terça-feira, 26 de maio de 2026

Síndrome da filha mais velha

Este é um cenário muito comum, frequentemente associado à **"Síndrome da Filha Mais Velha"** (ou *Eldest Daughter Syndrome*). É muito nobre que vocês, como pais, estejam buscando clareza para acolhê-la e reequilibrar a dinâmica familiar.
Abaixo, estruturei um **mapa mental textual** dividido em 4 pilares principais para ajudar vocês a visualizarem a situação atual e os caminhos para a mudança.
# 🧠 Mapa Mental: Apoiando a Filha Mais Velha
## 1. O Cenário Atual (O Diagnóstico)
 * **Sobrecarga Invisível:** Ela assumiu o papel de "segunda mãe" ou co-gestora do lar.
 * **Hiperresponsabilidade:** Sente que se ela não fizer, ninguém fará (mesmo com os irmãos sendo "tranquilos").
 * **Anulação de Desejos:** Por já ser adulta e morar com vocês, a linha entre "ajudar a família" e "viver a própria vida" ficou borrada.
 * **O Contraste:** A tranquilidade dos outros irmãos acaba gerando mais peso sobre ela, criando um ciclo de cobrança automática (vocês pedem a ela porque sabem que ela resolve).
## 2. Sinais de Alerta (O que observar)
 * **Dificuldade em dizer "Não":** Ela aceita tarefas mesmo visivelmente cansada.
 * **Cansaço Crônico ou Irritabilidade:** Reações ríspidas que, na verdade, são exaustão acumulada.
 * **Culpa:** Ela se sente mal quando tira um tempo para si mesma ou quando gasta dinheiro/tempo apenas com ela.
 * **Postura de Resgate:** Tentar resolver os problemas de todo mundo antes que peçam.
## 3. Ações Imediatas para os Pais (Como aliviar o peso)
 * **Redistribuição Justa:** "Tranquilidade" dos outros irmãos não pode ser sinônimo de isenção. Dividam as tarefas domésticas e burocráticas de forma clara e matemática entre todos.
 * **Cessar o "Efeito Automático":** Policiem-se para não recorrer a ela sempre que algo der errado. Tentem resolver entre vocês (pais) ou acionem os outros filhos.
 * **Validação Emocional:** Conversem com ela. Reconheçam o que ela já fez, mas verbalizem que **ela não precisa carregar a família nas costas**.
 * **Estímulo à Individualidade:** Incentivem-na a viajar, sair, investir na carreira e passar fins de semana fora, garantindo que "a casa vai continuar de pé" sem ela.
## 4. O Futuro (O processo de Transição)
 * **Espaço de Adulta:** Lembrem-se de que ela é uma inquilina adulta e filha, não uma cuidadora da casa. Ela precisa de privacidade e autonomia nas decisões dela.
 * **Preparação para o Voo:** Entender que, eventualmente, ela vai querer ir para o próprio canto. O papel de vocês agora é dar a ela a segurança de que a família ficará bem quando ela decidir voar.
> **Nota de acolhimento:** Mudar essa dinâmica exige esforço principalmente de vocês, pais. Ela está acostumada a carregar o peso, então, no começo, ela pode sentir culpa ou resistir em largar o controle. Sejam firmes em protegê-la da própria sobrecarga.
Como vocês pretendem abordar esse assunto com ela na primeira conversa?

Fonte Gemini

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Posse fortalece jornalismo, memória e cultura no terceiro setor paulista

Posse fortalece jornalismo, memória e cultura no terceiro setor paulista

 
O jornalista e produtor cultural Mário Jéfferson Leite Melo acaba de assumir oficialmente a Diretoria de Jornalismo, Difusão e Memória do Instituto Alinhavando de Desenvolvimento Humano, Meio Ambiente, Cultura e Esporte, com mandato até agosto de 2029, em um movimento que amplia ainda mais o alcance institucional da entidade no cenário cultural e social do Estado de São Paulo.

Fundado em 06 de setembro de 2001, o Instituto Alinhavando consolidou-se ao longo de mais de duas décadas como uma das mais respeitadas Organizações da Sociedade Civil (OSC) paulistas, atuando em áreas estratégicas como desenvolvimento humano, preservação ambiental, incentivo à leitura, memória cultural, audiovisual, esporte e inclusão social. Sob a liderança histórica de Helena de Faria Lemos, a instituição construiu uma trajetória marcada pela defesa da cultura popular, pela democratização do acesso à arte e pela valorização das narrativas comunitárias.

A chegada de Mário Jéfferson à diretoria representa o encontro entre duas histórias profundamente ligadas à comunicação cidadã e à preservação da memória coletiva. Jornalista com mais de cinco décadas de atuação, fundador da REDE CIDADE DE COMUNICAÇÃO E CIDADANIA — TV CIDADE Taubaté, documentarista, cronista e articulador cultural, Mário assume a missão de fortalecer os processos de difusão institucional, comunicação estratégica, registro histórico e preservação da memória audiovisual da entidade.

A nova função também surge em um momento simbólico de expansão institucional. Recentemente, o Instituto Alinhavando passou por um processo de fusão com o Instituto Coletivo Cultural Bela, ampliando significativamente seu raio de atuação territorial, social e cultural. A união das entidades resultou na formação de uma nova diretoria considerada promissora por agentes culturais e lideranças do setor, fortalecendo a capacidade de articulação comunitária e o desenvolvimento de projetos em rede.

