quinta-feira, 10 de maio de 2012

Familia

Trechos do livro"O arroz de palma" de Francisco Azevedo.

"Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema...
...Não é para qualquer um. Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir...
...Mas a vida... sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite. O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida.
Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo. Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele, o que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente...
...Já estão aí? Todos? Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza.
Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.
Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto: é um verdadeiro desastre. Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte.
Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada.
O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família à Oswaldo Aranha; Família à Rossini, Família à Belle Manière; Família ao Molho Pardo (em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria). Família é afinidade, é à Moda da Casa. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.
Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seria assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.
Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança. Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu.
O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro.
Aproveite ao máximo.
Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete."
 

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Confissões do funcionário 59


Ele foi contratado quando o Google era um pequeno negócio na Califórnia. Ao sair de lá, a empresa já tinha mudado o mundo. Conheça os bastidores da criação de um gigante.por Tiago Cordeiro


De patins, short e camiseta, Sergey Brin chegou suado para entrevistar o jornalista Douglas Edwards, candidato a uma vaga no departamento de marketing em formação. Era novembro de 1999.

Para quem estava acostumado à formalidade das corporações, aquilo era bem estranho. Aos 41 anos, ele seria entrevistado por um nerd de 26 nascido em Moscou, sócio da empresa de buscas na internet fundada 1 ano antes. Sergey fez várias perguntas e avisou: “Vou sair da sala por 5 minutos. Quando eu voltar, quero que você me explique algo novo e complicado”. Ouviu um

Massagem e tortas resumo sobre teoria de marketing. Edwards descobriu mais tarde que Sergey sempre pedia o mesmo aos candidatos – era um jeito de garantir que tais entrevistas não fossem uma total perda de tempo. De qualquer forma, o jornalista emplacou: tornou-se o 59º funcionário do Google. Quando ele saiu da empresa, em 2005, ela já era a principal referência de qualquer usuário da web. Edwards dá a sua versão do “caos criativo” que transformou a internet em I’m Feelling Lucky – The Confessions of Google Employee Number 59 (sem edição no Brasil).


Um chef (Charles Ayers, ex-cozinheiro da banda Grateful Dead) e
duas massagistas foram contratados na mesma época que Edwards. A rotina dos funcionários incluía comida farta, boa e grátis (sem falar nas barras de cereais, M&Ms e outras guloseimas disponíveis a qualquer hora), alívio para as dores musculares (as salas tinham bolas de ginástica para quem quisesse alongar), pausas para o videogame, pingue-pongue ou jogo de hóquei, além de uma viagem por ano com tudo pago. Não era raro encontrar um funcionário descalço pelos corredores ou Yoshka, o cachorro do vice-presidente de operações, Urs Höezle. As regalias contrastavam com a bagunça dos escritórios. As mesas eram portas apoiadas em cavaletes com máquinas e engenheiros amontoados. O neurocirurgião Jim Reese, que seria gerente de operações, foi recebido em seu primeiro dia de trabalho com uma pilha de peças e a ordem de Larry page, o sócio americano de Sergey: “pode montar seu computador”. Na central de
servidores, o “exodus” (a “gaiola” do Google em um galpão onde várias outras empresas alugavam espaço), os cabos dos terminais pareciam cobras caindo do teto. Para aproveitar espaço, não havia entrada para placas de vídeo e pelo menos 4 placas-mãe eram agrupadas em cada bandeja dos racks de quase 2,5 m de altura.

Em caso de defeito, era difícil identificar a origem do problema. Para garantir que todas as máquinas estivessem funcionando, Larry tinha mandado tirar os botões off. “Nenhuma empresa tinha servidores tão bagunçados quanto o Google. Ninguém entendia direito como eles não saíam do ar o tempo todo”, escreveu Edwards. A lógica da empresa era economizar sempre. Nos servidores ou no táxi numa viagem de negócios a Milão. Os sócios preferiam investir no conforto dos funcionários a gastar com marketing. E o novo gerente descobriu o que era realmente usar criatividade e ousadia no trabalho.



