige muita disciplina, organização e com isso uma parte muito operacional em todos os sentidos, que às vezes se torna desgastante. Pois não é uma casa comum que você aperta a descarga e pronto foi tudo embora e você nunca mais veja a “Me@@@ que fez kkkk”, existe um trabalho sujo a se fazer. Antes de dormir você precisa nivelar o carro para não dormir com a cama desnivelada, a quantidade de água sempre é limitada, mas se puder listar uma pior de todas é o banho. Temos chuveiro sim no Motorhome, porém nunca será como um banheiro de uma casa comum, disso sentimos muita falta, sabe aquele banho com mais pressão na água e um pouco mais à vontade? Então, é desses que estamos falando. No mais, a viagem e vida no Motorhome é superconfortável e somos suspeitos para falar, pois já viajamos assim há quase 3 anos né?!
Com a bagagem já acumulada nos países que já estiveram, poderiam nos dizer se existem países onde o povo brasileiro é mais aceito, ou se adapte melhor em termos de moradia, trabalho e relacionamento interpessoal?
Adoramos grande parte dos países que moramos e passamos e poderíamos falar um pouquinho de cada um em particular, mas se tivéssemos que escolher um, sem sombra de dúvidas seria Portugal, pela facilidade do idioma, existem sim diferenças culturais, mas eles nos recebem com tanta alegria, receptividade e a maioria deles sempre está pronto a te ajudar, o clima de Portugal também é ótimo comparado como o restante da Europa, mais quente, mais dias de sol, menos frio e paisagens de tirar o fôlego. Gostamos tanto que fizemos de Portugal nossa base geográfica na Europa, se tornando nossa segunda casa.
Vocês pensam em ter filhos? Existe um planejamento ou é um sonho distante? Como imaginam a criação deles (as): num único lugar ou no mesmo ritmo que vivem atualmente?
Pensamos sim em ter 2 filhos e já estão em nossos planos de curto prazo, e queremos criá-los livres, sempre em movimento. Conhecendo novas culturas, experimentando diferentes tipos de comidas, expostos a natureza, diferentes idiomas, aprendendo um pouco a cada parada sem limitações, dizendo para eles que sim eles podem ser e conquistar o que eles quiserem. Bom depois dessa explicação nem precisamos falar que queremos tê-los na estrada né!
Como fazem para lidar com a saudade da família? Vocês conseguem encontrar as pessoas mais próximas com qual regularidade?
Essa é uma questão que às vezes nos pega, mas com ajuda da internet hoje esse relacionamento fica muito mais próximo e fácil. Ligações por chamada de voz ou videoconferência são bem frequentes entre nossos familiares, e quando a saudade aperta um bocadinho mais, pegamos um vôo e pronto, depois de algumas horinhas estamos lado a lado. Essa parte é bem curiosa também, pois os pais da Débora agora têm um pretexto a mais para fazer viagens internacionais (kkkk), eles já nos visitaram na França e Portugal e ficaram conosco dentro do Motorhome, pensa a logística e calor humano (kkkk). E assim a balança da saudade fica cada vez mais equilibrada e saudável.
Que mensagem podem deixar as pessoas nesse momento de incertezas tanto no aspecto emocional, com o confinamento, quanto econômico e de saúde?
Primeiro tenha em mente que o mundo é cíclico, altos e baixos, talvez agora estejamos vivendo a baixa, mas isso irá passar e você voltará a viver os dias de alta. Aproveite esse momento para se reinventar e fazer aquilo que sempre teve vontade de fazer seja na área profissional, conjugal, pessoal e familiar. Aproveite também para rever e organizar suas finanças, caso você esteja passando por dificuldades nessa área, não é porque você perdeu o emprego, ou perdeu seu próprio negócio e sim porque enquanto você os tinha não soube administrar aquilo que tinha, então aprenda e administrar suas finanças e faça sobrar de 20 a 30% do seu salário todos os meses e com esse dinheiro comece a construir seu “Tanque financeiro” equivalente a 12 meses do seu custo de vida atual. Para quando surgir algum imprevisto, enfermidade ou acontecimento abrupto como esse que estamos vivendo, você esteja muito mais preparado, esse também é um conhecimento que compartilho e ensino passo a passo no curso “Rota Financeira Inteligente”.