Ao longo dos anos, o Instituto Alinhavando ganhou reconhecimento por iniciativas relevantes como o projeto “Janela das Palavras”, voltado ao incentivo à leitura e circulação literária; o projeto “Histórias que se Encontram”, realizado em parceria com a Prefeitura de São Paulo; além de ações de contação de histórias, oficinas culturais, audiovisual comunitário e formação cidadã. Sua atuação também garantiu reconhecimento dentro da Rede Cultura Viva como importante Ponto de Cultura no Estado de São Paulo.

A trajetória da entidade demonstra uma compreensão moderna do papel da cultura como ferramenta de transformação social. O próprio nome “Alinhavando” simboliza a proposta de costurar pessoas, territórios, saberes e oportunidades, conectando arte, memória e desenvolvimento humano em uma mesma linha de atuação.

Para Mário Jéfferson, assumir a diretoria de Jornalismo, Difusão e Memória significa ampliar uma caminhada construída historicamente na defesa da comunicação comunitária, da preservação dos acervos culturais e da valorização das vozes invisibilizadas. “Memória não é passado morto. Memória é ferramenta de identidade, resistência e futuro”, resume o jornalista.

A nova composição institucional reforça o entendimento de que cultura, comunicação e cidadania precisam caminhar juntas em tempos onde o apagamento histórico e a exclusão social ainda ameaçam comunidades inteiras. Porque existem instituições que apenas executam projetos. E existem aquelas que ajudam a costurar dignidade, pertencimento e esperança. O Instituto Alinhavando escolheu seguir exatamente por esse caminho.

Dor não é destino. Escolha é poder!



O PASSADO NÃO PODE SER PREFEITO DA ALMA

Velhinho de Taubaté
Por Mário Jéfferson Leite Melo
25 de maio de 2026

 
O velhinho de Taubaté gosta muito de ler. Talvez porque quem viveu demais aprende a enxergar o mundo pelas palavras dos outros. Todo dia chega um texto, uma frase perdida, uma reflexão qualquer enviada por alguém que ainda acredita que a alma humana pode ser salva por meia dúzia de linhas sinceras. E no meio desse emaranhado de mensagens rápidas, receitas emocionais e filosofias de internet, apareceu um texto da escritora Daniela Duarte intitulado “Reinvente seu destino”.

E o velhinho parou.

Parou porque algumas palavras não passam pela gente. Elas sentam na cadeira da cozinha, pedem café e começam a mexer nas gavetas da memória. O texto de Daniela tem exatamente esse efeito. Não faz carinho barato. Não vende felicidade em promoção de fim de semana. O texto provoca. Obriga a pessoa a olhar para o espelho sem filtro, sem maquiagem emocional e sem aquele velho discurso confortável de que “a culpa é do passado”.

O velhinho tem visto por aí pessoas afirmarem que o destino já vem escrito, pronto, carimbado, fechado como sentença definitiva. Que ninguém consegue mudá-lo. Que tudo já está decidido antes mesmo do primeiro choro no berçário. Daniela Duarte pensa diferente. E escreve com a firmeza de quem acredita que cada ser humano pode, sim, reinventar o próprio destino, como quem pega um livro velho da estante e resolve reescrever o final.

O velhinho sabe que não se muda o que passou. Os capítulos antigos continuam existindo. As dores permanecem registradas. Existem cicatrizes que nem o tempo apaga completamente. Tem gente que cresceu ouvindo que não prestava. Outros conheceram o abandono antes mesmo de aprenderem a andar. Alguns foram traídos, humilhados, esquecidos no canto da vida. O mundo, às vezes, distribui feridas antes de distribuir oportunidades.

Mas o velhinho também defende com unhas e dentes que o ser humano possui uma capacidade quase milagrosa de reconstrução. Defende porque viu isso acontecer diante dos próprios olhos. Viu gente sair da lama emocional quando ninguém mais acreditava. Viu pessoas transformarem dor em aprendizado, abandono em força e silêncio em sabedoria. Porque chega um momento em que não somos mais apenas produto do ambiente. Somos produto das escolhas que fazemos depois da dor. E é justamente aí que o texto de Daniela Duarte acerta em cheio.

Há pessoas que transformam a infância numa prisão perpétua. Passam décadas morando emocionalmente dentro do mesmo quarto escuro do passado. Alimentam a mágoa como quem cultiva planta rara. Fazem do sofrimento uma identidade. Mostram ao mundo a ferida como documento de existência.

E o pior é que a dor confortável também vicia.

Tem gente que prefere continuar infeliz porque já decorou o mapa da própria tristeza. A felicidade exige mudança, exige responsabilidade, exige coragem. E coragem, convenhamos, nunca foi artigo fácil de encontrar nas vitrines da vida.

O velhinho já viu homens endurecerem porque nunca receberam abraço do pai. Já viu mulheres desacreditarem do amor porque um dia alguém matou sua confiança. Já viu talentos serem enterrados vivos pelo medo. Mas também viu o contrário. E são esses casos que desmontam qualquer teoria fatalista.

Viu pessoas saindo do fundo do poço sem elevador emocional. Viu mães criando filhos sozinhas e formando homens honestos. Viu idosos voltando a estudar depois dos sessenta. Viu gente interrompendo ciclos inteiros de violência dentro da própria família.

Isso também é reinventar o destino.

É olhar para o passado sem permitir que ele continue governando o presente.

É impedir que a dor vire herança.

É decidir que a maldade recebida não será distribuída adiante.