*(clique na imagem)
Mentira útil

Como transformar um site iniciante em uma marca conhecida sem gastar muito? Abusando de campanhas virais e bem-humoradas, como o trote de 1o de Abril. No Dia da Mentira de 2000, a empresa lançou o Mentalplex, um software fake que “lia a mente” do usuário para fazer a pesquisa. O resultado trazia mensagens de erro do tipo: “pedido obscuro, tente de novo depois de remover óculos, chapéus e sapatos”. Em alguns casos, eram “capturados” pensamentos em língua estrangeira e surgiam resultados em alemão, tailandês ou português. Mas os internautas não gostaram de encontrar idiomas diferentes. Sob protesto dos engenheiros, Edwards convenceu sergey a tirar essa parte da piada. Mas a brincadeira pegou, e o 1º de Abril virou um clássico do Google. O gerente de marketing muitas vezes se envolveu em disputas sobre como fazer seu trabalho. Do jeito previsto nos manuais ou do “jeitoGoogle”. Quando Sergey, por exemplo, teve a ideia de transformar os Google doodles, os desenhos que brincam com a logomarca, numa espécie de cartoon diário, Edwards ficou apavorado.

Achava que a marca seria descaracterizada e enfraquecida. De novo estava errado. Os usuários adoraram. Fugir das soluções previsíveis, ele admite, revelou-se um dos segredos do sucesso do Google. Inclusive internamente. Quando a empresa começou a melhorar o filtro contra pornografia, por exemplo, umfuncionário criou gifs sensuais e espalhou pela web. Ele pediu que os colegas o ajudassem a procurar pelos vídeos, testando o filtro, mas ninguém se empenhou. Ao reclamar com a mulher, ela deu a ideia: ia assar cookies para que ele premiasse quem achasse os gifs. Foi um sucesso: a gincana virou febre entre os funcionários.



Se a ordem é absurda, não obedeça

O engenheiro Paul Bucheit (que depois ficaria famoso por criar o Gmail) estava preocupado: Larry havia pedido a ele que solucionasse um problema técnico de um jeito que não fazia o menor sentido. Foi consultar o então vice-presidente sênior de operações, Urs Hölzle, e ouviu a dica: “Larry tem muitas ideias. Você deveria continuar fazendo do seu jeito”. Bucheit aprendeu: no Google, se a ordem dos patrões é bizarra demais, é melhor ignorá-la. Para Edwards, o episódio reflete a falta de hierarquia naempresa. O resultado era uma rotina caótica e cargas horárias desumanas. Muitas decisões cruciais eram tomadas depois da meia-noite, mesmo que nem todos os envolvidos estivessem presentes. Mas como deu tão certo? Segundo o gerente, a fórmula do Google era contratar pessoas brilhantes e inseguras. Pressionadas até o limite, elas sempre achavam que a falta de critérios claros seria, na verdade, um problema de desempenho pessoal. E dá-lhe mais trabalho.


Dilemas

Foi Edwards quem escreveu os princípios do Google com afirmações como “você pode ganhar dinheiro sem fazer o mal”. A frase (do original Don’t Be Evil) surgiu no início de 2000, quando Paul Bucheit reclamava com os colegas sobre a Realnames, empresa que vendia um mecanismo para garantir que seus clientes estivessem no topo dos resultados dos sites de busca. Eles eram pagos para destacar esses links, inclusive o Google, que debatia como deixar claro que aquilo não era fruto de seus serviços nem era um anúncio vendido por ele. O sistema foi banido, mas

“Quando estivemos errados?” a mistura de dados e anúncios ainda daria dor de cabeça. O Google decidiu criar sua própria versão de publicidade na web, testada com a Amazon. Cada vez que um internauta chegasse ao link do produto pelo Google, este tinha uma comissão. Funcionou, mas era hora de ganhar mais dinheiro. Os anúncios começariam a aparecer na página inicial como caixas de texto no alto, à direita. Medidos, os cliques definiam a remuneração. Nos testes, um usuário reclamou que não estava clara a distinção entre anúncio e informação e citou um dilema ético. Mas o modelo vingou. Além disso, a companhia enfrentou acusações de invasão de privacidade ao lançar o Gmail, que tem uma barra de notícias e anúncios relacionados aos interesses do usuário. Como assim, a empresa lê seus e-mails? Ela jura que não. É tudo automático.

*(clique na imagem)
Em 2002, o funcionário 59 teve uma rara oportunidade de conversar sozinho com Larry. “Percebi que, na maioria das vezes em que discordamos, eram vocês quem estavam certos. Sinto que estou aprendendo muito e agradeço esta oportunidade.” Larry retrucou: “Mas quando estivemos errados?” Parece arrogância, mas a resposta tinha outro sentido. Assim como Sergey aproveitava as entrevistas de candidatos para aprender, seu sócio levava a sério o que parecia um elogio inócuo. Ele realmente queria saber onde errou, e por que, para usar a informação no futuro. Para Edwards, Larry era o visionário tímido e direto e Sergey o operador bem-humorado.