No âmbito emocional, foque naquilo que você pode controlar, pois você até pode se manter informado do que está acontecendo ao seu redor, mas se alimente daquilo que te faz crescer e te ajuda a alcançar seus sonhos. Ao colocar toda a sua energia em coisas que você não pode controlar, será paralisado pelo medo e ainda estará perdendo um tempo valioso com o excesso de informação não proveitosa para sua mente. Outra dica é, tenha paciência e aproveite para se desenvolver e desfrutar de momentos importantes com as pessoas que você ama.
Para mais informações se inscrevam em nosso canal e também confiram nossas páginas: https://www.instagram.com/gritodeliberdade_/
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terça-feira, 14 de abril de 2020

ENTREVISTA COM LUAH GALVÃO - extraído Revista STATTO




Crédito da foto: Hudson Motta

Entrevista por Daniela Duarte 
*Confira as fotos no final da matéria!!!

Conversamos longamente com a atriz e apresentadora Luah Galvão, uma profissional da comunicação, que tem muita habilidade para dialogar com o público e um carisma imenso. Luah é um rosto conhecido na mídia, participando de vários comerciais. Além de ser palestrante motivacional, faz expedições pelo mundo e busca sempre pelo novo!
Quando pequena queria ser cientista, estar em um laboratório como aquele das histórias do professor Pardal, na adolescência me apaixonei pelos caminhos desvendados por Jacques Cousteau, no final do colégio pensei em muitas coisas; de arquitetura à educação física, passando por ciências sociais, entre outras. Acabei caindo na faculdade de direito e meu desencantar com as leis, me levou à publicidade, que me levou ao mundo das artes, que me levou para a comunicação, em um encadeamento interessante, onde cada elo foi necessário para ver o todo”.
Conte-nos como surgiu e o que é o projeto Walk and Talk?
Em primeiro lugar, obrigada por esse espaço de compartilhamento, é um prazer enorme estar por aqui.
Bom, vou iniciar contando um pouco sobre esse projeto de viagens que batizamos de “Walk and Talk” (LINK: www.walkandtalk.com.br) cujo propósito foi: pesquisar o que move, inspira e motiva pessoas das mais diferentes raças, credos e culturas.
Para realizar essa pesquisa, eu e meu companheiro Danilo España, demos uma Volta ao Mundo, passando por 28 países nos 5 continentes. A ideia inicial era viajar por 6 meses visitando 16 países, mas, a viagem acabou durando mais de 2 anos, e quase dobramos o número de países visitados. Ao total, foram mais de 160 destinos onde conversamos com muita, muita gente. Em nossas mochilas – gratidão à Curtlo ( LINK: https://www.curtlo.com.br) que nos apoiou – levamos apenas uma pergunta: “O que te motiva?”. Queríamos descobrir qual é essa força que nos faz acordar todos os dias e seguir adiante.
E sobre como surgiu a ideia do projeto…
Na época antes da viagem, eu vinha questionando minha profissão. Me sentia com o copo lotado, as atividades eram muitas e eu andava esgotada. Em paralelo, queria reavaliar o sentido daquilo que eu fazia e descobrir o meu sentido de propósito. Achei que “dar um tempo” e viajar para lugares desconhecidos, saindo da minha “zona de conforto”, me traria um bom ambiente para minhas reflexões e descobertas.