O destino talvez entregue o primeiro rascunho da história. Mas a caneta continua na nossa mão.

O velhinho ri quando escuta certas pessoas dizendo: “eu nasci assim e vou morrer assim”. Ora bolas… até rio muda de curso quando encontra pedra demais. Só o ser humano insiste em transformar acomodação em personalidade.

E claro que o velhinho desconfia desses discursos motivacionais de internet que prometem felicidade instantânea em doze parcelas sem juros. Nem toda tristeza se resolve com frase florida sobre fundo colorido. Existem dores profundas que exigem tempo, terapia, fé, silêncio, recomeço e uma coragem gigantesca para continuar existindo. Há feridas que não desaparecem; apenas aprendem a doer menos.

Mas Daniela Duarte não escreve como quem vende milagre emocional. Ela escreve como quem lembra que maturidade é assumir o volante da própria vida. E isso assusta. Porque assumir o volante também significa perder a desculpa pronta.

Tem gente querendo mudar de destino sem mudar hábitos, amizades, pensamentos ou atitudes. Quer colher primavera plantando abandono emocional. Quer paz alimentando guerras internas. Quer amor sem aprender a amar nem a própria alma cansada.

Destino não é mágica.

Destino também é repetição de escolhas.

Às vezes reinventar o destino começa pequeno: levantar da cama num dia difícil, pedir perdão, abandonar um relacionamento que destrói aos poucos, voltar a sonhar depois de uma traição, reaprender a confiar, parar de mendigar afeto onde só existe silêncio.

A vida não muda num clarão cinematográfico. Ela muda em decisões silenciosas que ninguém aplaude.

O texto de Daniela Duarte não fala sobre esquecer o passado. Fala sobre impedir que ele continue sendo prefeito da nossa alma. Porque memória não pode virar sentença perpétua.
E no fim daquela leitura, o velhinho ficou pensando enquanto mexia lentamente o café já morno sobre a mesa: “Há pessoas que passam a vida inteira tentando entender por que foram feridas. Outras simplesmente decidem não ferir mais ninguém.”

Talvez aí esteja a verdadeira reinvenção do destino.

Porque a vida pode até escrever os primeiros capítulos sem pedir autorização. Mas o último parágrafo… ah… esse ainda pertence a nós.

sábado, 30 de julho de 2022

 


Entrevista com a Biomédica Janaína Boari

03/05/2022 às 11h56




Janaina Boari Ramos é como ela mesma diz, apaixonada por Jesus! Uma profissional de sucesso, batalhadora, que subiu degrau por degrau. Enfrentou as dificuldades com otimismo, fé, inteligência e humildade. Hoje é sem dúvida fonte de inspiração para muitas pessoas. Confira essa linda trajetória…

1 – Fale-nos um pouco sobre sua trajetória pessoal e profissional até os dias de hoje?

Comecei minha corrida pela independência aos 14 anos, estudei passei na prova do Senai e de lá para cá tem sido uma busca em crescer em conhecimento na minha carreira. Mesmo tão menina meu sonho era viajar, conhecer outros lugares e outras línguas e quando me formei no Senai, não consegui trabalho na minha profissão como modeladora.

Pela Soapro consegui um trabalho num escritório como auxiliar, ali aprendi muito, mesmo ganhando tão pouquinho, foi uma experiência incrível. E lá conquistei a confiança dos meus chefes e acabei sendo efetivada pela empresa e pude voltar a estudar.

Fui em busca do que sempre sonhei quando criança, ser comissária de bordo! Cursei, passei na prova do DAC (departamento de aviação civil), mas meu inglês era bem fraquinho para as entrevista, foi quando me surgiu a oportunidade de passar três meses na França, onde eu tenho duas primas que moram lá e se prontificaram em me ajudar.

Juntei tudo que eu tinha e fui, mas chegando lá fui para uma escola de francês, que foi um divisor de águas para mim. Conheci pessoas de outros países, e a cultura europeia. Como meu visto era de turista, depois de três meses retornei ao Brasil.

Assim que cheguei, comecei a trabalhar na livraria evangélica da cidade, e lá eu fiquei por nove anos. Foi um tempo de Deus para mim, ali pude conhecer pessoas apaixonadas por Jesus, e o principal, todas às vezes que eu perguntava para o Senhor, o que eu estava fazendo ali, com tantos outros cursos, eu não queria o comércio, o Senhor ficava em silêncio. Eu realmente não conseguia nada em outra área.

Neste meio tempo eu conheci meu esposo, e me casei, logo engravidei da minha primeira filha, e ainda trabalhando no comércio, mas quando ela completou um aninho eu decidi que seria meu último natal, que eu iria buscar alguma coisa para ficar perto dela, cuidar da minha casa e da minha filha.

Assim foi feito, passaram as festas e eu pedi para sair. Já em casa eu engravidei da minha segunda filha. Mesmo estando grávida buscava alguma coisa para trabalhar e ficar com minhas filhas, orando e pedindo para o Senhor me dar uma estratégia. Até que um dia uma manicure me chamou para ajuda-la, somente para limpar as unhas, porque eu não sabia fazer unha de ninguém. E ali no dia a dia, ela me disse que eu tinha jeito para lidar com as mulheres e que eu devia fazer um curso de estética.


Na hora meu coração se alegrou, e meus olhos se abriram para esse novo mundo que não era meu: o da beleza! Porque eu estava acostumada a vender livros.


