quinta-feira, 15 de outubro de 2020

DICAS ANTI-COACH PARA DESCONTRAIR NESSA QUARENTENA! - revista STATTO

 


Comece o dia não trocando seu pijama, fique com ele até a hora que sentir vontade. Mas se der vontade de se trocar de repente, se maquiar, passar perfume e arrumar a casa, faça!

Pegue sua série favorita na Netflix e faça uma maratona até a hora que “encher o saco”. Mas se de repente quiser desligar e ir para o quintal plantar tomates cereja e criar uma mini-horta orgânica aproveite a luz do sol para melhorar também sua vitamina D.

Faça um suco detox se notar que comeu McDonalds mais que três vezes na mesma semana. Tome um vinho, ouça sua música favorita…. Dance no meio do dia, entre um intervalo e outro. Volte para o home office e conclua seu trabalho. Acompanhe a lição do filho, mas o dia que não estiver com cabeça para fazê-lo, desista. Amanhã é um novo dia.

Quem ainda não surtou em algum momento nessa quarentena que atire a primeira pedra.

Estamos vivendo um momento delicado, que exige uma adaptação incrível e constante. Como entrar num trem fantasma no parque de diversões com pouca manutenção. Não sabemos ao certo o que esperar, mas continue acreditando que vai ficar tudo bem.

Se o desespero te assolar, respire fundo e solte o ar lentamente. Não, você não está sozinho nessa, só parece.

Se sentir que é bom procurar um médico vá. Mas tenha certeza de que não é sua mente criando um cenário mais catastrófico que o real.

Sim, a pandemia é real, os cuidados precisam ser tomados. Mas lembre-se que os cuidados emocionais, mentais e físicos de bem-estar também são importantes.

Faça quantas visitas virtuais puder e quiser. O WhatsApp está aí para isso mesmo. Visite seus avós, pais, irmãos, primos, quem você desejar…

E sim, comece seu lindo dia agradecendo a Deus por mais uma chance! Desligue o noticiário e ligue o som! Pode te ajudar muito mais…

Faça de sua casa um lugar aconchegante. Ele agora é escola, trabalho, lazer e muito mais…. Mas saia da toca também e tome um ar fresco, tomando as precauções possíveis e necessárias.

Vai ficar tudo bem…

Aos enlutados nosso sentimento deve ser de consolação e paz, que só Deus e os amigos podem dar. Seja um bom amigo.

Cuidem-se… Curtam-se!

Abraços fraternos, Danny Doo – diretamente da Doolãndia!

Extraído: https://revistastatto.com.br/lifestyle/cronica/dicas-anti-coach-para-descontrair-nessa-quarentena/



*ANÚNCIO DO BLOG: Mercado TRADER e Opções BINÁRIAS:     https://app.monetizze.com.br/r/AVV8667776

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

ENTREVISTA COM SAMUEL JÚNIOR - revista STATTO

 


Confira a entrevista com o jovem Samuel Júnior que compartilhou sua experiência de como é sair da casa dos pais e ir morar em outro estado. Filho de pais zelosos, cristão e com uma estrutura familiar sólida. Surpreendeu pela vontade de buscar independência pessoal, mas sempre valorizando tudo o que sua família já fez por sua vida!

Nome completo: Samuel Lima dos Santos Júnior

Natural de: São Bernardo do Campo

Data de nascimento: 29/10/1998

Formação: Educação Física

Profissão: Personal trainer

Conte-nos um pouco sobre sua trajetória: onde cresceu, estudos, religião, atividades?

Filho de Rosimary Duarte de Araújo dos Santos e Samuel Lima dos Santos, nasci no município de São Bernardo do Campo, mas toda a minha trajetória aconteceu na cidade de Santo André, onde morei junto com a minha família desde sempre. Sou eternamente grato a Deus pela vida dessas duas pessoas, que me conceberam e de maneira impecável, me educaram e deram a oportunidade de me tornar quem sou hoje. Espero conseguir retribuir o suficiente por tudo o que eles já se sacrificaram por mim.

Cresci e fui criado no bairro de Jd. Utinga. Por volta dos seis anos de idade nos mudamos para o bairro do Camilópolis e desde 2015, morava com meus pais na Vila Metalúrgica, sempre em Santo André.

Todos os meus anos na escola foram estudando no colégio Adventista (Unidade de Jd. Utinga 2004 – 2007 e 2010 – 2012 Unidade de Santo André 2008 – 2009 e 2013 – 2015) o qual me proporcionou amizades duradouras e experiências incríveis, podendo conhecer lugares, cidades e diferentes países. Logo na sequência ingressei na USCS — Universidade Municipal de São Caetano do Sul (2016 – 2019) cursando Educação Física, Licenciatura e Bacharel. Foi um período de importantes escolhas na minha vida e para todos que já tiveram a oportunidade de iniciar os estudos em uma faculdade, sabe o quanto de empenho e dedicação é necessário para que você tenha bagagem suficiente e consiga avançar os semestres para alcançar o tão almejado diploma!