O Danilo por outro lado, trabalhava na aviação, mas queria se aperfeiçoar na área da fotografia, buscando novas técnicas e habilidades, nessa que era para ele, uma área de muito interesse. Além disso, o Danilo também tinha um sonho antigo de atravessar o mundo conhecendo novas culturas. Tanto para ele, quanto para mim, a viagem seria um ambiente perfeito para nossas necessidades de reflexão e expansão.
Somamos à nossas vontades, o embasamento de um curso maravilhoso que fazíamos semanalmente com o Prof. Viktor D. Salis – especialista em mitologia e antigas civilizações. Nesses encontros, com o formato de simpósios, várias provocações eram feitas sobre o sentido da vida, autodesenvolvimento, propósito, motivação, investigação dos nossos talentos e habilidades, etc.…, temas que mais tarde, fariam parte do centro da nossa pesquisa.
Posso dizer então que ambos já tínhamos uma vontade de mudança, e os simpósios foram o empurrãozinho que estávamos precisando. Durante a fase de planejamento do projeto, que aliás durou quase 1 ano, o Prof. Viktor nos ajudou em inúmeros aspectos, inclusive montando a rota da nossa viagem conosco. Foi ele quem nos ajudou a escolher uma multiplicidade de países que representassem um grande espectro cultural, para que a gente pudesse entender melhor o sentindo da motivação à partir de povos bem diversos.
Depois de muito planejamento e muita construção, embarcamos para essa que foi mais do que uma viagem pelo mundo, foi para nós, uma grande mudança de paradigma.
Como conseguir conciliar o trabalho como atriz e palestrante com esse projeto itinerante?
A Volta ao Mundo teve dois momentos:
Durante o primeiro ano de viagem fiquei 100% focada no projeto. Me dediquei apenas às contrapartidas que havíamos prometido aos nossos apoiadores e ao compartilhamento das nossas vivências e experiências nas redes que o Walk and Talk tinha na época. E isso não era pouca coisa. Produzíamos materiais internos e externos para empresas parceiras, vídeos, matérias para nosso blog “O que te motiva” na Revista Você S/A (blog que hoje migrou para Exame LINK: https://exame.abril.com.br/blog/o-que-te-motiva/), enviávamos diariamente boletins para uma rádio, sem esquecer dos conteúdos para nossas redes. Foi bastante trabalho. Vivíamos as experiências durante o dia e produzíamos os materiais durante a noite.
Já no segundo ano de viagem, como o recurso reservado já estava chegando no fim, resolvi avisar alguns clientes importantes que estaria disponível para trabalhos de curto prazo. Tive a sorte de fechar alguns bons trabalhos, voltando pontualmente ao Brasil. Na época, o dólar estava bem abaixo de hoje; eram incríveis R$ 1,78. Com esse câmbio, eu podia não só bancar minha passagem para o Brasil, como os valores que ganhava, tinham uma excelente conversão para o dólar.
Se não me engano, nesse segundo ano voltei umas 5 vezes ao Brasil. Eu voava, programava um dia para descansar do fuso horário, trabalhava durante os dias programados e voltava logo em seguida. Nunca passei mais do que 6 dias no Brasil, o que me ajudou a não desconectar do projeto. Enquanto eu trabalhava, o Dan seguia no exterior tocando nossas contrapartidas. Funcionamos como um bom time, e o recurso que conseguia nas viagens para o Brasil, nos ajudou a ficar esse ano extra viajando. Foi cansativo, mas muito bom!
Num de seus depoimentos, você cita que enquanto viaja e interage com novas pessoas e culturas, você amplia suas habilidades na área da comunicação buscando novas formas de interação muito mais ligadas à essência das pessoas e à real conexão. Fale-nos um pouco sobre isso?
Essa pergunta é bem interessante…
Saímos do Brasil falando inglês e espanhol, mas nem todas as pessoas ou culturas podiam compreender as línguas que levávamos na “mochila”, então, o interessante foi ter que desenvolver outras formas de comunicação. Usamos muito da linguagem corporal, gestos universais, desenho e a própria linguagem do amor. Inclusive, acho que o que mais fizemos foi usar todas as formas de comunicação ao mesmo tempo: parte em frases ou palavras, parte em gestos, olhares, desenhos, tudo junto e misturado… Lindo de se ver e de se compreender!