Então dei o primeiro passo, fiz um curso de depilação, comecei a atender, e as clientes da depilação começaram a me perguntar sobre massagem, fiz o curso de massagem logo começaram a me perguntar de limpeza de pele, fui e fiz o curso, na escola em que eu cursava e fui indicada para trabalhar em um salão famoso na cidade, que ficava dentro do shopping. E eu fui, lá foi incrível, eu cresci como profissional, e ali eu vi que eu precisava estudar mais.


Segura do que eu queria, montei minha sala, porque mesmo estando no shopping, ganhando muito bem, eu já tinha saído do meu propósito, como eu estava empolgada com a estética eu trabalhava direto, mas eu tinha na minha casa duas bebês, e já estava ficando mais no trabalho do que em casa.

Montando minha sala, eu iria agendar conforme eu podia. E assim foi, esperei as meninas crescerem e irem para a escola e logo eu já fui para a faculdade de Estética. E quando terminei e iria fazer a pós, eu prestei vestibular para biomedicina, passei e foram mais 04 anos de muito aprendizado.


Terminei e agora já estou na minha primeira pós-graduação, em biomedicina estética, e com minha sala toda equipada, com aparelhos de tecnologia avançada, do jeitinho que conforme eu fui crescendo foi nascendo no meu coração o sonho de uma clínica de estética.

2 – Como você define a expressão “estética com propósito” tão citada em diversas ocasiões em seu trabalho?

Estética com propósito surgiu após um questionário que eu preenchi para uma empresa de marketing que eu contratei para a estética. No mundo da beleza existem muitos mitos e protocolos fechados para se vender, e conforme eu fui estudando, eu percebi que esse não era o meu caminho.

Muitas pessoas juntam um dinheiro suado para cuidar de alguma parte do corpo que está incomodando, e isso tem valor, têm certas situações que a estética convencional não vai atender, outras talvez a estética avançada sim, outros somente médicos, e como profissionais precisamos trazer verdades para o nosso cliente e não aplicar aquele protocolo fechado porque o importante é a venda, não, o nosso propósito, é cuidar da saúde e beleza do nosso cliente, oferecendo o que há de melhor no mercado da estética com muita clareza e amor.

3 – Como você tem conciliado a criação de suas filhas, marido, cuidados do lar, ao longo de sua carreira e estudos?


Com o passar dos anos fui aprendendo a me organizar em tudo. Já tive épocas de deixar minha casa bem abandonada, na mão de outras pessoas porque eu queria trabalhar. Só me preocupava com as meninas na escola, o resto à hora que dava eu fazia. Mas como Deus corrige quem Ele ama e Ele me ama muito, eu comecei a ter alguns problemas no meu casamento, e com o meu corpo também. Fiquei 25 quilos acima do peso, porque eu só trabalhava e não cuidava de mim, só das pessoas.


Meu marido apesar de ser ótimo nunca reclamar, começou a se afastar dos compromissos da igreja e ter mais amigos de fora do que da igreja.


Foi então que entrei num propósito de três dias por semana na oração da igreja e três dias na academia e domingo já era do Senhor. A partir daí eu comecei a ver as mãos do Senhor sobre a minha casa, transformando o meu coração, eu comecei a me apaixonar pelas coisas da minha casa, cuidar do meu marido, do meu lar e das minhas filhas e depois o meu trabalho. A organização de horários e prioridades fez com que eu vivesse uma vida mais tranquila.

4 – Qual o diferencial de uma empreendedora cristã na prática? O que muda para você e suas clientes?


A maioria das minhas clientes é cristã, mas confesso que eu tenho um imã para as espíritas. Já ganhei duas clientes espíritas para Jesus, e agora suas famílias são uma bênção.

Tenho muito orgulho disso, outras que estavam afastadas da igreja voltaram, as que têm dúvidas sobre a bíblia na hora da sessão conversamos, mas eu sempre deixo o Espírito Santo trabalhar, se tiver oportunidade eu falo sim do amor de Jesus para quem deixar, mas sempre respeito o tempo de cada uma, geralmente esses assuntos começam quando elas pedem minha opinião sobre algum problema e minha resposta é sempre que ela deve orar e perguntar para o Senhor o que fazer, mas ser cristã no mundo da beleza é ótimo, muitas me procuram porque eu sou cristã.

5 – Você é bastante atuante em seu ministério na igreja. Conte-nos um pouco sobre ele?


Eu sou cristã de berço, graças a Deus por isso, então desde sempre eu fui ativa na igreja e amo. Muitas vezes já fui mesmo cansada, desanimada, mas estar servindo na igreja me fortalece e me dá ânimo para coisas maiores. O versículo “Buscai primeiro o reino de Deus e as demais coisas vos serão acrescentadas” é muito real na minha vida! Eu tenho certeza que jamais chegaria até aqui se não fosse o Senhor, eu vivo de milagres, e não é uma troca, é o reino de Deus mesmo, a vida plena e com abundância que Ele conquistou para nós.

6 – Com certeza você é fonte de inspiração para muitas pessoas, por sua perseverança, dedicação e resultados. O que você aconselha às novas empreendedoras que ainda não atingiram resultados expressivos?