Adeus e sorte
Uma série de mudanças internas levou Edwards a perder espaço. Ele negociou sua saída da empresa em 2005. Exerceu o poder de compra sobre as ações que eram parte de seus benefícios quando foi contratado. Pagou 20 centavos de dólar por cada uma. Elas agora não valem menos de 600 dólares. Douglas Edwards nunca mais trabalhou. Tem mais é de se sentir com sorte mesmo.


Para saber mais
The Confessions of Google Employee Number 59
Douglas Edwards, Houghton Mifflin
Harcourt, 2011.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

"Você não tem inimigos externos !



"Inimigos nosso são os pensamentos errôneos que todos nós temos, e que lançamos ao ar, atraindo pensamentos semelhantes no próximo.

Na realidade, ninguém pode ser inimigo nosso, pois Deus habita dentro de cada um de nós.

Anule as inimizades emitindo pensamentos de tolerância e de amor a todas as criaturas, que são templo de Deus.

Seja alegre e otimista.

Não perca tempo em olhar para quantos lhe feriram, não agiram como você desejava, guardar mágoas é perda de tempo...

Olhe para frente e caminhe confiante e alegre, praticando o bem e ajudando a todos.

Dê a mão a cada criatura que lhe aproxima, diga sempre uma palavra de conforto e carinho, tenha para todos um sorriso de bondade e de verdadeira felicidade. Assim passará a construir seu clima permanente de vida!

Deus sabe tudo."

domingo, 18 de setembro de 2011

*Poeminha encantado - Danny Doo


Dedico à todas as amigas, mulheres, meninas...
Para quem conseguiu vencer o complexo de Cinderela, onde o desejo secreto é um mundo perfeito...

A beleza está na ausência de perfeição* Encantadora é a realidade por nos deixar livres para escolher...

Tô inspiradinha né... (rs)

Bom, agora ficarei mais ausente por email pois o trampo está puxado!

Bjkas em todas e sucesso sempre!

Segue...



"Aprendi que meninas boazinhas colecionavam Barbies e brinquedinhos.

Eu colecionava experiência de irmã mais velha, cuidando dos pequeninos...

Hoje, enquanto algumas já tem babys e marido;

Quero viver um dia de cada vez, sem pressa para ter filhos.

Já beijei príncipe que virou sapo e sapo que virou príncipe.

Criei meu castelo para enfim morar sozinha.

E finalmente despedi as fadas madrinhas...

Depois de refletir um pouco conclui: Ouvi várias histórias,

Mas só quero escrever a minha."


Danny Doo - diretamente da Doolãndia*




p.s.: As mulheres fingem orgasmos para salvar a relação, os homens fingem relação para salvar os orgasmos!" kkkkkkkkkkk

sábado, 17 de setembro de 2011



Andando entre cacos...


Hoje acordei inspirada e com vontade de escrever! Como diz um amigo corretor (o Toninho da Galícia), “todo mundo já percebeu que você gosta de escrever NÉ!” rsrsrs.

Muita coisa boa e difícil tem acontecido comigo, “sem teorias” (como disse o gerente Renato, rsrsrs) estou vendo na prática que confiar em Deus é muito melhor!

Independente dos resultados serem ou não os esperados, vejo a cada manhã a Graça de Deus sobre minha vida e de muitos amigos, parentes e pessoas queridas.

É só ligarmos a TV e vermos nos jornais quantos livramentos tivemos! Só por isso já seria motivo suficiente para agradecer. Quer fazer um teste? Assista a TV Record (a pior na minha opinião em termos de notícias) e verás o que anda acontecendo no mundo...

Mas o fato é que Deus, essa força criadora, essa energia que não podemos classificar e reduzir as religiões; ELE sim tem sido meu guia! E tem enviado pessoas maravilhosamente evoluídas ao ponto de querer ajudar nessa jornada.

Não conseguimos nada sozinhos, existem amigos que são verdadeiros anjos disfarçados. Anjos do bem! Claro que existem algumas bijouterias no meio de tanta gente jóia, mas isso eu deixo pra lá...

Mas esse caminho cheio de luz, muitas vezes é sofrido, sim não há como negar. Mas é maravilhoso sentir que está valendo à pena. Se enxergarmos com olhos mais espirituais, veremos tudo de outra maneira. E nossa evolução exige crescimento e crescimento gera dor.

