quinta-feira, 26 de julho de 2007




MULHERES
POR: Luís Fernando Veríssimo

Conversa entre pai e filho, por volta do ano de 2031, sobre como as mulheres dominaram o mundo:

- Foi assim que tudo aconteceu, meu filho... Elas planejaram o negócio discretamente, para que não notássemos. Primeiro elas pediram igualdade entre os sexos. Os homens, bobos, nem deram muita bola para isso na ocasião. Parecia brincadeira. Pouco a pouco, elas conquistaram cargos estratégicos: Diretoras do Orçamento, empresárias, Chefes de Gabinete, Gerentes disso ou daquilo...

- E aí, papai?

- Ah, os homens foram muito ingênuos! Enquanto elas conversavam ao telefone durante horas a fio, eles pensavam que o assunto fosse telenovela... Triste engano. De fato, era a rebelião se expandindo nos inocentes intervalos comerciais. "Oi querida!", por exemplo, era a senha que identificava as líderes. "Celulite" eram as células que formavam a organização. Quando queriam se referir aos maridos, diziam "O regime".

- E vocês? Não perceberam nada?

- Ficávamos jogando futebol no clube, despreocupados. E o que é pior: continuávamos a ajudá-las quando pediam: carregar malas no aeroporto, consertar torneiras, abrir potes de azeitona, ceder a vez nos naufrágios. Essas coisas de homem.

Aí, veio o golpe mundial !?

- Sim o golpe. O estopim foi o episódio Hillary-Mônica. Uma farsa. Tudo armado para desmoralizar o homem mais poderoso do mundo. Pegaram-no pelo ponto fraco, coitado. Já lhe contei, né? A esposa e a amante, que na TV posavam de rivais eram, no fundo, cúmplices de uma trama diabólica. pobre Presidente...

- Como era mesmo o nome dele?

- William, acho. Tinha um apelido, mas esqueci... Desculpe, filho, já faz tanto tempo...

- Tudo bem, papai. Não tem importância. Continue...

- Naquela manhã a Casa Branca apareceu pintada de cor-de-rosa. Era o sinal que as mulheres do mundo inteiro aguardavam. A rebelião tinha sido vitoriosa! Então elas assumiram o poder em todo o planeta. Aquela torre do relógio em Londres chamava-se Big-Ben, e não Big-Betty, como agora... Só os homens disputavam a Copa do Mundo, sabia? Dia de desfile de moda não era feriado. Essa Secretária Geral da ONU era uma simples cantora. Depois trocou o nome, de Madonna para Mandona...

- Pai, conta mais...

- Bem filho... O resto você já sabe. Instituíram o Robô Troca-Pneu como equipamento obrigatório de todos os carros... A Lei do Já-Prá-Casa, proibindo os homens de tomar cerveja depois do trabalho... E, é claro, a famigerada semana da TPM, uma vez por mês...

- TPM ???

- Sim, TPM... "A Temporada Provável de Mísseis..." É quando elas ficam irritadíssimas e o mundo corre perigo de confronto nuclear....

- Sinto um frio na barriga só de pensar, pai...

- Sssshhh! Escutei barulho de carro chegando. Disfarça e continua picando essas batatas...

terça-feira, 24 de julho de 2007


Educar Pra Proteger - Um futuro SEGURO para nossos jovens
Daniela Duarte

O projeto Educar para Proteger foi desenvolvido pelo Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo (Sincor-SP) e foi trazido para o Rio de Janeiro. Estudantes de ensino médio de escolas públicas e particulares do Rio, vão receber a partir de março formação educacional sobre seguro.

A expectativa é que, até o final de 2007, cerca de 30 mil estudantes tenham participado do projeto que faz parte do programa Cultura do Seguro, onde corretores e profissionais do setor atuam como agentes multiplicadores nas escolas.

Através de uma parceria com o Sincor-RJ, Sindiseg-RJ e a Fenaseg, o Projeto Educar pra Proteger deseja formar no jovem estudante uma consciência da importância em se ter um seguro incluso no seu planejamento familiar. O Projeto conta com a participação ativa dos Multiplicadores, que são corretores e securitários voluntários.

Ao todo foram 6 oficinas interativas nesse primeiro semestre que contaram exibição de filme institucional. O Multiplicador é o principal difusor do programa, o realizador que materializa o programa e abre caminhos em campo prospectando novas escolas. O foco dos multiplicadores está em valorizar a Cultura do Seguro. E como conseqüência ocorre também a valorização do profissional do seguro.

“Atualmente, o seguro mais conhecido pelo brasileiro é o de automóvel, mesmo assim, apenas aproximadamente 30% da frota nacional de automóveis possui seguro. Então, nossa esperança é gerar cada vez mais, MASSA com conhecimento em seguros, pois assim mais pessoas estarão se protegendo adquirindo seguro. Sem duvidas, é um projeto de longo prazo.” Joaquim Cunha - Securitário (Seguradora: Tokio Marine)

“Tornei-me um voluntário porque acredito no projeto. Disseminar a cultura
de seguros nas escolas é um passo importante para que os jovens venham a
conhecer e se interessar pelo produto, ainda que futuramente.”
Carlos Renato Campos Ramos – Corretor da Volseg Seguros


Para maiores informações:

Ademildo Costa
Sindicato dos Corretores de Seguro
Coordenador do Programa e Gestor de Campo
Email: culturadoseguro@sincor-rj.org.br
Edson - assistente
culturadoseguro@sincor-rj.org.br
Fone: 2233-5900

segunda-feira, 16 de julho de 2007

sexta-feira, 13 de julho de 2007

FABRICANDO TOM ZÉ!