Eu sempre aconselho a oração, foco no propósito e perseverança. Por exemplo, cuidar da beleza é algo extraordinário, e está alinhado com Deus. O Próprio Deus é detalhista em tudo. Olha para a natureza, é linda e perfeita, o corpo humano é sensacional, a beleza humana é indiscutível os traços da face são perfeitos, então sempre que eu vou cuidar de um cliente, eu faço o meu melhor porque eu tenho a convicção que estou cuidando da obra prima do criador, e isso é de uma responsabilidade imensa, e por muitas vezes eu sinto as mãos do Senhor sobre as minhas, e isso é muito gratificante.

7 – Encontrar um real propósito de vida pode ser um divisor de águas para uma pessoa. Como conciliar a profissão com seu propósito? É possível? Como encontrou o seu?


Conciliar propósito de vida com a profissão é possível sim, isso traz leveza e plenitude no nosso dia a dia. Eu encontrei o meu quando eu entendi que no reino de Deus a peça principal são pessoas, Jesus cuidou de pessoas, curou pessoas, lavou os pés das pessoas, e eu cuido de pessoas, eu toco as pessoas, eu converso com pessoas, eu falo de amor com as pessoas, e isso traz alívio, amor e beleza.

8 – Como é a Janaína em família? Amigos, lazer, hobbies?

Janaina é tranquila, e não é de falar muito. Sou bem calada na minha. Sou “mais ouvidos” do que falar, tanto para família como para amigos.

9 – Conte-nos sobre os desafios de sua formação acadêmica. Graduação, pós, e etc…?


Os meus desafios maiores na faculdade são as tecnologias, eu sou do tempo de bibliotecas e cadernos, trabalhos em papel de almaço. Mas tive que aprender, apesar de ser mais fácil tudo no Google, eu ainda sinto muita dificuldade. Estudar artigos pelo computador eu não consigo até hoje, eu imprimo tudo, eu amo estudar, já estou terminando a minha especialização e quero fazer o mestrado e ir para um doutorado. Aprender nunca é demais, agora que minhas filhas estão grandes, estou mais livre, e elas se orgulham de ter uma mãe estudiosa, e eu aproveito.

10 – Que mensagem você poderia deixar as pessoas sobre a importância de suas escolhas? Muitos olham o sucesso alheio sem saber de suas renúncias, decisões, foco e muitos ainda atribuem ao fator sorte, o que você poderia dizer sobre isso?


Eu entendo que nossas escolhas precisam estar alinhadas com Deus e com as pessoas que estão no nosso lado, (esposo ou esposa). Sozinha não chegamos a lugar nenhum. Se eu não tivesse orado lá no passado, nos dias das dificuldades eu não teria fé para enfrentar e com certeza o medo iria tomar conta de mim. Mas com a fé, a certeza de que o Senhor está no negócio, uma solução vai ter, e isso me faz forte e traz paz para o meu coração. Eu já fiz escolhas sem consultar a Deus e o meu esposo, e na hora da dificuldade tive medo, fiquei aflita. E também quando a minha escolha me levou a um prejuízo financeiro, eu tive que quebrar o meu orgulho e entender que eu não sou sozinha, e nada é meu. Eu não gostava ou admitia pedir dinheiro para o meu esposo, quanto mais pedir uma opinião para uma escolha, mas graças a Deus eu fui curada desse egoísmo, e aprendi que somos uma só carne, e preciso do Senhor e do meu esposo para chegar mais longe.

https://revistastatto.com.br/lifestyle/social/entrevista-com-a-biomedica-janaina-boari/


INSTAGRAM DANIELA DUARTE – @duartehouse.comunicacao

 

ENTREVISTA COM SIMONE GOMES – AGENTE DE SAÚDE

28/03/2022 às 15h04


Simone Gomes Costa de Souza, 43 anos, mãe de três filhos lindos, esposa, agente comunitário de saúde, gosta muito de jogar PS4 com o filho e assistir filmes com a família. Nos contará um pouco sobre os desafios da profissão e como podemos extrair lições nas dificuldades. 

1 – Simone conte-nos um pouco sobre sua trajetória pessoal e profissional?

Fui criada desde pequena com a minha bisavó longe dos meus pais. Tive uma infância muito humilde, mas com muito amor e carinho. Aos 17 anos buscando minha independência e na esperança de melhorar minha vida, decidi me casar, mas como era menor de idade precisava da autorização dos meus pais.

Então fui atrás primeiro da minha mãe que com facilidade me deu a autorização e depois do meu pai que receoso não queria e fez de tudo para não dar, porém por tudo que já havia passado me mantive firme e no fim ele cedeu. 

Infelizmente depois de quatro meses com um infeliz acidente fiquei viúva, nessa situação tinha que voltar a morar com a minha bisa, mas ela já estava morando com meus tios. E lá com a vida muito corrida e com todas as dificuldades não consegui terminar o colégio. 

Três anos depois reencontrei um amigo de infância e com o tempo acabamos indo morar juntos, e um tempo depois como um presente de Deus e resposta as minhas preces para não ficar sozinha, Deus me enviou uma companheira: minha primeira filha. Tempos depois por problemas particulares acabei me separando dele.

Durante um tempo trabalhei com telemarketing e depois consegui um emprego numa rede de supermercados com indicação de um amigo e lá consegui me desenvolver e ter uma condição melhor, porém depois de me separar acabei ficando um tempo com a minha mãe e tinha que ajudá-la e ao meu irmão, nessa fase passamos dificuldades.

Foi nesse supermercado que conheci meu atual marido e companheiro de vida com quem consegui conquistar o que sempre sonhei: uma casa com uma família linda.

Foi como se Deus nos juntasse, eu não sabia naquele momento, mas nós iríamos nos completar como resposta a preces que tanto fazíamos. 