Sobre a “linguagem do amor”, ela também funciona! Tivemos alguns casos bem pontuais – que nunca mais vamos esquecer – de interações com pessoas com as quais foi a conexão com o coração que permitiu nossa interação.
Vou tentar explicar melhor… existe uma linguagem que se estabelece muito além dos códigos tradicionais de comunicação que estamos acostumados. Quando ativamos nosso coração, o bem querer parece que transborda no olhar e em nossa energia, e por empatia, mesmo sem que nenhum dos lados da relação possa compreender sequer uma palavra, a conexão é estabelecida.
Somos todos humanos e como humanos, podemos nos entender através do carinho, respeito amizade, empatia; através do amor.
Legal comentar também que hoje em dia existem diversos aplicativos – que ainda não existiam na época da Volta ao Mundo, que ajudam na tradução simultânea. Isso é um grande avanço no mundo na interação e nos salvou diversas vezes em uma viagem para o Myanmar que fizemos no final do ano passado (2019).
Acredito que seja apenas o começo de muitos avanços tecnológicos que vamos experimentar na área da comunicação, aproximando cada vez mais pessoas ao redor de todo mundo.
Se pudermos nos valer da tecnologia, sem esquecer da conexão real e da empatia, acho que teremos um grande futuro na interação entre nós humanos.
Em seus depoimentos e textos em que compartilha suas experiências e sensações sobre o mundo, você sempre passa muita leveza e positividade. A Luah na vida pessoal e profissional, como encara seus desafios e dificuldades?
kkkkkkkkk… Então, tenho mesmo um “q” de Pollyanna no meu ser. Todos em minha família tem um pouco dessa ingenuidade misturada com um tom vibrante de alegria.
Mas olha só, sou filha da Graça e do Felicio… pois é, esses são os nomes dos meus pais. Acho que não dava para ser muito pessimista vindo dessa mistura… rsrsrs
Como todos, também tenho meus dias de tristeza e desilusão profundas. Mas em geral, sou do tipo que enxerga mais o copo cheio que vazio. Me considero também alguém que enxerga muita beleza na vida, na natureza e nas pessoas.
Sinto que a vida reage conforme agimos sobre a mesma. Nossos pensamentos e ações formatam a jornada em que transitamos. Quando nossa mente projeta negatividade, é isso que acabamos colhendo. Da mesma forma, se agimos com mágoa, ressentimento, dúvida, medo, agressividade, etc… adivinhem qual será a resposta da vida?
Não é à toa que o princípio da “ação e reação” é mais do que uma simples “regra”. Ele é uma das grandes Leis da física – conhecida como a terceira Lei de Newton. Muitos povos do mundo que conhecemos levam isso muito a sério, como se essa Lei fizesse parte de suas bases culturais e filosóficas. Muitas pessoas têm essa noção arraigada em seus comportamentos e de fato não fazem ao outr@ ou ao meio, aquilo que não gostariam de fosse feito com el@. Sinto que tenho muita aderência a esse princípio.
No mais, tento manter sempre meus pensamentos mais construtivos que destrutivos, olhar mais o caminho e a chegada do que os obstáculos, e procuro sempre ver o lado bom e belo das coisas e situações. Acho que isso me ajuda a manter minha própria motivação e inspiração com a vida.
Com tantas histórias e bagagens que você vem colecionando, o que poderia dizer as pessoas nesse momento de certa forma tão delicado, com a pandemia do Coronavírus?
Estou respondendo essa matéria em um momento em que ainda estamos no início do surto no Brasil, então, vou expressar o meu sentimento e pensamento de agora.