Sou de família evangélica e por opção, escolhi aceitar Jesus como meu único e suficiente salvador, permanecendo nessa trajetória que já me proporcionou experiências únicas e provas reais que existe um Deus criador que ama e cuida de tudo o que Ele fez.

Desde muito cedo, meus pais me incluíam em atividades culturais e esportivas. A escola oferecia aulas de natação e música no contra turno das aulas. Aos cinco anos de idade, iniciei nessas práticas e desde então continuam fazendo parte do meu cotidiano.

Para que você entenda o desfecho dessa história eu preciso detalhar um pouco mais sobre isso.

Vamos por partes…

Minha convivência com a música começou muito antes de nascer. Meus pais sempre gostaram de escutar música e acompanhar apresentações e shows de grandes nomes da Música Popular Brasileira. Cresci sendo influenciado positivamente e o interesse ia aumentando cada vez mais nessa área. Após ser introduzido nesse meio a partir das aulas de teoria musical no ensino fundamental, lá no colégio, comecei a fazer aulas de piano durante alguns anos, mas eu via, ouvia e admirava meu pai estudando e não encontrava um instrumento que tivesse um som mais atraente que o clarinete.

Quando completei 12 anos pude iniciar os estudos na FASCS – Fundação das Artes em São Caetano do Sul, estudando teoria e fazendo aulas práticas, aprendendo a tocar clarinete com o mesmo professor que dava aulas para o meu pai. Foram seis anos estudando nesta instituição onde me formei no nível básico em teoria musical, participei do conjunto de clarinetas, orquestra jovem e pude tocar em alguns concertos no teatro da cidade.

Continuo tocando durante os cultos aos finais de semana até hoje e tive uma experiência muito boa dando aulas de teoria musical gratuitamente, num projeto social da igreja.

O principal desejo dos meus pais era que eu seguisse profissionalmente nessa área.

Com o esporte, foi um pouco diferente…

Meus pais nunca foram fisicamente ativos a ponto de praticar exercícios físicos diariamente (até hoje eu pego muito no pé deles quanto a isso), mas a escola tinha uma parceria com a academia de natação e foi aí que tudo começou.

Aos meus cinco anos de idade, era uma atividade recreativa extracurricular que se tornou a minha principal paixão.

Fui me desenvolvendo, participando dos festivais internos, sendo motivado a evoluir cada vez mais. Isso foi bom!

Meus pais me inscreveram no PAF – Programa Atleta do Futuro do SESI Santo André (programa gratuito de iniciação esportiva) e consegui uma vaga para treinar lá. Era o início da busca por um sonho!

Em paralelo com a natação, também consegui vaga para treinar polo aquático, assim eu teria a possibilidade de treinar todos os dias (três dias da semana natação e os outros dois, polo aquático).

No primeiro treino de polo que eu fui, achei que os outros alunos só queriam me afundar e perdi o interesse em treinar nesta modalidade, porém eu observei que quando eu cheguei para treinar a professora de natação estava treinando alguns alunos. Pedi a ela se eu poderia treinar com ela ao invés de fazer polo aquático e ela deixou.

Agora o mundo tinha um garoto realizado por treinar natação todos os dias da semana!

Foram anos incríveis praticando esse esporte, ganhando medalhas, fazendo amigos e evoluindo dentro da modalidade.

Com o passar dos anos, foram acontecendo alguns fatos como exemplo a troca de professor, me machuquei na escola e fiquei alguns meses sem treinar e etc., mas também aconteceu um episódio interessante. O professor de natação foi transferido para dar aulas na escola e não teria mais as turmas de natação.

O que mais se aproximava da natação era o polo aquático, e lá estava o aluno que no primeiro contato com a modalidade não teve uma boa a experiência, mas nessa nova fase, foi um “divisor de águas”.

O polo aquático me despertou o interesse a participar das olimpíadas e minha mentalidade mudou pois agora eu tinha um objetivo. Queria estudar educação física, pois estaria um passo à frente de todos os outros atletas, porque na minha visão eu teria um conhecimento teórico suficiente para não depender 100% de um profissional da comissão técnica da equipe.

Conciliar os estudos (faculdade e música) com o esporte não foi fácil e chegou um determinado momento que precisei escolher me dedicar integralmente à faculdade, principalmente por conta dos estágios que ocupavam o restante do meu dia.