Demorou, mas com o tempo, muito trabalho, ajuda de Deus e muito esforço as coisas foram se ajeitando. Com o incentivo dele terminei meus estudos, conquistamos nossa casa e consegui entrar no emprego que estou até hoje como agente comunitária de saúde!

Esse emprego foi assim como tudo na vida: uma benção de Deus! Pois não corri até ele, ele chegou a mim através da minha agente de saúde na época.  

Tempos depois tive meu segundo filho.

E recentemente meu terceiro filho.

2 – Como foi possível para você conciliar a profissão com os cuidados da família? Você conta com a ajuda de quais pessoas? Como é sua dinâmica familiar?

No início foi bem difícil por conta da rotina e adaptação, meu marido também trabalhava fora. A única pessoa com quem sempre contei e que estava ali me ajudando foi meu marido. E com o tempo nos ajeitamos.

3 – Atuar na área da saúde sempre foi sua vontade? Conte-nos um pouco sobre o dia-a-dia de uma ACS – agente comunitário de saúde?

Não, essa profissão me encontrou. A rotina é muito cansativa, estressante e há muito desgaste físico e emocional. Temos que passar de porta em porta e analisar toda a situação da saúde de cada membro da família, analisar e orientar. 

Organizamos isso tudo para passar à equipe de médicos do posto de saúde.

Sou responsável por mais de 200 famílias, vemos todos os tipos de pessoas e problemas. Não é simplesmente passar informações sobre a saúde da família. E com o tempo é inevitável se envolver.

Eles acabam mesmo que sem querer, de uma maneira desabafando com a gente. Por que demonstramos interesse por sua saúde de maneira integral.

Então da mesma maneira que é muito estressante é também muito gratificante! Por que com o tempo nos envolvemos e vemos a mudança na vida das pessoas. Melhorando a qualidade de vida desde conselhos sobre tratamentos básicos de saúde até com doenças mais sérias…

Ver sua evolução é muito gratificante. É uma semente que você planta e vê crescer.

Depois de 15 anos nessa área vemos a mudança que esse trabalho pode fazer.

Fazemos muitos cursos, o que é ótimo na hora de passar ao paciente. Essa qualificação dá uma segurança muito maior.

4 – Quais os momentos mais marcantes que sua profissão já lhe proporcionou?

Acompanhar a mudança na vida das pessoas e ver o resultado na melhora da saúde. E mesmo no início de carreira, quando as pessoas não entendiam e eram “grossas” só me fortaleceram para hoje eu poder ver os resultados. 

5 – Quais melhorias você gostaria ou percebe que poderiam ser adotadas para um melhor aproveitamento desse serviço à população?

No geral e principal é a valorização do agente de saúde. Tanto da própria equipe médica, dos direitos, benefícios e da população. Mais capacitação, projetos de incentivo e valorização desse programa.

6 – Como você se prepara para manter o ritmo necessário tanto físico quanto mental para esse trabalho?

Muita oração! Na maioria das vezes só a oração… 

7 – Vocês tem algum suporte no trabalho para manter a qualidade de vida e saúde?

A única coisa que às vezes nos oferecem é o programa da saúde do trabalhador, mas na prática não funciona muito. Temos uma terapeuta que atende o posto todo. Que muitas vezes tenta ajudar, porém é complicado por ser muita gente precisando. Ou seja, a demanda é muito grande e precisariam colocar mais profissionais para isso. 

8 – O que a Simone mulher ainda não conquistou e almeja conquistar? Projetos, sonhos, etc..

Quando pequena queria ser professora para ajudar as pessoas. Trabalhando como agente de saúde, consigo fazer isso, mas ainda gostaria de me graduar em alguma coisa.

9 – Que mensagem você poderia deixar em especial às mulheres que lutam com seus inúmeros desafios, depressões, angústias, desejos, vontade de conquistar a vida com mais dinamismo?

Que nunca desistam, por que problemas todas nós temos e ao contrário, faça desse problema uma forma de se fortalecer em Deus. Nunca desistam porque com Deus e as lutas, mantendo a cabeça erguida conquistamos qualquer coisa. Pois as dificuldades virão e o importante é aprender com elas. Por que só acaba quando Deus fechar os nossos olhos…



https://revistastatto.com.br/lifestyle/social/entrevista-com-simone-gomes-agente-de-saude/

“MULHERES DE TAUBATÉ” – PIONEIRISMO E SENSIBILIDADE

22/11/2021 às 23h13


Em meio a tantas ofertas de informação na atualidade, temos quase por certo que os tempos modernos são hoje. E muitas vezes nem sequer conhecemos histórias magníficas de vidas que já passaram por aqui, quebrando paradigmas e padrões estabelecidos e até inovando o curso da vida e da história…

Com o livro “Mulheres de Taubaté” de Dimas Oliveira Junior, você terá uma coleção de memórias extraordinárias para se inspirar! Dimas é cineasta, documentarista e jornalista, nascido em 1958. É diretor artístico e roteirista premiado, dirigiu curtas e longas-metragens e muitos trabalhos em dramaturgia para algumas emissoras de TV.