Sinto que esse momento está nos trazendo uma oportunidade de auto avaliação e autodesenvolvimento como talvez nunca tenhamos tido desde a virada do século. Acho que essa tem sido uma parada importante diante de um mundo que estava em uma aceleração além de nossa conta.
O que mais eu escutava nos últimos anos, principalmente ano passado (2019) eram frases como: “Para esse trem que eu quero descer!!”, “Não vejo sentido naquilo que faço”, “Não tenho tempo pra nada”, “Meu trabalho me consome”, “Minhas 24 horas viraram 16”, “Sinto um vazio imenso dentro de mim”, “Não tenho tempo para minha família”, “Estou perdido”, etc..
Em paralelo, percebi diversos amigos e conhecidos passando por situações muito difíceis de depressão, Burnout, crises de ansiedade e pânico. Parecia que a nossa sociedade havia descarrilhado. Enquanto humanos, estávamos vivendo vidas com cargas e pressões muito acima do limite de nosso corpo, mente e emoções. Então, para além da dor daqueles que têm sofrido em hospitais em todo o mundo, essa crise tem nos dado tempo, para revisar a nossa vida, nossos comportamentos, nossa relação com o outro, nossa conexão com a natureza e principalmente, essa crise tem nos dado tempo para olharmos para nós mesmos.
Em paralelo, se eu começar a falar sobre a regeneração da natureza em si, vão mais muitas linhas nessa entrevista. A Terra tem nos mostrado diariamente quem realmente é o verdadeiro vírus dessa história.
O estilo de vida experienciado por nós humanos – principalmente nos grandes centros, estava fadado ao colapso. Ou está, caso não possamos aprender as lições desse momento. Ao meu ver, o que temos em nossas mãos no momento, é uma CHANCE. Apenas uma OPORTUNIDADE de reavaliarmos a nós mesmos e nosso coletivo, buscando novas alternativas de uma vida menos angustiante, e sim mais verdadeira e sustentável.
Agora é hora das grandes jornadas e aventuras, mas com um novo destino: para dentro. O tempo é para as viagens internas, que podem apresentar cenários tão novos quantos os de uma Volta ao Mundo. Aliás, sempre digo em nossas palestras que durante o mochilão, “a cada passo que eu dava para fora, três eram dados para dentro”.
Que possamos então, atravessar essa fase com todos os cuidados necessários para que nosso corpo não padeça. E enquanto indivíduos, que possamos aproveitar essa oportunidade para rever todas as nossas ações e comportamentos buscando nosso desenvolvimento pessoal e a evolução de nossas consciências. Se todos fizerem sua lição de casa, nosso coletivo terá a chance de saltar para um futuro mais humano, sustentável e consciente.
Poderia traçar um panorama de suas principais viagens e datas? E uma lição principal que pode aprender com cada uma delas?
Quando saímos para o projeto Volta ao Mundo, não podíamos imaginar que nossas viagens pesquisando outros temas continuariam. Achamos que seria um projeto de uma viagem só. Mas quando voltamos ao Brasil, menos de um ano depois já estávamos com o “bichinho da viagem” provocando a gente de novo. E então outras viagens se seguiram:
  • Volta ao Mundo – viagem pesquisando motivação | entre 2011 e 2013
  • Caminho de Compostela – 52 dias peregrinando o Caminho de Santiago pesquisando histórias de superação | 2014
  • Expedição Peru – viagem por várias regiões do Peru com o olhar sobre o tema resiliência | 2015
  • Lov Talks – projeto livre falando sobre amor (em amplo sentido) | 2017
  • Airplane Mood – viagem para Myanmar e Tailândia | 2019 – essa viagem surgiu como resposta a uma necessidade de um detox digital, de dar um tempo nas vidas corridas e contemplar novamente as belezas de uma cultura ainda não explorada por nós, que foi no caso o Myanmar.
O que diria as pessoas que tem o mesmo sonho que o seu (hoje concreto) de viajar pelo mundo, mas que por algum motivo ainda não conseguiram se organizar, seja devido compromissos, falta de grana, falta de coragem e etc?