Nesse momento a minha mentalidade já era outra e seguir carreira como atleta profissional já não era mais a prioridade.

Provas, trabalhos, estágio da licenciatura, TCC da licenciatura, mais provas, trabalhos, estágio de novo, e para fechar, TCC do bacharel!

Enfim formado e ansioso para ingressar no mercado de trabalho!

Como foi a tomada de decisão para sair da casa dos pais? Quais objetivos a curto e médio prazo estava levando em consideração?

Vou falar um pouco sobre o desenrolar da história que me levou a tomar essa tão difícil decisão de mudar para longe dos meus pais, me projetando como pessoa e também como profissional.

Durante a faculdade fui me encontrando dentro da educação física e comecei a fazer planos para o futuro.

Minha tia, que mora aqui na cidade de Brusque e é concursada trabalhando como professora, sempre me enviava edital dos concursos que ela fazia e aquilo me deu uma luz.

Pesquisei vagas que seriam mais interessantes para o que eu pretendia como realização profissional e prestei quatro concursos em cidades diferentes aqui da região. Passei em três e os projetos começaram a ser palpáveis.

Estou em Brusque desde o começo do ano e logo que terminou o período de recesso, distribui alguns currículos enquanto não convocavam para assumir as vagas dos concursos.

Com o passar do tempo fiz algumas entrevistas e fui chamado para trabalhar em uma academia.

Bom, agora eu estava empregado…

Olhando assim até parece que foi um período de transição tranquilo, mas em todas as etapas eu conversava bastante com meus pais e eles me ajudaram muito e me apoiaram. E sim, foram as decisões mais difíceis que eu já tomei na minha vida.

Pensando em um contexto “sem pandemia”, meus planos eram me estabilizar, ser chamado para assumir uma das vagas que eu passei no concurso e começar a estruturar um projeto de iniciação esportiva na cidade, visando inserir crianças e adolescentes no esporte, fazer intercâmbios com as cidades vizinhas, organizar amistosos e campeonatos, dar visibilidade para esses atletas e oferecer oportunidades de crescimento dentro do esporte.

Mas vamos voltar para realidade…

Mudei para cá no início de fevereiro e nos primeiros dias de março eu já estava trabalhando. No dia 19/03/2020 começou a quarentena.

Ficamos 34 dias em casa, saindo apenas para o que era extremamente necessário.

Os primeiros dias foram totalmente vazios, até que eu me deparo com um anúncio no Instagram, oferecendo um curso online de PERSONAL DIGITAL.

Identifiquei-me com a proposta, adquiri o curso e comecei a me dedicar. As academias reabriram e eu continuei estruturando a minha metodologia.

Hoje atendo alunos em todo o Brasil e também fora do Brasil. Se você quer treinar em casa, é comigo mesmo!

Hoje você reside em outro estado, distante da casa dos pais. Já faz quanto tempo? Com quem mora e quais são as pessoas de seu convívio atual?

Mudei-me para Brusque – SC no começo de fevereiro deste ano de 2020 e moro com a minha avó (paterna) e a irmã dela.

Quais os maiores desafios do dia-a-dia dessa experiência? O que tem te proporcionado?

O maior desafio foi à adaptação. Sempre viajamos aqui pra Santa Catarina com certa frequência, mas morar é algo totalmente diferente.

Longe dos pais, família, amigos, ainda é necessário superar a saudade diariamente. Após seis meses morando aqui, estou me adequando bem à cidade e essa independência, responsabilidade, tomada de decisões, proporciona um crescimento pessoal interessante, algumas vezes doloroso, mas eu me sinto cada vez mais preparado para possíveis situações adversas.

Como é a cidade que você mora? É muito diferente de onde nasceu e foi criado? Como é o povo aí em Brusque?

A cidade aqui é muito boa, tranquila e bastante conhecida pela forte indústria têxtil da região.

Com as indústrias fornecendo vagas de emprego devido à necessidade de mão de obra, muitas pessoas migram para cá com esse objetivo, mas a cultura permanece muito forte.

A cidade é totalmente diferente do que eu estava acostumado.

Uma curiosidade é que praticamente toda a população tem no mínimo um carro e por esse motivo o transporte público é bem fraco na região.

As pessoas aqui da cidade são bem tranquilas, mas quanto aos que vem de fora, acabam demorando um pouco mais para ganhar a confiança dos nativos.

Você recomenda essa experiência de sair da casa dos pais para outros jovens? O que eles precisam ter em mente antes de tomar essa decisão?