Uma dor diferente daquela dor ruim, uma dor que traz Paz de espírito, de saber que estamos numa boa jornada. No caminho certo...

Você já se sentiu assim? Percebendo com a própria vida que muita coisa que leu em livros, agora faz todo sentido? Certa vez numa palestra do Rogério Caldas, ele disse “sucesso é dor”. Eu achei aquilo estranho, mas depois lendo pacientemente o livro, entendi. O sucesso (que não se limita ao financeiro, visual, material, etc) é uma jornada. E só vale à pena para quem entender que evoluir não é fácil, mas pode ser a melhor coisa que lhe acontecerá!

Sabe, eu nem sei porque resolvi escrever. E até me expor um pouco. Acho que é uma forma de agradecer tudo que tenho recebido... Agradeço aos amigos (do trabalho, da família, de estrada, hehehe) por toda força, boas vibrações e atenção demonstradas. Isso é valioso! Muito valioso!!!

Espero que esse simples texto sirva de estímulo para alguém, se estiver desanimado ou se sentindo meio perdido. Sabe, só vale à pena quando algo começa a fazer sentido para você! Eu creio que Deus em sua infinita bondade, pode lhe mostrar a direção. De um jeito ou de outro. E independente dos percalços que encontrar, se em seu espírito, você souber para onde está indo, será mais fácil encarar a jornada.

Grande abraço! E como dizia uma amiga: Uma beija em todos! E obrigada...

Danny Doo set/2011

quarta-feira, 22 de junho de 2011


Em busca de identidade

Muitas pessoas se desfiguram para obter êxito. Outros renegam suas origens e criam uma falsa ilusão de terem surgido de um lugar, uma origem, uma família completamente oposta a que realmente tiveram...

Outros criam uma realidade que só existe em sua mente, idealizando seu mundo, sua própria existência como algo além do que é. Ilusionistas e iludidos de sua própria idealização.

E existe outro grupo, que sabe exatamente qual seu lugar no mundo e mesmo assim almeja melhorar seu interior, suas relações com o próximo, independente da existência ou ausência de laços sanguíneos, entendem que somos na verdade parte de uma grande família global.

Bom mesmo é reconhecer seus valores benéficos e os responsáveis por eles ao longo de nossa existência. Todos nós já possuímos inúmeros mestres, para o bem ou mal, eu prefiro ficar com os mestres do bem, da boa orientação, correção carinhosa, ou um simples exemplo de vida de dedicação ao próximo sem manipulações apenas almejando o bem!

Temos chances de ao longo de nossa jornada terrestre, aprender novas maneiras de pensar, repensar alguns valores e ações. Curioso pensar que os mestres mais marcantes são os mais singelos... Sutis, gentis até para nos orientar e corrigir... E assim nos moldar sem imposições, apenas dando belos exemplos de humildade e gentileza no lidar até com os discípulos mais rebeldes.

Agradeço a cada um que tive e tenho. Interessante perceber que alguns que eu pensava serem mestres ainda são meninos... E outros que eu na minha estupidez e falta de lucidez, imaginava serem meros coadjuvantes, foram e são até hoje, meus melhores orientadores!!!!!!!!!!

Aos mestres com carinho... E nem preciso dizer, mas digo, Jesus é sem dúvida o Mestre dos Mestres!

Danny Doo – diretamente da Doolãndia*

sábado, 19 de março de 2011

Os injustiçados, mundo afora, esperam a chegada da cavalaria. E a cavalaria, bem ou mal, somos nós

CONTARDO CALLIGARIS

Intervir ou não



Os injustiçados, mundo afora, esperam a chegada da cavalaria. E a cavalaria, bem ou mal, somos nós