Em primeiro lugar: não desistam dos seus sonhos. Por mais tempo que demore para ser realizado, o sabor da conquista de um sonho é inigualável… é bom demais.
De qualquer modo, antes de se dedicar à construção de um sonho, vale a pena pesar a importância que ele tem em sua vida. Saber se esse sonho é algo prioritário, ou apenas um devaneio momentâneo, se perguntar se você tem vocação para realizar o tal sonho, e até recursos suficientes para iniciar o plano. É muito bom fazer uma série de perguntas para o seu eu antes de dedicar sua energia a projetos que muitas vezes podem parecer sonhos, mas podem ser apenas desejos passageiros, ou até vislumbres de um possível pesadelo.
Respondendo todas as perguntas importantes, o próximo passo é o planejamento. Tudo aquilo que sonhamos está apenas no mundo das ideias até que a gente comece a investir nosso tempo e nossa energia para tirá-lo do papel. Nenhum sonho ganha a realidade sem uma série de ações práticas. E aqui não falo apenas das viagens, mas de todo e qualquer sonho que possamos ter. Desde uma graduação, uma Pós, uma festa de casamento, uma mudança de casa, cidade, aprender uma nova atividade, etc… Sem planejamento e muita energia, uma grande parte dos sonhos morre na praia.
Agora, voltando ao mundo das viagens ou das viagens pelo mundo… muitas vezes, nossos sonhos podem ser adaptados à nossa realidade do momento, tanto em termos de tempo, quanto ao nosso tamanho de bolso.
Certa vez encontrei uma pessoa que seguia nosso projeto no aeroporto, e ele comentou que ficava de olho em nossas dicas, pois seu sonho também era dar uma Volta ao Mundo. Na época ele trabalhava no aeroporto de Guarulhos e não tinha condições financeiras para fazer algo do tipo. Conversamos, seguimos conectados e ele se encorajou a começar seu sonho aos pouquinhos. Tempos depois conseguiu viajar para o Peru. Se não me engano, era sua primeira viagem para fora do Brasil.
O encantamento diante do novo e a felicidade em tocar novas culturas foram tão grandes, que alguns anos depois ele viajou de novo, dessa vez para realizar um incrível projeto pelo mundo. Ele conseguiu!! A primeira viagem gerou a coragem e o maravilhamento suficientes para que ele tivesse forças para seguir sonhando… e planejando.
Durante a viagem, ele usou plataformas digitais de hospedagem em casas de família, fez também vários amigos ao longo do percurso que também o ajudaram com a acomodação. E assim, ele e rodou diversos países do mundo. E realizou seu sonho. E foi feliz. Passito, passito…
Não desista nunca de seus maiores sonhos! Eles nos movem adiante e quando realizados, nos transformam em todos os sentidos.
Você já participou de muitas convenções, trabalhos na mídia e institucionais como atriz e apresentadora. Quais foram os mais importantes e marcantes de sua carreira?
Tive uma jornada bem interessante nos últimos anos fazendo trabalhos em várias das áreas da comunicação, cada uma pedindo uma especificidade e técnicas diferentes. Aprendi um monte.
Sobre trabalhos que me marcaram e foram importantes para mim…
Difícil selecionar, viu!
Mas vamos lá… o que veio primeiro em minha lembrança foi uma novela infantil chamada “Acampamento Legal”. Esse era um programa diário exibido todas as noites na Record. O enredo era ótimo e me diverti um monte gravando. Gostei muito de desenvolver meu personagem batizado de Zezé Batuta – uma bruxinha do bem que aprontava várias!
Ainda na TV, tive bastante orgulho também em participar do Telecurso TEC da TV Cultura – um programa educativo todo voltado à formação técnica e ao empreendedorismo.