Bom, penso eu que isso seja muito particular de cada um, pois a grande maioria quando está com os pais está na zona de conforto e isso não é ruim. A partir do momento que você toma uma decisão como essa, tem que estar ciente de que as coisas podem acontecer diferentes do planejado e você tem que saber lidar com as adversidades e contornar a situação, se mantendo focado em alcançar seus objetivos. É uma grande responsabilidade que proporciona crescimento pessoal, mas a confiança e o apoio dos pais nesse caso são primordiais.

Você continua ativamente na igreja? Exerce algum ministério?

Devido a pandemia, a igreja ficou fechada algumas semanas e as reuniões e atividades dos departamentos continuam suspensas, mas continuo frequentando os cultos e tocando com o conjunto musical aos domingos.

E quanto às atividades esportivas, dá tempo de se exercitar com essa nova vida cheia de responsabilidades e adaptações?

Cuidar da saúde é primordial, então tem que se organizar e separar um período todos os dias para fazer os exercícios sim.

Não é tão difícil adquirir esse hábito. Da mesma maneira que eu tenho um horário para entrar no trabalho, eu estabeleço um horário para o meu treino. Dificilmente aparece um compromisso que me atrapalhe e mesmo assim, se for algo urgente, eu me organizo para tentar fazer o treino em outro horário.

Fica a dica para quem tem dificuldades em encaixar o período de exercícios físicos na rotina.

Você é um jovem que sempre se mostrou muito dedicado a tudo que faz e muito íntegro. O que poderia dizer a um jovem que se sente perdido em suas escolhas e talvez não tenha tido muita estrutura familiar para se desenvolver de uma forma tão positiva?

Primeiro de tudo, peça um direcionamento para Deus. Todos nós estamos sujeitos a errar, mas buscando seguir à vontade d´Ele, você se sente mais seguro e não se sente só.

Para você que leu essa reportagem do início de uma caminhada promissora e não consegue se enxergar em uma situação melhor do que está vivendo hoje, tenha foco e seja seu maior incentivador! Qual é o seu sonho? Já começou se preparar para realizar ele?

Você tem um sonho e ele está prestes a se concretizar, você só precisa se lançar com toda a sua energia, mas seja forte, porque não existe vitória sem batalha. Vai ser difícil sim, já é difícil, mas essa dificuldade não pode ser maior do que o tamanho da sua vontade de viver o que sempre sonhou. Comemore cada conquista, cada etapa. E você vai almejar lugares cada vez mais altos. Tenha paciência e valorize tudo e todos que você tem ao seu redor, porque eles também são combustíveis para o seu sucesso! Seja o protagonista da sua história.

Deus abençoe!

Agradecimentos:

Muito obrigado Tamires (codinome da Daniela) pela oportunidade e confiança, pois essa entrevista me fez relembrar todas as etapas que eu já passei, me fortalecendo e fazendo valer a pena todo o sacrifício e esforço, não só meu, mas de todos os que sempre estiveram comigo nessa. Com isso eu me sinto cada vez mais privilegiado por ter vivenciado todas aquelas experiências, sejam elas boas ou ruins, pois eu aprendi a focar mais no ponto de vista positivo do que a adversidade pode te trazer. Sempre confiando em Deus e depositando as minhas forças nele, que nos ajuda a vencer todas as batalhas.

Contatos: Instagram: @samuka.personal

extraído: https://revistastatto.com.br/lifestyle/entrevista/entrevista-com-samuel-junior/












*ANÚNCIO DO BLOG: Mercado TRADER e Opções BINÁRIAS:     https://app.monetizze.com.br/r/AVV8667776

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

ENTREVISTA COM MARTHAN FAUSTINO - revista STATTO

 



Confira a entrevista com Marthan Faustino que atua no mercado da indústria Offshore (instalações petrolíferas), desenvolvendo projetos de soluções e melhorias nas instalações. Dentre outras curiosidades do setor, nos contou um pouco sobre a rotina e preparação de quem trabalha embarcado em plataformas e estaleiros em alto mar!

Formação: Engenharia Mecânica (em curso) –  USU / Rio de Janeiro

Profissão: Projetista

Local nascimento: São Paulo – SP

Conte-nos um pouco sobre sua trajetória profissional?

Tenho 40 anos e atualmente trabalho na área de engenharia de projetos industriais, estou no mercado de trabalho há aproximadamente 20 anos. Atuo no mercado da indústria Offshore no detalhamento e desenvolvendo projetos de soluções e melhorias nas instalações petrolíferas, voltado para área de tubulações e equipamentos com utilização de ferramentas 3D.

Na verdade, comecei minha trajetória no setor de informática, trabalhei inicialmente provendo manutenção e montagem de computadores. Sempre tive um perfil de desenvolvedor, em tudo que trabalhei, sempre busquei criar processos que aperfeiçoasse a forma de trabalhar. E seguindo os passos do meu pai pude conhecer a indústria de projetos.