O livro traz um pouco da biografia de nomes como: Chiquinha de Mattos, Elisa Braga (a 1ª aviadora brasileira), Joana Castilho (a Joaninha), Hebe Camargo, Celly Campello, Olga Tavares (A Santinha de Taubaté), Madre Eulália, Lygia Fumagalli, Maria Cecília Guisard (que tirou aos 13 anos de idade, a 1ª “carteira de motorista da época” em plena década de 20) e muitas outras que foram sem dúvida mulheres pioneiras e fortes! O número de mulheres citadas está por volta de 48 nomes de diversas áreas: Grandes Damas, Artes, Novos Horizontes, Luzes da Ribalta, Diversidades Religiosas, Pioneirismo e Inovação na Educação, Pioneiras nas Letras, Musicais, Moda e Beleza, Figureiras e etc…

Citando um pouco do prefácio escrito pela jornalista Cláudia Mello: “Mulheres de Taubaté é mais que um livro, é um memorial de conquistas femininas, desde um tempo em que frequentar a escola e votar não eram suas prerrogativas, até ganhar os céus, os palcos e o seu merecido espaço em todas as áreas da sociedade. O livro também é uma excelente fonte de pesquisas, devido à riqueza de datas, nomes e acontecimentos”. 

Com o devido cuidado para não dar muito spoiler meus caros amigos, sugiro que você obtenha logo seu exemplar, pois o meu já está garantido. E com dedicatória do próprio autor!

Prepare-se para se emocionar!

Boa leitura!

Daniela Duarte

BLOG DANIELA DUARTE

http://duartehousecomunicacao.blogspot.com



sexta-feira, 6 de maio de 2022



Para Warren Buffett, o que separa pessoas medianas das bem-sucedidas é apenas uma palavra...

O conselho é tão poderoso que também já foi tema de um discurso de Steve Jobs!

Uma frase dita pelo investidor bilionário Warren Buffett há alguns anos se tornou famosa e foi amplamente replicada – inclusive por ele mesmo. É uma frase curta, mas que resume bem a sua visão sobre sucesso: “A diferença entre pessoas bem-sucedidas e pessoas realmente bem-sucedidas é que as pessoas realmente bem-sucedidas dizem não a quase tudo.”

O intrigante conselho inspirou o empreendedor norte-americano Marcel Schwantes a escrever um artigo com uma reflexão sobre o assunto, sobretudo nesta nova fase da pandemia, em que compromissos surgem a todo momento e o ‘não’ torna-se quase impensável. É praticamente a era do FOMO (sigla em inglês para ‘medo de ficar de fora’).

Apesar de ser compreensível querer abraçar todas as aparentes oportunidades que se apresentam nesse momento, o acúmulo de tarefas, compromissos e atividades pode simplesmente tirar o foco do que realmente importa – além de levar a um esgotamento mental. Quem costuma ter dificuldade para negar convites sabe o quanto pode ser desgastante e frustrante tentar atender tudo e a todos e não executar nenhuma das tarefas por completo.

Schwantes diz que, à medida que nos aproximamos da metade de 2022, pode ser um bom momento para repensar as prioridades para o restante do ano. “Se você ainda está dizendo sim para tudo o que vem em seu caminho, você ficará surpreso com o que pode acontecer quando você finalmente começar a dizer não”, escreve.

Essa mensagem de Buffett também já foi dita por outro empreendedor famoso: Steve Jobs, falecido em 2011. Em um discurso em 1997, durante um evento da Apple, ele disse: “As pessoas pensam que foco significa dizer sim para o que você precisa se concentrar, mas não é isso. Significa dizer não às centenas de outras boas ideias que existem. Você tem de escolher com cuidado. Na verdade, estou tão orgulhoso das coisas que não fizemos quanto das coisas que fiz. Inovação é dizer não a 1.000 coisas.”

Para o segundo semestre de 2022, reavalie bem o que é, de fato, uma oportunidade ou algo que pode apenas te trazer um esgotamento mental. Saber dizer não é uma forma inteligente de simplificar sua vida – e focar nas coisas certas.


Extraído: https://revistapegn.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2022/04/para-warren-buffett-o-que-separa-pessoas-medianas-das-bem-sucedidas-e-apenas-uma-palavra.html





sexta-feira, 19 de novembro de 2021

 

AMOR DE CROCODILO DESCENDO O RIO NILO – REFLEXÕES FILOSÓFICAS

21/10/2021 às 09h50


Sempre gostei de buscar entender as mensagens por trás de uma informação. Mensagem subliminar ou informação, que podem vir através de um filme, uma letra de música, um desenho animado, propaganda, um discurso filosófico, político, social e etc…

Hoje a música (letra) a ser analisada é a do Capital Inicial: Descendo o Rio Nilo!

“A Europa está um tédio

Vamos transar com estilo

Nós só temos um remédio

Descendo o Rio Nilo

Descendo o Rio Nilo

Eu fico pensando no que você faria

Se tivesse visto aquilo

O quê? O quê?

Amor de crocodilo descendo o Rio Nilo

Amor de crocodilo descendo o Rio Nilo

A Europa está um tédio

Vamos transar com estilo

Nós só temos um remédio

Descendo o Rio Nilo

Descendo o Rio Nilo

Eu fico pensando no que você faria

Se tivesse visto aquilo

O quê? O quê?

Amor de crocodilo descendo o Rio Nilo

Amor de crocodilo descendo o Rio Nilo

Estou ouvindo tambores

Tremores vindos da África

Canibais passando fome

Cadê o Dr. Livingstone?

Estou ouvindo tambores

Tremores vindos da África

Canibais passando fome

Cadê o Dr. Livingstone?

Estou ouvindo tambores

Tremores vindos da África

Canibais passando fome

Cadê o Dr. Livingstone?