Na área de eventos, tive alguns momentos sensacionais e de muita responsabilidade. Não vou mais me esquecer da abertura oficial do pavilhão da Dinamarca no Rio de Janeiro durante os Jogos Olímpicos, ao lado – literalmente, de toda família Real Dinamarquesa. Na mesma época, conduzi a abertura do Rio Media Center, que contou com a presença de diversas autoridades nacionais e internacionais da mídia de diversos países. Ambos momentos durante os Jogos Olímpicos me exigiram muita responsabilidade.
Um outro evento que meu coração não vai esquecer, foi o Prêmio do Itaú Unicef que apresentei no final de 2018, onde as histórias dos premiados foram tão impactantes que me emocionei diversas vezes ao longo da apresentação. Pude perceber como nós brasileiros, somos mesmo um povo criativo, guerreiro, batalhador, donos de projetos incríveis de impacto que ajudam inúmeras comunidades ao redor do Brasil. Saí de lá com uma grande esperança no futuro.
Mudando para a área de criação, fiquei muito feliz com um projeto que desenvolvi para uma empresa multinacional, onde levamos vários executivos para uma imersão na cultura indígena. Ao longo de 3 dias de evento nos aprofundamos nos valores dessa cultura e tivemos a oportunidade de vivenciar um momento lindo dentro de uma das tribos brasileiras.
Outro projeto que gostei muito de desenvolver e organizar, foi uma pesquisa sobre positividade, encomendada por uma marca de expressão global. A equipe que montamos ficou quase 1 ano trabalhando em rede. Nesse projeto, não só fizemos descobertas muitos importantes sobre o tema, como tivemos a oportunidade de um grande desenvolvimento pessoal dos integrantes do grupo.
Não posso esquecer de mencionar também uma marca do leste de Minas que venho trabalhando ao longo dos últimos 4 anos. A marca, que é uma grande rede de supermercados da região, me possibilitou uma série de gravações fora do país, além de ter um líder que faz o máximo para contribuir com a sua comunidade e sociedade locais. O impacto positivo de sua marca em sua área de atuação e sua forma de liderar me geram um grande orgulho de pertencer.
Enfim, tenho inúmeras lembranças de muitas marcas e principalmente pessoas que vou carregando no coração. Mas sinto que a parte que mais gosto na minha profissão, enquanto comunicadora que sou, são as múltiplas possibilidades de conexão com o outro e as possíveis formas de transformação à partir dessa conexão.
Esses dias mesmo, fazendo um trabalho de motivação com 300 jovens de uma Escola Estadual, chorei ao receber os relatos enviados pelos alunos nos dias que se seguiram ao projeto. Isso para mim me move adiante!
Você e o Danilo España, seu parceiro de viagens e de vida, ministram palestras embasadas no projeto Walk and Talk. Como vocês fazer para adaptar os temas para cada público ou empresa e gerar um conteúdo único?
Para muitas pessoas talvez seja mais natural criar uma determinada palestra e replicá-la da mesma forma em diferentes lugares para públicos diversos. No nosso caso, por termos visto e vivido aspectos muito diferentes do mundo, isso talvez fosse um desperdício. Para cada apresentação nos informamos ao máximo sobre o perfil do público ou empresa, e buscamos construir uma narrativa única com base na solicitação ou briefing do cliente. Na construção da nossa narrativa, selecionamos histórias e conteúdo específicos, dessa forma potencializamos a mensagem que queremos transmitir, buscando estar em sintonia com o propósito do evento.
Com certeza nosso trabalho é bem maior do que se tivéssemos produtos de prateleira, mas uma das grandes vantagens que esse processo nos proporciona, é esse alinhamento mais vivo com o propósito de cada apresentação.
Para encerrar: “A vida é muito curta para ser pequena”. E com essa frase de Benjamin Disraeli, termino essa gostosa entrevista que me fez voltar ao mundo que vivi tão intensamente e que tanto agora precisa de nossa esperança para ser novamente vivenciado.


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