Com meus 15 anos fiz o primeiro curso voltado para desenhos técnicos, o que reforçou a vontade de seguir carreira nesse mercado de trabalho e então fui cada vez mais fundo em busca de cursos e treinamentos específicos e ao mesmo tempo pude começar a realizar pequenos trabalhos junto com meu pai ainda na época da prancheta e lapiseira.

Meu primeiro trabalho no Rio de Janeiro foi em 2003 na UTC no FPSO P37, que estava fundiado no cais do porto onde pude acompanhar de perto o trabalho de campo e fazer parte do projeto de Asbuilt. Em 2004, comecei a faculdade de engenharia mecânica pela USU – Universidade Santa Úrsula e desde então minha trajetória no Rio de Janeiro foi se consolidando. Tive a oportunidade de trabalhar em grandes empresas de engenharia como: Technip, Mana, Quip, Chemtech, Planave, Engevix entre outras, em projetos offshore e Onshore.

Atualmente trabalho na SBM Offshore como Piping designer, na equipe de operações e suporte a frota brasileira, desenvolvendo projetos de engenharia voltados para a área de tubulações industriais.

A área de engenharia de projetos é bastante ampla e você atua tanto Onshore (em terra) quanto Offshore (no mar). Como é a preparação inicial (física, mental, cursos específicos) para se trabalhar embarcado? E como é a rotina dentro das plataformas de petróleo?

Apesar das áreas técnicas estarem conectadas, são duas coisas bem diferentes, como sou desenvolvedor de projetos, o meu dia a dia no escritório é voltado praticamente à computação gráfica criando elementos em maquetes eletrônicas que serão construídas. Um trabalho muito prazeroso por estar com o cérebro em busca da melhor solução.

Já no meu trabalho Offshore tudo muda, toda vez que eu subo a bordo de uma unidade é para fazer o levantamento de informações de campo que serão adicionadas aos projetos. E sim, existem inúmeros riscos envolvidos, desde o deslocamento até a plataforma que é feito por helicóptero em voos que podem durar até 1 hora e meia.

Dentro das instalações Offshore, a planta de processo está viva, com todos os equipamentos, bombas, vasos compressores e tubulações de alta pressão com hidrocarbonetos (petróleo e gás) em pleno funcionamento.

Contudo por ser um trabalho muito dinâmico e estar em movimentação constante, é algo que faz você sentir uma excitação e realmente bem, sem falar que a janela do seu trabalho é um horizonte indescritível.

Porém por conta dos riscos associados, é preciso fazer alguns cursos como CBSP (curso básico de segurança de plataforma) e T-huet (treinamento de escape de aeronaves submersas) que são obrigatórios para todos que embarcam.

E existem outros cursos específicos relacionados às atividades que será executada a bordo, como por exemplo, NR-35 (trabalho em altura) para quem executará um trabalho em um nível elevado e precise do uso de cinto de segurança, NR-33(espaço confinado) caso precise acessar a parte interna de um equipamento. Exames clínicos periódicos para estar apto ao embarque e todos os dispositivos de trabalho eletrônicos como: tablet e notebook devem ser do tipo EX Device, que são equipamentos específicos para trabalhar em atmosferas explosivas.

Ressalto que dentro de uma unidade Offshore, todo trabalho será avaliado, pois a segurança de toda a tripulação deve ser prioridade máxima.

De acordo com estudo da Energy Maritime Associates (EMA) de fevereiro deste ano, os investimentos em FPSOs (Unidade Flutuante de Produção, um tipo de plataforma com forma de navio utilizado pela indústria petrolífera para produção, armazenamento de petróleo e/ou gás natural e escoamento da produção por navios) no Brasil devem chegar a US$ 28,4 bilhões até 2024. Será que alguma coisa mudou com a pandemia atual que acometeu o mundo todo? Como você vê a área de investimentos no setor?

No meu ponto de vista tivemos sim mudanças de cenário por conta da Covid 19,muitas empresas optaram em suspenção de contratos no mundo todo, o que leva a uma desaceleração no mercado mundial.

Porém aqui no Brasil a maior operadora continua com os projetos na mesa, honrando algumas unidades que já estavam em fase de licitação como o caso de Mero 3. O que é um ponto muito positivo e vai além do que está sendo praticado nos outros países.

