domingo, 24 de agosto de 2008

Poesia em forma de vídeo - Dedicado aos participantes queridos!

Produção DOOLÃNDIA!


VOCÊ LEMBRA DISSO? Baltimora! TARZAN BOY!

ESSA MÚSICA ERA TEMA DE ABERTURA DO "PERDIDOS NA NOITE" , COMANDADO PELO FAUSTÃO NA DÉCADA DE 80...




Under assim


Um lado under-ground, meio rock ou introspectivo, com toques psicodélicos se apoderam de mim! (risos). Vez por outra preciso mergulhar nos Smiths, Cure, B52... Ficar quietinha lendo um livro ou vendo um filminho sozinha... Bem quietinha.

Pensava que isso fosse fuga, necessidade de reclusão ou quase depressão. Mas geralmente me sinto feliz nesses momentos e não deprimida. Então não é depressão! É meu momento “pausa pra um café!”.

Um café bem selecionado (hehehe) onde geralmente só cabe uma (eu) ou no máximo 2 ou três amigos do peito. Sabe aquelas horas que apesar do sol lá fora, é gostoso ficar em casa de pijamão, vendo aos seriados norte-americanos e dando muita risada? Depois venho pro computador e fico divagando entre textos e músicas, ou simplesmente fazendo nada de produtivo. Apenas deixando a mente relaxar...

Tem gente que morre de medo de ficar sozinho. Eu morro de medo de não ficar um pouco sozinha! (risos)

Agora mesmo estou aqui digitando essas baboseiras, degustando um licor de menta (éca) porque o de cacau acabou!

Meu irmão mais novo (que está trabalhando agora em outra cidade) e que gosta de me aloprar diz: e ai Danny, já está tomando seu Uísque com Anador? Nada a ver! É que ele acha engraçado esses meus momentos sozinha, um pouco melancólica as vezes, confesso. Mas em geral ninguém sabe o prazer que sinto de ficar numa boa sozinha, escolhendo o que fazer.

Ontem assisti a uma entrevista no programa da Marília Gabriela, onde Maria Luíza Mendonça (a atriz de “Nossa vida não cabe num Opala”) dizia exatamente o mesmo que sinto: é tão bom ficar sozinha de vez em quando! Ela tem um ateliê de artes plásticas e também AMA o Parque Lage! Caraca é muita coincidência porque também gosto muito daquele lugar!

Já que gosto de explorar o lado criativo, com filmes amadores,curtas e fotografia, acho que está na hora de começar umas aulas de artes plásticas. Aí será mais um momento para expressar o que gosto e ficar lá... contemplando a vida interior! (hehehe)

Mas é claro que também adoro sair e me divertir com pessoas, mas não abro mão de ficar sozinha quando preciso.

Beijos à todos os terráqueos que entendem essa necessidade de momentânea solidão!


p.s.: Um amigo meu há tempos atrás me disse: “Quem não gosta de um pouco de solidão, não gosta de liberdade!”

E viva o licor de menta com o David Bowie que estou curtindo! rs...


Danny Doo® - diretamente da Doolãndia...

sábado, 23 de agosto de 2008



Alcoólicas - Hilda Hilst

I

É crua a vida. Alça de tripa e metal.
Nela despenco: pedra mórula ferida.
É crua e dura a vida. Como um naco de víbora.
Como-a no livor da língua
Tinta, lavo-te os antebraços, Vida, lavo-me
No estreito-pouco
Do meu corpo, lavo as vigas dos ossos, minha vida
Tua unha plúmbea, meu casaco rosso.
E perambulamos de coturno pela rua
Rubras, góticas, altas de corpo e copos.
A vida é crua. Faminta como o bico dos corvos.
E pode ser tão generosa e mítica: arroio, lágrima
Olho d’água, bebida. A vida é líquida.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

BBB9??? Vota em mim? rsrsrsrsrs


Big Brother BRASIL 9

Maratonas ODEON, Flashbacks e amigos inusitados! Esse também é o RIO!


Quem disse que o Rio de Janeiro é só praia, biquinis e gente malhada. Que nada! Tem o lado urbanóide que também amooo!
Entre maratonas cinéfilas, amigos alternativos, roqueiros e lúdicos; tenho vivido aqui no Rio um misto de vida natural com urbana. Algo que os turistas geralmente não esperam dessa cidade maravilhosa!
Todos nós temos a tendência de generalizar ou tipicar as coisas. E cidades não escapam de nossas pretenções e julgamentos.
Assim como em Sampa temos vida em contato com a natureza (ao contrário do que se pensa), no Rio também encontramos uma gostosa vida urbana e cultural, tão rica, que faz cair por terra qualquer falatório de tipificação...
É bem bacana isso. Ver que sabemos pouco e temos muito a descobrir. É preciso dar tempo ao tempo e ir vivendo sem preconceber idéias demais. Senão podemos ver só uma parte do paraíso. Aquele olhar viciado que nunca alcança o outro lado... da moeda!
Beijos à todos os grandes amigos cariocas que fiz por aqui!!!

Elisa Lucinda


Pode Café
Elisa Lucinda

Ela pede
Ela cora
Ela quer
Coar café na mira
de minhas elegantes meninas
E correr pela ladeira ume-descida
Calcinha coador pela manhã
Ela cede
Ela chora
Ela até
canta um sangrado tango
e me diz: Não me zango
em abrir geladeiras
Quando o que faz é o que quer
Ela mede
Ela mora
Se ela der
um grito no espaço
da cozinha
É que ela quer ser minha
e fugir
Se cair em desmaio
na sala
quer voltar pra senzala
E dançando um xote
apanhar com meu chicote
Mil lambidas
Mil lambadas
Ela em pele
Ela agora
Ela aqui
Me engole o ferrão do corpo
E sai zombando de mim

Poema extraído de O Semelhante, Record, RJ, 1998.

Teatro - Ah... o teatro!


Semana passada cometi a Saga de ver 3 peças teatrais: "Eu serei minha prórpia mulher" - com Edwin Luise na Vieira Souto, "Bent" - no João Caetano e uma terceira que não aconteceu, porém no lugar recebi 2 convites para assistir ao show de Blues "Canções para cortar os pulsos" em Botafogo!

Nossa...

Estou até agora com os benéficos efeitos colaterias dessa via sacra cultural!

Convidei uma amiga (Déborah), que me acompanhou nos três programas. Na Vieira Souto, encontrei um Senhor TEATRO! Muito bonito de estilo rústico que mais parecia um Castelo Medieval (sem exagero!). E Edwin Luise que é brilhante! Interpretando uma senhora alemã e se revezando em outros 3 papeis. Brilhante!

No João Caetano, o espetáculo "Bent" nos pega de surpresa. Pelo menos a mim! Pois além de retratar a perseguição sofrida pelos homossexuais na "era Hitler", Alemanha, surpreende pela simplicidade e eficiência da produção e elenco, que são simplesmente atores de verdade! Muito bom mesmo! Vale conferir.

E não podia deixar de mencionar: "Canções para cortar os pulsos", visto em Botafogo. Show de Blues muito bacana, que na verdade é um misto de teatro show (não encontro outro termo que descreva melhor). Com a Música de Tom Waits interpretado por Cida Moreira & André Frateschi, me senti num dos bairros de Sampa (Bexiga) naqueles Cafés Piu-Piu, Aurora ou Alcatraz e vez por outra era teletransportada pra um cenário onírico, ou pelas lavouras norte americanas ao som do lamento harmonioso da cultura negra. Só posso dizer que o show foi lindo!

Fica aqui um pouquinho do que vi pra vocês!

Beijos!!!

Danny Doo®