Documentário que retrata vida e obra de um dos mais controversos tropicalistas, cujo fio condutor é sua turnê pela Europa em 2005. Misturando diferentes formatos (vídeo, película e animação), o filme mostra uma detalhada visão do universo musical de Tom Zé, para quem um baixo e uma enceradeira têm a mesma importância melódica. Em entrevistas intimistas, o artista narra diversas fases de sua vida. A produção conta ainda com entrevistas de Gilberto Gil, Caetano Veloso e David Byrne, entre outros.

(Extraído)

sexta-feira, 22 de junho de 2007


TV PÚBLICA

21/06/2007 Auditório da Faculdade Pinheiro Guimarães

com: prof. Paulo Garritano

convidados: Lavínia Ferrolho – TVE
Cristiano Menezes – Radiobrás


TV Pública no Brasil: Um projeto real, ou uma TV Estatal disfarçada?

Por Daniela Duarte

Cristiano Menezes (Radiobrás) tem sérias dúvidas de que a TV que estão querendo implantar no Brasil com o nome de Pública seja realmente pública e não uma TV Estatal maquiada. Já Lavínia Ferrolho da TVE pensa diferente. Como uma integrante da Comissão que discute como deverá ser formatada essa TV aqui no Brasil, vê a possibilidade de uma TV mais democrática, voltada à cultura, educação e projetos de qualidade.

O que se questiona é como será possível uma TV Pública que tem suas bases administrativas no governo. O correto seria uma TV cujos recursos partissem da iniciativa privada somando-se ao governo, tanto administrativa quanto economicamente.

E paira no ar a dúvida quanto a autonomia que os profissionais terão ou não atuando nessa TV. Pois existe hoje uma briga para que a cabeça de rede permaneça na cidade do Rio de Janeiro e não em Brasília.

A comissão (formada por jornalistas e profissionais de comunicação) que se engaja na busca de uma TV mais democrática, ainda é otimista e acredita que será perfeitamente possível manter uma fusão equilibrada, “a comissão discute o que será essa TV”, afirma Lavínia. Por outro lado, Cristiano Menezes indaga: “eu questiono o nome “Pública”, ela não pode ser do governo, tem que ter uma diretoria administrativa desvinculada do mesmo como é a BBC”.

A principal dúvida que paira no ar é se a TV Pública será regionalizada, ou se as pautas virão de Brasília perdendo-se o foco no cidadão e gerando uma suspeita de TV Estatal pura e simplesmente.

Lavínia retruca: “A intenção é que a presidência e o conselho administrativo não tenham vínculo nenhum com o governo, para haver uma continuidade e sem influências políticas” e frisa, “essa é a intenção”. Mas quando perguntada pela aluna Fabíola Mattos sobre como será a articulação de acordos sem o trânsito livre no senado, partindo-se da premissa de desvinculação ao poder público; Lavínia não pôde dar respostas completas.

Paulo Garritano acrescenta: “O governo é proibido de dar concessão a ele próprio, segundo a legislação”, então o temor é justamente o de se criar uma TV com o nome “Pública”, de essência Estatal.


Boatos – Conversa no avião

Dizem por aí que o embrião da idéia de uma TV Pública no Brasil, teria surgido num avião onde estavam presentes: Lula e Sarney no ano de 2004. E Sarney teria dito a Lula: “o Chavez está fazendo uma TV para a América Latina, com intenção de ocupar o espaço igual a CNN, você precisa fazer o mesmo!” E Lula teria respondido: “Vou falar com o pessoal da RadioBrás!” E financiar o projeto pelo Itamaraty.

E a dúvida paira no ar!


Cristiano faz um breve histórico sobre o trabalho e a política na Rádio Nacional (onde trabalhou por vários anos).

Cristiano Menezes foi convidado recentemente pelo governo Lula à participação na revitalização da Rádio Nacional. Um projeto firmado entre o governo e a Petrobrás, onde foram investidos 2 milhões e 400 mil em realizações de projetos, equipamentos, obras etc.

Atuou na Rádio (um ícone na história) quando a mesma ainda era a maior rede de comunicação do Brasil. Consolidando a cultura popular, a rádio Nacional atravessou décadas. A captação dos recursos era feita por meio de anúncios que eram reinvestidos em melhorias e expansão. Foi uma das 5 maiores do mundo e segundo Cristiano, poderia ser hoje uma BBC, pois o objetivo era se tornar uma TV Pública. Idéia que foi abortada na época por Juscelino Kubitschek por suposta pressão de Chateubriand.