Você atua hoje numa empresa estrangeira sólida, que tem uma base no Rio de Janeiro, onde você completou recentemente cinco anos de empresa. A frota global da holandesa é composta por 15 plataformas, sendo que sete estão no Brasil: os FPSOs Espírito Santo, Anchieta, Capixaba, Cidade de Paraty, Cidade de Ilhabela, Cidade de Maricá e Cidade de Saquarema. Você já teve ou tem planos de atuar em outros países pela mesma empresa? Apesar de sólida, como a empresa tem visto o cenário brasileiro atual?

Atualmente estou em uma posição consolidada dentro da minha empresa, mas não me fecho a novas oportunidades. Ir para outro país e poder levar um pouco do meu conhecimento e também aprender e receber conhecimento externo é sempre positivo.

No Brasil por conta de fatores políticos e a própria operação Lava Jato, fez com que todos os investimentos ficassem na gaveta por muito tempo e agora que esses projetos começaram a ter uma retomada, na verdade estamos com uma enorme lacuna que precisa ser preenchida. Faltam plataformas, assim como faltam refinarias, novas instalações são necessárias para o desenvolvimento tanto da Petrobras como de outras Operadoras e muitas já têm uma boa parte de concessão adquirida aqui, o que mostra um grande interesse no nosso mercado.

O que faz na prática o Piping Designer (Projetista de Tubulações)? Qual o tipo de levantamentos e informações ele traz ao projeto?

Alguns de meus amigos às vezes quando olham o meu trabalho dizem que estou brincando de construir, na verdade trabalho principalmente com a construção de maquete eletrônica, que é um processo de criação de elementos 3D, que em escala real é o que dá origem ao produto final nas plataformas.

Meu trabalho consiste muitas vezes em ir a bordo de uma plataforma de petróleo coletar informações especificas do local, às vezes as instalações sofreram alguma mudança ou a construção foi feita diferente do projeto original; e após coletar tudo eu lanço dentro do software 3D, criando um ambiente que mescla a instalação existente com instalação futura assim fornecendo uma solução mais adequada possível de acordo com cada projeto.

É uma área bem remunerada? O que você diria a um jovem que tem interesse em entrar nesse mercado? É possível ingressar sem conhecer pessoas que já atuam na área?

Atualmente nosso país sofreu com uma baixa muito grande de trabalhos novos, já no quesito remuneração, já tivemos em patamares bem mais elevados, mas a falta de trabalho é algo que assola todos os setores atualmente o que causa uma queda quase que geral nas remunerações. Mas é sim uma boa remuneração e se destaca em relação a muitas outras profissões ainda.

O que posso dizer é que esse mercado irá sim ter uma forte retomada, pois o desenvolvimento só é dado com novas obras, novas infraestruturas. Então aquele que estiver pronto e preparado no momento certo terá sua chance de ingressar na frente daqueles que começaram a preparar quando o mercado já estiver aquecido.

É possível ter qualidade de vida, tempo para a família e ainda gerar uma boa produtividade no trabalho? Como é o fluxo de entrega, prazos e etc.? Muito exaustivo?

Administrar o tempo às vezes é um pouco difícil, como trabalho para a operação das unidades, quando ocorre algum problema, tem que ser solucionado o mais rápido possível, alguns deles podem causar um shutdown (parada total) em toda a plataforma, o que exige uma resposta rápida, pois os prejuízos por paradas são enormes e podem até gerar multas por atraso na produção e nesses casos, a entrega e cobrança são bem elevados porque nós queremos sim fazer o possível e o melhor para a solução dos problemas.

Como é o ambiente a bordo das plataformas? Tem uma boa infra tanto para o trabalho como descanso e lazer? E a escala para ficar a bordo e descansar em terra, como funciona?

Por trabalhar sob confinamento, as instalações das áreas internas costumam ser muito boas, com fornecimento de boas refeições diárias e ao menos mais três paradas para café durante o dia de trabalho, uma verdadeira briga para quem tem problemas com a balança… (ahahaha!).

As instalações ainda contam com bons dormitórios, que são limpos diariamente e salas de recreação com jogos, academia e algumas até tatames para pratica de artes marciais. Ainda na área interna, algumas unidades permitem o uso de Smartfones para facilitar a comunicação com os familiares, e ainda existem cabines telefônicas com uso liberado 20horas por dia.

Normalmente é um ambiente agradável onde às pessoas buscam ajudar e estar próximas para minimizar os efeitos do confinamento. Para cada dia embarcado você tem o direito a um dia de folga, para pessoas que trabalham em regime de embarque direto é basicamente 14 dias abordo e 14 dias de descanso.

E quem é o Marthan na vida pessoal? Hobbies, lazer, o que faz para aproveitar o tempo em casa?