NA FOLHA de 6 de março, um médico líbio, Mohammed Ahmad, entrevistado pelo correspondente Marcelo Ninio, desabafa: "É um massacre, estão atingindo civis, estão nos atacando de todas as direções. Por que a comunidade internacional não intervém?".
A Líbia é apenas um exemplo. A cada dia, junto com as notícias, chega até nós o grito dos que estão sendo perseguidos e exterminados, dos que apodrecem nas masmorras, dos que, indefesos diante de poderes abusivos e absolutos, estão sendo pisados, escravizados, torturados. Eles colocam sua última esperança na improvável chegada da cavalaria. E a cavalaria com a qual eles sonham, bem ou mal, somos nós -somos também nós.
Vamos brincar de Pôncio Pilatos? Ou vamos à luta pelos injustiçados que moram longe de nossa rua, de nosso país e de nossa cultura? E, nesse caso, quais injustiçados escolheremos?
Por temperamento, sou intervencionista -embora muito menos hoje do que no passado, talvez por confiar menos na minha força física. De qualquer forma, se vejo uma briga, tendo a me meter -para afastar os que estão brigando e também para tomar partido. Mas tomo partido como?
Admito que, na maioria das vezes em que decidi me meter, eu realmente não tinha como saber de que lado estava a razão. Por isso mesmo, os supostos "nobres" motivos de minha escolha permanecem sob suspeita. Por exemplo, escolhi o lado do mais fraco: é uma opção generosa, mas quem garante que o mais fraco tinha razão? E se, de fato, eu tivesse escolhido o lado dos que mais se pareciam comigo, como se a razão só pudesse estar com alguém que tivesse a minha cara?
A dificuldade de intervir decorre de contradições que são inseparáveis do próprio espírito da modernidade ocidental.
a) Acreditamos na universalidade da espécie humana; para nós, ser "homem" é mais importante do que pertencer a uma nação ou a uma etnia. Em tese, o que acontece na Líbia ou em Ruanda nos é próximo e nos concerne tanto quanto o que acontece no quintal de casa -portanto, interviremos, não é?
b) Certo, interviremos e pesaremos na balança em nome de nossos valores. Apoiaremos quem quer democracia e escutaremos o grito da mulher que tenta fugir de sua tribo porque não quer que seu sexo seja mutilado ou da adúltera que será apedrejada.
Mas o fato é que a defesa dos valores nos quais acreditamos será hesitante e, de uma certa forma, culpada pelo seguinte sofisma: se todos, por diferentes que sejam de nós, são tão homens quanto a gente, qual seria o mérito especial de nossos valores, salvo o mérito (duvidoso) de eles serem os nossos?
c) Desde o começo da modernidade, acreditamos também que o que acontece no mundo não é efeito da vontade divina, mas da ação dos homens. Por exemplo, não somos dominados pela Providência, mas pela vontade de tiranos contra quem podemos, portanto, nos rebelar.
Há uma contrapartida: assim que a razão moderna reconhece que tudo vem dos atos e das intenções dos indivíduos, ela se torna desconfiada e paranoica. Em suma, a notícia boa é que podemos modificar o curso da história, a notícia ruim é que somos sempre suspeitos de modificá-lo pelas piores razões.
Somos condenados a uma alternativa entre duas posições igualmente incômodas. Quem não intervém é um covarde que renega sua humanidade e deixa os indefesos sem defesa e os injustiçados sem justiça.
Quem intervém é provavelmente um aproveitador que, sob o manto de uma certa grandeza moral, está promovendo interesses escusos ou, no mínimo, impondo ao mundo seus valores particulares. Algumas consequências disso? Aqui vai.
Desde o sítio de Sarajevo, em 1992, até o massacre de Srebrenica em 1995, a imprensa ocidental denunciou a covardia das potências que não impediam o genocídio. Depois dos bombardeios da Otan em 1998, os mesmos comentaristas denunciaram o imperialismo das potências que se atreveram a intervir.
Se amanhã as botas dos soldados da Otan ou mesmo da Liga Árabe pisarem o chão da Líbia, aposto que Mohammed Ahmad será entre os primeiros a se indignar e eventualmente a lutar contra o ocupante estrangeiro.
Nota: Quem puder (o filme está em poucas salas, infelizmente) assista a "Restrepo", documentário de S. Junger e T. Hetherington. É uma extraordinária lição de sobriedade na hora de pensar em intervenções militares "civilizatórias".

ccalligari@uol.com.br

sábado, 12 de março de 2011

Naqueles dias de aflição, estivemos à beira da extinção...

Começo o texto, dizendo que a vida é mais breve do que pensamos...

O dia é um presente, mas não nos cabe saber o final.

Algumas coisas podemos controlar, diria que bem menos do que supomos.

As vítimas do último terremoto no Japão que o digam.

A vida é em tempo real, vivida somente no hoje.

Nós é que insistimos em pensar que podemos garantir o futuro.

Nada nos cabe, a não ser o agora.

O agora que passou já não é nosso...

Perdemos tempo tentando racionalizar problemas, mas a metade deles não existe.

Apenas em nossa mente...

E nossa mente, mente para nós!

Um beijo! Saúdo à todos numa tarde vivida com muito suor cerebral.

Obrigada Senhor do Universo, por mais um dia!


Danny Doo - diretamente do templário imaginário da Doolãndia...