Estou ouvindo tambores

Tremores vindos da África

Canibais passando fome

Cadê o Dr. Livingstone?”

Claro que nem toda letra deve ser levada a sério no sentido literal, mas sabemos que existem expressões que podem nos dar algumas pistas de um engajamento político ou social, ou somente despertar uma reflexão sobre algum tema.

Essa é de autoria do “Fê Lemos” – Antônio Felipe Villar de Lemos, o baterista e fundador da banda Capital Inicial. Inclusive o próprio compositor deu uma breve entrevista que está disponível no Youtube sobre a criação da música.

Para quem quiser ver na íntegra depois, segue o link: https://www.youtube.com/watch?v=7ALuOStrQbY

Mas voltando para a reflexão filosófica, um dos trechos que mais me chamam a atenção é:

“Estou ouvindo tambores

Tremores vindos da África

Canibais passando fome

Cadê o Dr. Livingstone?”

Existem rumores antigos de que na África existem ou já existiram canibais. Talvez tenha havido sim em algum momento muito antigo (em algumas aldeias), mas o fato é que a África é um dos continentes com maior índice de miséria e fome. E essa incoerência na crença é colocada na música. Como pode um lugar populoso e “cheio de canibais” é um dos lugares com maior índice de falta do que comer?

Dr Livingstone – David Livingstone era um missionário Metodista e se opunha ao tráfico de escravos, entrando em choque com os traficantes holandeses. Em 1855, atravessou a África Meridional de um extremo a outro, encontrando rios, lagos e cataratas. Em 1858, é homenageado pela Rainha Vitória, sendo nomeado cônsul britânico na costa Oriental da África. Faleceu em Old Chitambo, Zâmbia, África, no dia 1 de março de 1873. Nasceu em Blantyre, Escócia, no dia 19 de março de 1813.

Estudou medicina e levado por ideais humanitários e pela sede de aventuras, oferece seus serviços à Sociedade Missionária de Londres.

Embarcou para a Cidade do Cabo, a serviço da Sociedade das Missões (1840), e seguiu para o norte até Kuruman, pregando o cristianismo e ensinando os nativos a continuar seu esforço evangelizador. Sua habilidade no tratamento com os negros permitiu-lhe chegar até a região do Kalahari (1842), onde aprendeu as línguas locais. Recuperado de um grave ataque de um leão (1844), tornou-se conhecido no Reino Unido (1849) pela descoberta do lago Ngami e do deserto de Kalahari, que lhe valeram uma medalha da Real Sociedade Geográfica Britânica.

Outro trecho muito marcante e no mínimo intrigante é:

“A Europa está um tédio

Vamos transar com estilo

Nós só temos um remédio

Descendo o Rio Nilo”

Como o lançamento da música deu-se em 1985, são os anos que antecedem a ela que dão um cenário de como estava o clima europeu.

Em 1981, a Grécia torna-se o décimo Estado-Membro da UE, seguindo a Espanha e Portugal cinco anos mais tarde. A queda do muro de Berlim que simboliza o desmoronamento do comunismo na Europa Central e Oriental só viria em 1989.

O rio Nilo é um dos mais extensos do mundo, atravessa o norte da África e é famoso por sua história antiga e pelos sítios arqueológicos que existem nas suas margens. O fértil Baixo Nilo deu origem às primeiras civilizações egípcias e ainda abriga as Grandes Pirâmides e a Esfinge de Gizé, perto do Cairo. Belo cenário para quem precisa fugir de um clima insatisfatório, como estava ocorrendo no outro continente mais próximo (a Europa).

Outra cena:

Descendo o Rio Nilo

Eu fico pensando no que você faria

Se tivesse visto aquilo

O quê? O quê?

Amor de crocodilo descendo o Rio Nilo

Amor de crocodilo descendo o Rio Nilo

O maior Crocodilo-Do-Nilo pode chegar hoje a mais ou menos uns 6 metros de comprimento. O réptil continua sendo o maior predador africano de água doce. Seu hábitat já foi bem mais amplo e abrangia toda a bacia do Rio Nilo, incluindo o delta do rio e a costa do Mediterrâneo. Hoje ele é encontrado na África Subsaariana, da África do Sul ao Sudão e do Senegal a Moçambique, incluindo a Ilha de Madagascar.

Existem relatos de embarcações que já naufragaram no Nilo, e imagine isso não é nada animador. É um lugar lindo, porém exige cautela!

Muitas músicas por aí podem esconder diversos significados, ou não (como diria Caetano Veloso, risos!). E é muito interessante desvendar o momento histórico, sociológico e até político em que ela se insere. É uma forma de conhecer a história e seus múltiplos significados. Pois a humanidade embora sinta que ainda precise evoluir e muito, já percorreu um caminho.

Meu desejo é que possamos aprender com o passado, viver melhor o presente e sonhar com um futuro mais otimista, mesmo que esse exija esforço!

Segue aqui o link da música “Descendo o Rio Nilo”, que é muito interessante no meu ponto de vista: https://www.youtube.com/watch?v=SfI7E65me5g

Assim me despeço: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo. Eu venci o mundo”.  – JESUS em (João, 16:33).

———————————————————————————-

BLOG DANIELA DUARTE

http://duartehousecomunicacao.blogspot.com

 

 

https://revistastatto.com.br/lifestyle/cronica/amor-de-crocodilo-descendo-o-rio-nilo-reflexoes-filosoficas/