Eu sou pai de duas meninas, Giovanna e Alicia e sou casado, minha esposa Elaine é uma guerreira. Quando estou embarcado é ela quem segura às pontas com as duas ferinhas, mas podemos sim aproveitar bons momentos em família, com viagens, passeios, é muito bom poder reservar um tempo e conhecer novos lugares.

Adoro pescar o que me dá uma paz e conexão com a natureza e jogar paintball, o que me traz adrenalina…, mas no momento, estou mais trocando fraldas que qualquer coisa. Gosto de inventar refeições com frutos do mar e na churrasqueira eu mando bem também. Definitivamente estar com quem gostamos como amigos, parentes e família, são o que me faz mais feliz.

O que você diria para as pessoas que estão enfrentando imensos desafios e aos que perderam suas fontes de renda principal com a pandemia? Existe luz no fim do túnel?

Estamos realmente vivendo tempos difíceis de confinamento e algumas pessoas ainda tiveram suas rendas diminuídas eu até mesmo zeradas, eu acredito que os momentos difíceis nos fortalecem e mostram do que somos feitos e até onde podemos suportar. Traçar um horizonte sólido e robusto é importante para nos manter firmes, porque aqueles que persistem no final serão vitoriosos.

Contato:

https://www.linkedin.com/in/marthan-faustino-duarte-390b1756/


extraído 
https://revistastatto.com.br/lifestyle/entrevista/entrevista-com-marthan-faustino/











*ANÚNCIO DO BLOG: Mercado TRADER e Opções BINÁRIAS:     https://app.monetizze.com.br/r/AVV8667776


sexta-feira, 31 de julho de 2020

TAUBATÉ – TERRA DE MONTEIRO LOBATO, JECA TATU E MUITO MAIS! - revista STATTO



Localizada no Vale do Paraíba, a 130 km da capital paulista, Taubaté possui mais de 300 mil habitantes. Desempenhou papel importante na evolução histórica e econômica do país. No ciclo do ouro, foi núcleo irradiador de bandeirismo, descobrindo ouro em Minas Gerais, fundando diversas cidades.
Considerada atualmente o segundo maior polo industrial da região, a cidade de Taubaté também é conhecida por ser base de grandes empresas e por seu vasto patrimônio cultural, já que abriga mais de dez museus. Entre seus residentes mais célebres é possível citar: Monteiro Lobato, Amácio Mazzaropi, Yara Salles, Tony Campelo e Cid Moreira. Porém essa lista é bem mais vasta do que a comumente citada. Veja a seguir…
Outras celebridades de Taubaté
Celly Campello foi à primeira estrela do rock brasileiro. Com apenas 17 anos estourou nas paradas brasileiras com a música “Estúpido Cupido” e passou a ditar moda.
Acrobata, Joaninha Castilho foi a mais jovem do seu período a obter brevê, habilitação para pilotos de avião. Seu nome batizou um refrigerante que foi apreciado por muitos anos na região, o Guaraná Joaninha.
Judith Mazella Moura e Lygia Fumagali Ambrogi foram pioneiras ao lançarem o primeiro jornal feminino do Vale do Paraíba, o “Diferente” em 1955.
Considerada a “rainha da TV”, Hebe Camargo foi quem apresentou em 1958 o primeiro programa feminino da televisão “O mundo é das mulheres”, na TV Paulista.
Geny Marcondes foi à primeira arranjadora musical do país. Também fez programas de sucesso no rádio e na televisão. Dirigiu, no teatro, a versão brasileira do musical Hair. Entre os artistas que trabalharam com ela estão: Fernanda Montenegro, Chico Anysio, Milton Nascimento, Nara Leão e Maria Bethânia.
A artista plástica Georgina de Albuquerque foi quem introduziu no Brasil o impressionismo, movimento artístico que se preocupa com a luz e seus efeitos na pintura. Foi também a primeira mulher a fazer, no ano de 1922, uma pintura histórica no país (o quadro “Sessão do Conselho do Estado que decidiu a Independência”) e a dirigir a escola de Belas Artes do Rio de Janeiro.
A população de Taubaté, calculada segundo estimativa do IBGE para 1.º de julho de 2019, era de 314.924 habitantes. Ocupando a décima posição dentre os municípios mais populosos do interior de São Paulo, sendo o 24º mais populoso município do estado.
Qualidade de Vida – Taubaté foi classificada pela PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) como 21º de 645 municípios no Estado de São Paulo em termos de qualidade de vida (segurança, educação, saúde e atendimento odontológico, meios de transporte, baixo nível de poluição, esgoto canalizado e água encanada atingindo todas as casas, etc.)
Taubaté é também o segundo maior polo comercial da região do Vale do Paraíba. A região central reúne boa parte dos estabelecimentos comerciais do município e também o “Mercadão”. Há instalados dois shopping centers, o Taubaté Shopping, inaugurado em 1989, atualmente tem 150 lojas, 4 salas de cinema, um supermercado e o Via Vale Garden Shopping inaugurado em 2012, localizado às margens da Rodovia Presidente Dutra e na confluência com a Rodovia Carvalho Pinto, que conta com 211 lojas, 6 salas de cinema e um hipermercado. Há também diversos mini Shoppings e galerias.
Lugares para conhecer em Taubaté
Museu da Imagem e do Som de Taubaté – Avenida Tome Portes del Rei 761 | Jardim Ana Emilia, Taubaté, Estado de São Paulo 12070-610, Brasil.
Museu Mazzaropi – Estrada Amacio Mazzaropi, 249 Bairro Itaim, Taubaté, Estado de São Paulo 12086-020 Brasil.
Museu Monteiro Lobato “O Sítio do Pica-Pau Amarelo” – Avenida Monteiro Lobato s/n Chácara do Visconde, Taubaté, Estado de São Paulo 12050-730 Brasil.
Museu De História Natural de Taubaté – Rua Juvenal Dias de Carvalho 111 Jardim do Sol, Taubaté, Estado de São Paulo 12070-640 Brasil.
Cachoeira do Caipira – Situada na Estrada do Macuco, a Cachoeira do Caipira é de fácil acesso. Apesar de estar localizada em um trecho de terra na estrada.
Cachoeira da Pedra Grande – Cachoeira da Pedra Grande encontra-se no bairro da Pedra Grande, em Taubaté. A queda de 45 metros integra a bacia do rio Una. A cachoeira fica a aproximadamente 50 minutos do centro da cidade.
Casa do Figureiro – Encontra-se no bairro da Imaculada. No espaço, surgiram os mais famosos escultores de Taubaté. A Casa do Figureiro integra ateliê com cursos para adultos e adolescentes, área de exposições e venda de obras de 30 artistas, aproximadamente.
Catedral de São Francisco das Chagas – A igreja matriz de Taubaté, a Catedral de São Francisco das Chagas, foi originalmente construída em 1645.
Semana Mazzaropi e Monteiro Lobato – Este é o evento mais famoso da cidade. Geralmente, acontece na segunda quinzena do mês de abril. A semana promove uma série de atividades culturais como apresentações de peças teatrais e filmes, exposições, saraus e serestas. As apresentações acontecem em vários pontos turísticos de Taubaté, como os parques Monteiro Lobato e Vale do Itaim, Teatro Metrópole e Sítio do Pica-Pau Amarelo.
Alto do Cristo Redentor – Localizada em uma colina urbanizada, o local apresenta uma vista geral do município, parte do Vale do Paraíba, além de ter ao fundo, a Serra da Mantiqueira e a Garganta do Piracangaguá.  A estátua do Cristo Redentor passou a ser um dos principais pontos turísticos de Taubaté, em sua base está instalada uma capela dedicada Nossa Senhora da Paz.
Horto Municipal Renato Correia Penna – Avenida Santa Luiza Marilac, s/n | Vila São José, Taubaté, Estado de São Paulo, Brasil
Santuário Santa Terezinha – Igreja linda no estilo gótico, com lindas pinturas religiosas, tem missas durante a semana e são realizados casamentos na mesma. Rua Voluntário Penna Ramos | Praça Santa Terezinha, Taubaté, Estado de São Paulo 12010-740, Brasil.
Sesc Taubaté – Conta com uma série de eventos musicais, esportivos e culturais. Avenida Engenheiro Milton de Alvarenga Peixoto, 1264, Esplanada Santa Terezinha TAUBATE | CEP: 12052-230.
Distrito de Quiririm – A 1ª Colônia Italiana do Vale do Paraíba reconhecida como o “Distrito de Paz de Quiririm” em dezembro de 1925. No ano de 1989, por iniciativa de João Aristodemo Canavezi Filho, o distrito italiano realizou a 1ª festa para comemorar o centenário da chegada de seus antepassados na colônia.
A festa italiana é realizada no final do mês de abril e começo de maio, com apresentações de coreografias e shows de música típica e o melhor da gastronomia italiana.
Quem visita as ruas de Quiririm, pode observar a arquitetura histórica na Capela de Nossa Senhora Aparecida, a Escola Municipal Amadeo Piccini, além das linhas arquitetônicas das cantinas e restaurantes.

extraído: https://revistastatto.com.br/lifestyle/viagens/taubate-terra-de-monteiro-lobato-jeca-tatu-e-muito-mais/





















*ANÚNCIO DO BLOG: CRM para leigos - Como Alavancar suas vendas com o Marketing de Relacionamento!